21 de abril de 2016

Do ìndio

Você me disse, dia desses, que gosta da maneira como escrevo, como demonstro alguns sentimentos.
Era o dia do Índio, eu me lembro bem. Era o seu aniversário.
Justamente por isso, resolvi hoje fazer do vinho companhia e das palavras um registro sincero de tudo que se passa por aqui.
Poucas vezes eu te desejei como desejo hoje. Até porque me pego perguntando inúmeras vezes é possível querer alguém assim, sem nunca ter visto, sem nunca ter tocado?
Nossa história é repleta de reviravoltas. Talvez por isso eu tenha essa curiosidade, esse desejo ardente de provar dos teus beijos, essa vontade louca de querer te conquistar. Talvez porque no fundo eu seja uma contadora de histórias (não à toa eu cursei jornalismo) e essa (nossa?) história fica cada dia mais louca, mais interessante.
E você, que sempre gostou do que eu escrevo, se torna hoje inspiração. Se torna a companhia que eu queria pra esse final de noite, o toque que eu queria em minha pele.

29 de março de 2016

Sobre a noite passada

Cada noite é o mesmo tormento: quanto mais eu tento não pensar em você mais eu penso.
Quanto mais eu procuro motivos para não gostar, mais motivos você me mostra.

Mesmo sem eu pedir, mesmo quando eu não te procuro.
Tá ficando impossível não sorrir com uma mensagem tua, tá ficando impossível não ficar feliz do teu lado.

Tá ficando impossível não te querer...

Será que você imagina?

Ainda que falte a luz, na penumbra eu vejo teus lábios.
Tenho evitado te olhar nos olhos. É medo.
Medo que você perceba essa represa de sentimentos prestes a romper.

26 de março de 2016

Bolhas pela taça

A gente mata uma garrafa de vinho na sexta-feira da paixão. Um gole, um sorriso, um doce. A sede que ainda persiste por aqui é a dos teus beijos.
Faz tempo que não escrevo, faz tempo que venho evitando me alongar nesses pensamentos.
É um tanto quanto difícil te olhar e não querer te tocar, não procurar desculpas para um encontro casual.
Me pergunto se você é sempre essa fortaleza toda, distante, sem necessidade de carinho. Até um pouco fria.

Me pergunto o que é que você quer comigo.
Esse um mês mudou minha rotina. Te levo, te busco, te mimo. Te quero.
São filmes, almoços, jantares, caminhadas... São todas essas coisas e outras mais.

São entrelinhas, são meus olhares, meus desejos.
São as perguntas que borbulham na minha cabeça como as bolhas de champagne subindo pela taça.