30 de junho de 2015

Sobre se tornar adulta, sobre vazio e sobre amor

Dizem que as rosas ressurgem mais fortes depois de uma boa poda.
O inverno, nos faz querer guardar energias, para ressurgirmos na primavera...
Floridos, imponentes. Coloridos.

Estou pensando na poda.
Pensando no que ainda tenho que cortar para poder ressurgir.
Há tempos sinto falta de me apaixonar.
Há tempos sinto falta de estar colorida com as cores de diversos sentimentos que há muito não dão as caras por aqui.

"Não tenha pressa, Pri"
"O amor acontece"
"Quando você menos esperar..."

Frases que ecoam por aqui.
Mas e se a gente tiver uma cota de pessoas "apaixonantes" na vida? E mais: e se eu já tiver conhecido toda a minha cota?

É uma ansiedade sem fim.
Me sinto bem por um lado, afinal consegui alcançar uma maturidade profissional e financeira que antes eu não tinha.
Prova disso eram minhas contas de telefone, na época pós pago, com interurbanos intermináveis, meu saldo sempre no vermelho. E total ausência de planos.
Só havia um porém: eu amava. Eu era apaixonada. Eu cuspia borboletas pelo ar. Eu ansiava mensagens de "bom dia", matava trabalho (mentira, só fiz isso uma vez na vida), pra encontrar com o então "amor da vida" num show.

Eu sinto falta de ser inconsequente. De não medir esforços e bancar a louca por amor. Pura e simplesmente por viver aquele sentimento que me consumia.
Não faço muito ideia do que aconteceu.

Talvez eu só tenha virado "adulta".
Mas eu ainda não sei direito. Papai costuma dizer que a certeza do hoje só vem com o amanhã.
E o meu hoje anda mais incerto.

Não sei o que carrego no peito.
Não sei se é só vazio. E quando falo em vazio, me pego revirando memórias, e sentindo falta das coisas que vivi, não porque eu sinta falta das coisas, ou pessoas, mas porque esse vazio é enlouquecedor. Porque esse silêncio é ensurdecedor.

Na falta de alguém enfio o trabalho na vida. Enfio metas. Procrastino um pouco, é verdade, mas eu não sei mais ser como eu era antes.

Hey, adultos! Então é isso que vocês chamam de amadurecer?
É deixar de me encantar? É deixar de me apaixonar?

E o amor? Onde eu encontro esse tal de amor?

15 de junho de 2015

Pra pensar na letra...

"Se eu demorar, me espera, se eu te enrolar, me empurra se eu te entregar, aceita, se eu recusar, me surra se eu sussurrar, escuta, se eu balançar, segura se eu gaguejar, me entende, se eu duvidar, me jura se eu for só teu, me tenha, se eu num for, me larga se eu te enganar, descobre, se eu te trair, me flagra se eu merecer, me bate, se eu me mostrar, me veja se eu te zoar, me odeia, mas se eu for bom, me beija

se tu tá bem, eu tô,
se tu num tá, também...
não tô legal, não tô,
pergunto o quê que tem
tu diz que tá tranquila, mas eu sei que tu num tá
tu tá bolada filha,
vamo desembolar

se eu te amar, me sente, se eu te tocar, se assanha se eu te olhar, sorria, se eu te perder, me ganha se eu te pedi, me da, se for brigar, pra que?
se eu chorar, me anima, mas se eu sorrir é por você... "



Trecho de Mulher do Projota

14 de junho de 2015

Mineirando



Aí você viaja.
Sozinha.
Resolve pegar a estrada e conhecer uma parte da história do Brasil.
Resolve escrever a própria história.
Resolve começar um capítulo novo, sem apagar os anteriores.
Resolve tentar se (re)encontrar.

Chego a algumas conclusões.
Me apaixono por Minas Gerais. Pela história de um Estado, pela sua influência na história de um país.
Me interesso. Vou pegando a estrada. Real.
"Mineirando".
Encontrando ouro em paisagens. Em ausências. Em descobertas.
Sentimentos de ouro. Coração de Ouro.
Passo por Ouro Preto.

A cidade mais bonita, leva o nome de mulher: Mariana.
Avanço mais um dia, pego mais um pouco da estrada. O coração está longe. Aliás, o coração anda distante faz tempo.
Faz tempo que deixei meu coração logo ali. Aquele ali de mineiro...
Rita Lee. Amy Lee. Lee.

Chego a Belo Horizonte. Entendo o porquê a capital recebe esse nome.
O dia amanhece. Lentamente o Sol vai tomando seu espaço, vai colorindo o céu.Do alto, vejo a cidade. Feliz cidade.
Belo Horizonte me encanta em cada esquina, em suas largas avenidas, em seu povo com o sotaque "cantadim", com cada cadeira de botequim.
Não quero voltar. Ainda não cheguei ao fim.