12 de setembro de 2008

Vendo o tempo passar

O sono bate. O coração aperta. O relógio se nega a marcar a passagem do tempo. Ou será que é o tempo que se nega a passar?

O sono chega. O sono fica. Meus pensamentos vão pra algum lugar longe daqui. O sentimento nasce, cresce, resplandece. Confude todo o meu pensar.

Enquanto tento pensar o sono chega devagar. Amarra as pálpebras, deixa os dedos lentos e me transforma o olhar

Eu olho a tela. Eu espero alguma resposta. Eu penso na próxima palavra que vou digitar.

Eu me pergunto. Eu me respondo?

O tempo passa devagar. Eu clico, arrasto, solto. Eu aperto, seguro, digito. Digito o dígito. Eu paro, leio, releio. Transformo a frase, troco as palavras, mas meu pensamento há muito está em outro lugar.

O tempo passa. O relogio muda. Ao meu redor tudo está mudo.

O tempo passa. Quanto tempo? Talvez um minuto... Quanto tempo falta? Uns quinze minutos...

Eu me pergunto. Eu me respondo? Qual é a pergunta?

3 comentários:

  1. Priscila, conheci seu espaço pelo grupo do Google... vim prestigiar e conhecê-lo. Quanto ao texto, apesar de, normalmente, eu ser um pouco prolixo nas palavras, gosto dessas frases telegráficas. Me lembram (com o perdão pela coloquialidade) alguns contos minúsculos que, na minha juventude, lia no caderno "Ilustrada" da "Folha de SP". Abraço e sucesso.

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  2. Parece que as palavras nuca são o que pretendem dizer, sempre algo por falar, como eu sempre faço com relação a ele...

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  3. "tempo, tempo, mano velho falta um tanto ainda eu sei pra você correr macio..."
    Lembrei da música que adoro por sinal!

    Um bjo

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