A vida é mesmo uma coisa engraçada.
Às vezes tenho vontade simplesmente ignorar algumas pessoas. Em determinados dias são colegas de trabalho que me parecem insuportavelmente tolos. Em outros, são os clientes que abusam do óbvio.
Tem dias em que minha vontade é de dizer: trabalho num restaurante e não numa casa de caridade, o que basicamente quer dizer que a rede precisa de lucro para sustentar-se e que cortesia não é obrigação.
Ganhou um brinde? Ótimo, utilize-o, se não está de acordo com aquilo que lhe foi dado, simples: não use! Você não pagou nada por aquilo, então não vai sair perdendo nada.
Um tapa na cara dessa sociedade que só quer saber de ganhar sem pagar por aquilo que consome. Das coisas que me deixam indignada, gente que não paga serviço só porque não vai ser reembolsado pela empresa, é uma das maiores. Poxa, você já não vai pagar pela comida, custa pagar a taxa de serviço do seu próprio bolso? Ainda mais quando o atendimento foi impecável. Este é o meu trabalho, recebo por isso: para trazer a sua comida até a sua mesa, para sorrir, por mais que alguns façam piadas chatas, por mais que muita gente seja extremamente grosseira...
E pra mim tudo isso é tão óbvio.
E óbvia também é a minha necessidade de férias. Pessoas que não estão interessadas em contribuir com o ambiente de trabalho me cansam.
Gente que se acha a cereja no topo do bolo e está bem longe de ser ao menos o básico.
Quer ganhar bem mas não quer trabalhar. Quer subir de cargo mas não quer se comprometer.
Quer mudanças mas não ajuda em nada.
Assim fica difícil.
É fácil falar. É fácil acusar.
Mas e se comprometer? Se dedicar?
Reclamações me cansam. Aí, tenho que vir pra cá, pra desabafar, pra conseguir respirar e continuar. É como se quase todo mundo estivesse ali só pra brincar.
Acho que estou ficando velha. Todas as brincadeiras dos meninos no restaurante me cansam, me fazem pensar: sério que vocês realmente pensam assim?
Não que eu me ache superior. Não, não sou. Mas cara, é tanta bobeira, tanta imaturidade.
Tanta gente que acha que trabalhar é fazer um favor.
Ouvir, ouvir, ouvir e calar. Ouvir e falar somente o necessário.
Se eu falasse lá, tudo o que penso não sei o que seria de mim.
Estou cansada das pessoas e não do lugar ou do trabalho.
Férias, pra que te quero.
3 de abril de 2013
21 de fevereiro de 2013
Pra você entender
Quando eu disser: "Eu te amo", acredite.
Quando eu disser: "Sinto sua falta", acredite.
Quando eu disser: "Estou pensando em você", acredite.
Mas quando eu disser apenas um "oi" num e-mail de fim de tarde, num sms qualquer, ou simples "bom dia", entenda e acredite que estou dizendo tudo isso ali de cima e muito mais.
Quando eu disser "Oi" entenda que a saudade por aqui bateu forte e apertou o peito.
Quando eu disser "Bom dia", entenda que as lembranças - por mais recentes ou passadas que sejam - estão presentes.
Entenda que quanto menos palavras, no meu caso, quer dizer que há mais sentimento. Ou que estou procurando uma maneira de dizer tudo o que penso. Ou sinto. Mas eu nunca digo. Nunca. Por mais que "sempre" e "nunca" sejam expressões que eu não costume/goste de usar.
Eu fico sem ação.
Sem reação.
Quando eu digo "oi" espero uma resposta. Espero um "Eu te amo, também".
Porque mesmo não dizendo, eu digo. No meu silêncio, no meu canto.
Nas atitudes.
Quando eu disser: "Sinto sua falta", acredite.
Quando eu disser: "Estou pensando em você", acredite.
Mas quando eu disser apenas um "oi" num e-mail de fim de tarde, num sms qualquer, ou simples "bom dia", entenda e acredite que estou dizendo tudo isso ali de cima e muito mais.
Quando eu disser "Oi" entenda que a saudade por aqui bateu forte e apertou o peito.
Quando eu disser "Bom dia", entenda que as lembranças - por mais recentes ou passadas que sejam - estão presentes.
Entenda que quanto menos palavras, no meu caso, quer dizer que há mais sentimento. Ou que estou procurando uma maneira de dizer tudo o que penso. Ou sinto. Mas eu nunca digo. Nunca. Por mais que "sempre" e "nunca" sejam expressões que eu não costume/goste de usar.
Eu fico sem ação.
Sem reação.
Quando eu digo "oi" espero uma resposta. Espero um "Eu te amo, também".
Porque mesmo não dizendo, eu digo. No meu silêncio, no meu canto.
Nas atitudes.
30 de janeiro de 2013
tem dias...
que tudo está bem, que tudo vai bem, e tudo está perto.
E tem dias assim: onde até um sorriso amarelo faz falta.
E tem dias assim: onde até um sorriso amarelo faz falta.
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