27 de janeiro de 2009

Pedidos e querer bem...

"Comece assim: a pedido de uma amiga mineira q estava meio triste com o namorado desligado dela..." Bom era pra começar assim, era pra falar que os homens não sabem dosar-se: ou grudam demais, ou não estão nem aí quando estão namorando, mas quem disse que eu consigo desenvolver o assunto? Tudo bem que não nego é bom quando a gente se sente querida, mas sentir-se querida demais também é ruim.

O fato é que eu nunca vou entender os relacionamentos humanos. A gente (teoricamente) passa a vida procurando quem dê valor, quem queira estar conosco, quem cuide da gente e se deixe ser cuidado também, enfim... Mas tudo tem seu tempo também. Nessas reflexões que comecei a pensar e de certa forma conversar comigo mesma:

- O que a gente faz quando se apaixona?
- Demonstra o sentimento ué, vai ficar escondendo o tesouro por quê?
- Mas e se a outra pessoa não estiver afim, não quiser nada sério?
- Parte pra outra?
- Mas e se valer a pena, se você sente bem lá dentro do coração que pode dar certo?
- Insiste ué, só não insiste muito, porque é chato.
- Tô pensando em jogar a toalha...
- Você tentou?
- Não me deixaram nem tentar, dizem que é química... E química é algo que ou bate de primeira ou não bate....
- Quem foi que disse isso? Se for assim esses casamentos de 25, 30 anos são farsas?
- Pois é... não sei também... Queria partir pra outra...
- Por que não fica só, por uns tempos?
- Eu tenho ficado, mas tem hora que bate a carência né?
- Aprenda: carência é algo que dá e passa...
- O ruim é que se fico com outras pessoas queimo meu filme com quem eu gosto...
- Vai se preocupar com isso por que? Se não está com você é porque de certa forma não quer
- Nisso você tem razão. E outra: eu poderia ser a melhor coisa que aconteceu na vida da pessoa...
- Humilde você hein?
- Não é isso... É que sei lá... Eu gosto. E acho que poderia gostar ainda mais, mas toda vez que chego perto um muro de Berlin é construído...
- Dê tempo ao tempo...
- Como se fosse fácil falar, e se amanhã ou depois eu morrer?
- Uai... sua parte você já fez... Só te resta esperar...
- Em pensar que eu só queria tentar....

24 de janeiro de 2009

Vinte e duas horas e doze minutos

Praça de alimentaçãoShopping sempre vai ser um local que me gera reflexões. Acho que o fluxo constante de pessoas me traz um fluxo constante de idéias. Cinema sozinha e depois observar a vida e as pessoas na praça de alimentação.
O barulho constante, o bater de copos, o tintilar de talheres. Bocas que se mexem, mastigam e falam. Engolem alimentos e idéias. Alimentam o corpo e a minha mente.
Várias tribos num só local: o grupo de amigas, as várias famílias reunidas, negros, brancos e pardos. Homens, mulheres e crianças. Gays, lésbicas, heterossexuais, bissexuais, pansexuais... Seres humanos que talvez não reparem como a vida e o tempo passa e atravessa a gente.
Será que todos notam a mesa ao lado da sua? Enquanto isso uma criança chora. O choro ecoa no ar. Outra criança resolve acompanhar. A vida continua passando.
Eu paro, levanto a cabeça e procuro registrar tudo ao redor. Tento registrar a vida, paralisar e congelar um instante de tudo aquilo que já passei.
Teriam todos ao meu redor os mesmos medos que eu?
Paro de rabiscar palavras mal escritas e sorvo um pouco mais do que restou da coca-cola.
É hora de ir e tentar parar de pensar tanto. Pensar menos e viver mais.
Escrevo minhas próximas ações: Levanto, pego a bolsa e procuro o caminho de volta, enquanto caminho penso: "Eu quero!"

19 de janeiro de 2009

Eu e meu dedo

Se existe alguém na face da terra com dedo podre pra escolher de quem gostar, muito prazer, esse alguém sou eu! Eu tenho o dom de escolher os campeões no quesito complicação. Era tão mais fácil eu gostar de quem gosta de mim, seria tão mais fácil deixar os outros cuidarem um pouco desse coração maltratado, mas quem disse que eu consigo? Tudo bem que o que é fácil nem sempre é o melhor, mas tudo bem...

Parece que quanto mais impossível é de ficar com a pessoa mais eu gosto, mais eu quero, mais eu desejo, mais eu sonho. E quanto mais eu sonho mais planos eu faço. Por mais que eu não tenha recebido uma esperançazinha sequer.
Isso pra não falar das pessoas que são legais, mas que simplesmente moram longe. E me desculpem meus amigos, mas namoro à distância não é pra mim. Minha carência é exageradamente grande pra agüentar tanto tempo longe, tanto tempo sem um beijo, tanto tempo sem olhar nos olhos, sem tocar, sem sentir o calor da pele do outro.
Tudo bem que muitas vezes acho que minha carência é de uma única e exclusiva pessoa, mas tudo passa né minha gente?

Sou chata? Devo ser. Chata e burra. Burra por esperar ser correspondida. Burra e ingênua por não me dar conta que coisas pequenas, apesar de pequenas têm um valor inefável (lembrei de um trocadilho), e que erros pequenos muitas vezes pesam muito mais do que grandes erros.

Isso tudo não quer dizer nada ou quer dizer muita coisa. Me perco com as pessoas novas que entram na minha vida. Na verdade tô é com medo de coisas e pessoas novas. Medo de sofrer tudo de novo. Medo de perceber que, de fato, só amei uma única vez e que pronto acabou, esgotou a cota. "No more love for you"

Dá pro mundo ser menos complicado por favor? Dá pras pessoas serem menos complicadas também? Dá pro povo perder o medo de se entregar?

Fechada pra balanço? Talvez. Mas se você quiser chegar e me ajudar a arrumar o estoque, ver o que ainda tem de bom aqui dentro de mim, se é que ainda tem algo, talvez você seja bem vindo. Espero que você não encontre as mágoas que eu tento esconder. Espero que não encontre também as cicatrizes dos sonhos destroçados, espero que você não ache de mim o que eu tenho achado ultimamente. E o que eu tenho achado? Que simplesmente eu não sou suficiente. Nem para você que talvez esteja lendo esse texto, nem para ninguém.

Talvez você também tenha medo, na verdade eu sei que tem, tem tanto medo quando eu, só que eu banco a louca, eu me jogo. Talvez falte confiança. Talvez você ache que todo mundo é igual e que mais uma vez você também vai sofrer. Mas sei lá, tem coisas que a gente só sabe tentando. E às vezes é bom tentar mais de uma vez. Tentar uma, duas, três, quantas vezes o coração sentir que dá, quantas vezes você sentir que ainda agüenta. E se não der certo? Aí a gente abre a "Sociedade das pessoas com dedo podre e coração partido"

16 de janeiro de 2009

Aqueles olhos

Em uma manhã como tantas outras os pensamentos resolveram estacionar naqueles olhos castanhos. A lembrança preenchia o vazio que a saudade deixou. Sabia da viagem, mas não tinha a menor idéia de quando aqueles olhinhos meigos e castanhos voltariam da ilha, sabia muito menos se voltaria a vê-los tão logo.
Uma inquietação tomava conta daquele coração. Não entendia o porque de tantas lembranças sendo que os momentos juntos foram tão poucos, tão espaçados no tempo. Sabia que não pertenciam um ao outro. Pelo menos não por agora, mas ainda assim havia uma vontade de que o medo de se entregar novamente fosse vencido.
Enquanto isso no trabalho, ocupava-se ao desenhar possibilidades no ar, imaginar cenas, relembrar aquele beijo saudoso.
Perguntava-se se havia feito algo errado, se faltava algo em si, se faltava-lhe algo que completasse o coração dos olhinhos brilhantes.
Seria medo o que afastava aqueles corações? Ou simplesmente não era pra ser? Muitos dias já haviam passado, tempo o suficiente para esquecer caso fosse apenas uma paixão boba.

Mas não era. Não era e estava consciente disso. Sabia que não era apenas mais uma paixão. Era um carinho sem fim, uma vontade de fazer dar certo e de estar por perto. Vontade de completar dois inteiros.

Não gostava de pensar tanto tempo nos olhos castanhos. Sentia-se uma pessoa boba sempre quando percebia que gastava tempo demais com pensamentos bobos. Se bem que no fundo era realmente uma pessoa boba. Não dizem por aí que o coração de um apaixonado é bobo? Talvez fosse essa a razão. E era.

Uma vontade boba brotou no peito. Lembrou então do conselho que os amigos haviam dado: "Não se ocupe, não corra atrás, não vale a pena, não é o momento, não é para você...".

Faltava decidir o que fazer com aquele sentimento que havia germinado sem ser plantado, decidir que rumo dar para o sentimento que era pequeno mas intenso.

Pequeno, intenso e bonito como aqueles olhos castanhos que insistiam em ficar na memória.

13 de janeiro de 2009

Apesar de...

Trecho de algo que estou lendo e que faz sentido. Mais sentido do que se possa imaginar:
— Não poderei ir, Ulisses, não estou bem. Houve uma pausa. Ele afinal
perguntou:
— É fisicamente que você não está bem?
Ela respondeu que não tinha nada físico. Então ele disse:
— Lóri, disse Ulisses, e de repente pareceu grave embora falasse tranqüilo, Lóri: uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de. Apesar de, se deve comer. Apesar de, se deve amar. Apesar de, se deve morrer. Inclusive muitas vezes é o próprio apesar de que nos empurra para a frente. Foi o apesar de que me deu uma angústia que insatisfeita foi a criadora de minha própria vida. Foi apesar de que parei na rua e fiquei
olhando para você enquanto você esperava um táxi. E desde logo desejando você, esse teu corpo que nem sequer é bonito, mas é o corpo que eu quero. Mas quero inteira, com a alma também. Por isso, não faz mal que você não venha, esperarei quanto tempo for preciso.

Clarice Lispector - Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres.

10 de janeiro de 2009

Ah se eu pudesse...

Se eu pudesse eu formatava algumas coisas do meu passado. Ah se formatava. Sabe aquelas coisas que te condenam pro resto da vida? Pois é. Eu era nerd. Uma senhora nerd. Do jeito de me vestir à rejeição social, eu era nerd. Tanto que até hoje, aos quase 24 anos, quando o povo que estudou comigo me encontra por aí, eles estranham. Estranham muito que eu tenha melhorado o visual e saia pra balada, pra beber, pra curtir. Ainda bem que o tempo passa né minha gente? Ainda bem. Tudo bem que valeu a pena ser "A" inteligente até o colegial (é... eu fiz colegial, hoje é ensino médio e velha é a #%$%). Mas olhando as fotos, eu me pergunto: "Por que raios eu não notava que eu era o patinho feio da turma?". Hoje eu sei que dá pra conciliar as duas coisas. E tenho raiva de quem tem preconceito contra os ditos "nerds" & "geeks". Mas tudo bem. Mas que se eu pudesse apagar algumas partes, ah com certeza eu apagaria.

7 de janeiro de 2009

Falar e fazer

A grande diferença entre falar e fazer é que geralmente quem fala não faz. E quem faz algo geralmente não ouve quem disse. Tudo isso, é lógico, quando analisamos nossa vida sentimental.
Tomar a decisão de esquecer alguém é algo que depende da gente. E que realmente só faz efeito quando é de dentro para fora e não da boca pra fora.
O ruim mesmo é quando você quer ajudar um amigo que agora passa por uma situação bem parecida com algo que você já passou há algum tempo atrás.
Tudo bem que tem horas que a gente sabe que por mais que a gente queira tem pessoas e momentos que são simplesmente inesquecíveis, mas uma coisa é lembrar, é não esquecer e outra bem diferente é sofrer por não ter alguém do lado.
Aí sim a diferença entre falar e fazer é enorme. Mas você ter passado por algo parecido, e por incrível que pareça quando você passou você não ouviu ninguém, e tentar ajudar alguém é algo um tanto quanto difícil. Porque por mais que você diga que só depende do amigo deixar de sofrer até a ficha realmente cair e ver que a decisão é dele, aí vai tempo.
Nessa hora o que resta é ficar por perto e ouvir. Ouvir muito.

2 de janeiro de 2009

Viradinha!

Eu tenho um grande mal: sempre fico meio deprê nas festas de final de ano e nas próximidades do meu aniversário. Não me pergunte o porque, mas se você olhar nos arquivos do blog, que ano passado ainda estava hospedado no Blogger BR, você vai notar uma leve tendência à introspecção e vai perceber que sempre acho os primeiros dias do novo ano um tanto quanto vazios e sem sentido.

Pra não fugir muito à regra 2009 não foi muito diferente. Apesar de ter virado com pessoas legais, pessoas que antes eu jamais imaginaria que começaria o ano ao lado (e pra falar a verdade, não ligaria em passar o resto do ano junto) eu tenho uma séria tendência à complicar as coisas. Passado esse stress de assuntos mal entendidos eu começo com a minha saga de pensamentos. Tortura, tortura, tortura, pensar demais sempre foi, sempre vai ser minha maneira de ficar me torturando.

Tudo bem que lembranças muitas vezes são bem vindas, o que eu não posso é ficar vivendo delas, esperando que essas lembranças voltem a acontecer. Não é possível reviver o passado. E acho que muita gente às vezes fica assim igual a mim, vivendo hoje, mas no fundo esperando algo que seja pelo menos parecido com algo que já viveu no passado.

Muitas metas para 2009, tanto que algumas dessas metas eu já registrei por aqui. Falar menos e escutar mais é uma delas. Falar somente o necessário. Ler mais, ler muito mais em 2009. E escrever também, por que não?

Esse ano não sei o que me espera. Sei que pra 2009 quero coisas sólidas, coisas boas e sólidas, coisas que durem. Prioridade? Não sei. Acho que talvez esteja na hora de me colocar em primeiro plano. Hora de parar de ficar pulando de galho em galho e cuidar de mim. Beber menos faz parte desse cuidado.

Dar mais atenção ao blog e firmar parcerias, dar mais espaço aqui aos amigos como o Hialoplasma, o Pizza Laranja, Insights da Du Surf e Final Destination. Sem esquecer do Pseudologia Fantástica e o Eu Falo O que eu quiser.

No mais, feliz 2Mil Inove para todos nós.