26 de julho de 2014

Selfish

Vínculos.
O que é essa coisa de criar vínculos?

Sei lá, eu me acho tão filha da puta quando percebo que tudo é uma questão de tempo. Pra acontecer, pra esquecer.
Tudo é tempo.

Ninguém é insubstituível. Não que dê pras coisas serem exatamente da mesma forma com todos. Sei lá, só acho que com o tempo ou com a distância, pessoas, coisas situações, quase tudo deixa de fazer sentido. É só começar a deixar de lado. Aos poucos.

Será que é muita frieza da minha parte?
Não é que não dói. Dói. Sofro.
Mas eu sei que não é pra sempre. E isso alivia. É como se eu tivesse sempre alguém a me lembrar: calma, já vai passar.
Sofro menos.

Eu não faço questão daquilo que não me agrada.
Acho que talvez todos deveriam fazer isso. Seria mais simples. É mais fácil resolver os problemas assim, do que ficar discutindo em cima de algo que não tem solução.

Aprendi, à duras penas, que o passado passou. Ficou lá trás.
Claro que eu sinto saudade de algumas coisas, e que se pudesse reviveria alguns momentos, mas não dá pra mudar.
Já foi. Já era.

Tenho plena consciência de que eu não sou a melhor pessoa do universo. Muito pelo contrário, eu sei o quanto e no quê eu sou ruim.
E acho que a minha pior parte é justamente essa, de deixar ir, de não ligar. De ligar um botãozinho de indiferença, ainda que seja por alguns minutinhos.

Eu tenho essa mania de cortar. Começou a encher o saco? Corto.
A não ser que seja uma discussão sadia, algo que mude o presente. Ou o futuro.

Gosto de ser quem sou. Gosto do meu passado. Gosto ainda mais das pessoas que fazem parte disso tudo. Faço lá minhas brincadeiras escrotas, mas é sobre o passado.
É um cego fazendo piadas sobre cegos. Faço piadas de mim, sobre mim. Faço piada do que não deu certo, porque o que me resta agora é rir, até porque chorar não vai resolver absolutamente nada.

Sei lá. Me irrito fácil.
Eu nunca tive paciência.

Será que sou egoísta demais? Será que eu sou mesmo tão egoísta assim?
E mais, será que todo esse "pensar primeiro em mim" é realmente tão ruim assim?

Enquanto isso, a vida segue.



10 de junho de 2014

sutilezas

a vida é descobrir os pequenos grandes prazeres.
estar em paz consigo, não temer o futuro, uma mensagem no celular, um encontro com um amigo.

aprendi a não ligar para aquilo que não acrescenta.
prefiro ficar maravilhada com uma folha que cai durante o outono. prefiro acreditar na primavera.

30 de maio de 2014

Carta para Mari

E aí, vou reler algumas coisas e me deparo com teus comentários em postagens antigas do blog.
Bateu saudade.
Fui reler coisas.
É estranha a falta que você me faz.
Sei lá, na minha cabeça você não morreu. A gente só parou de se falar. Penso que eu deveria ter ido para Floripa naquele mês de dezembro, só não sei se isso mudaria em algo o destino.

Faz tempo né?
E sinto sua falta. Sinto falta dos teus conselhos. Sinto falta do teu sotaque.
De encontrarmos coisas em comum nos nossos relacionamentos, no término dos relacionamentos. Sinto até mesmo saudade de sentir ciúmes de você. Porque sim, eu tinha ciúmes.

Fico me perguntando de quais musicas você gostaria hoje. Se teríamos ido assistir a algum jogo do nosso tricolor juntas.
Ou se teríamos feito outras viagens, como a para Salvador.

Por aqui as coisas continuam mais ou menos iguais. Eu continuo sem conseguir manter meus relacionamentos.
Continuo me arrependendo de algumas coisas e com saudades de tantas outras.

Saudade de algumas pessoas. De alguns momentos.
Saudade de histórias que eu não vivi.

Sabe, eu faço escolhas e fico torcendo para que sejam as escolhas certas. Às vezes as pessoas me chamam de egoísta sem saber tudo o que envolve uma decisão minha.
Enfim, acho que é isso.
Espero que você esteja bem onde está.

Abraços.

Pri