21 de abril de 2009

Divã

Fui ver O Divã no cinema hoje. Havia tempo que não ia ao cinema e tinha gostado do trailer. Lília Cabral está ótima e o filme é hilário. Vale o ingresso pelas ótimas risadas que proporciona. E no meu caso me proporcionou ainda mais coisas como por exemplo um aprofundamento em reflexões que andam batendo a minha porta quase todos os dias.

O tempo passa, a gente queira ou não. E nessa do tempo passar me imagino acordando amanhã com 30 anos. E acordando assim, no melhor "Balzaca" de ser, juro que gostaria de virar pro lado e ver meu amor - seja lá quem for - ainda dormindo, ao meu lado. Acordar e ver que ainda tenho mais cinco minutos antes de levantar e ir preparar o café da manhã pra mais um dia produtivo, aproveitar aqueles minutinhos na cama, não para dormir mais cinco minutinhos, mas pra curtir algo que eu sempre curti: ver quem eu gosto dormindo. Pois é, com 30 anos quero muito estar ao lado do tal "amor da minha vida". E se eu estiver sozinha? Nesse caso eu quero ser o amor da minha própria vida.

De 24 pra 30 são 6. Em 6 anos quero conquistar muitas coisas. E quero colher os frutos dessas conquistas que ainda estão por vir. Um emprego melhor é parte das coisas que quero gozar ao entrar pra idade do conflitos descritos por Honoré Balzac. E quero amadurecer também. Amadurecer durante esse tempo para chegar lá com menos coisas para resolver. Aliás bem menos coisas. Até porque eu ainda não entendi direito como funciona esse lance de ser "gente grande". No fundo eu queria saber porque é que crescer às vezes dói.

Sei lá. Quando eu tinha 12 anos tudo o que queria era completar logo 18. Pobre de mim: Achava que uma revolução aconteceria na minha vida ao atingir a maioridade. Quando enfim fiz 18 queria logo os 21. Queria porque achava que com a faculdade terminada eu não teria mais que fazer tantas escolhas. E escolher dói, dói porque sempre temos que renunciar algo. E nem sempre a gente sabe que é melhor.

Acho que hoje eu espero que quando eu chegar aos 30 eu saiba escolher. Ou que as escolhas não doam tanto. Que as renúncias, as abdicações, não sejam tão grandes.

Aos trinta quero estar pelo menos com meu mestrado engatinhando. Ou com alguma outra faculdade concluída. Aos trinta quero estar feliz, não de forma plena, porque felicidade é um caminho e não um destino, mas acima de tudo: quero estar com a plena certeza de que aos 24 eu fiz as escolhas certas e vive o que queria viver.

15 de abril de 2009

Viagem

Viajar. Viajar e ir parar no passado. Ter uma experiência à la "De volta para o futuro" e mudar algumas coisas ou deixar tudo exatamente igual?

Acho que eu toparia a experiência, não só de viajar mas de viajar e mudar algumas coisas. Tudo bem que mexer no passado é a certeza de criar um efeito borboleta, que talvez pudesse mudar o meu presente, mas se não tentar, como saber?

Mudaria coisas pequenas: teria beijado escondido muito antes daquele 21 de julho de 2001, teria me libertado de alguns rótulos e sido mais eu mesma. E mudaria coisas de grande valor: teria passado mais tempo com pessoas que não estão mais aqui. Teria conversado muito mais com meu avô, teria dito o quanto eu gostava de assistir TV ao domingos com ele, por mais que ficássemos ali, calados... E também voltaria mais longe e aproveitaria mais o colo da minha mãe e do meu pai, não que eu não os tenha mais, mas só não os tenho como tinha antigamente.

Voltaria pra 2004. Reviveria intensamente um grande amor. Brigaria menos por ciúmes. Em 2005 eu erraria tudo exatamente igual. E diria "eu te amo" da mesma forma como disse. Em 2006 eu choraria menos. Bem menos pra falar a verdade.

Mas se eu pudesse voltar só pra reviver um único momento? Aí nesse caso acho que gostaria de saber como é nascer novamente.

13 de abril de 2009

Eu tô voltando pra casa

Semana atribulada e repleta de reflexões.
Meus dias vão passando e eu sigo pensando em muitas coisas.

Sentindo falta de coisas e pessoas que não voltam mais, e quando digo isso não me refiro à amores ou paixões, mas sim a grandes amigos, épocas.

Ando escutando músicas novas e isso tem me feito um bem danando.
Virei fã confessa de Pública, uma banda de rock do Sul, e conheci o trabalho da Anouk graças a uma pequena grande amiga.

Ainda falando em música sai da fase Lulu Santos e comecei a ouvir Beatles. E antes que você grite: "O queeeee? Vocêêêê não conhece Beatles????", eu já aviso: sim, eu conheço, mas conhecia só o que todo mundo conhece. Grandes sucessos e só. Entrar no mundo do Fabfour com um pouco mais de detalhes tem me feito muito bem.

Agora só me resta conhecer mais sobre a história dos meninos ingleses.
No mais a última coisa que baixei foi o cd do Justice. CD o qual quero ouvir com atenção.

Falar em música me dá muita vontade de voltar a trabalhar em rádio, de voltar a mexer com bandas independentes.

Nesse sentido um dos meus sonhos seria trabalhar na Inker Squat, afinal são eles que trabalham com nomes tipo Ludov.

Sinto falta de estar plugada nas novidades musicais. Sinto muita falta.

6 de abril de 2009

Flashback

Já era pra eu ter atualizado o blog, até porque não gosto de deixa-lo tanto tempo ao relento.
Pretendia postar ontem, domingo, mas infelizmente não deu.

Sei que desde então comecei a pensar no sentido da vida. Não quero e não vou entrar em detalhes de algo que por enquanto ainda não caiu a ficha. Mas ontem foi definitivamente um dia onde um filminho no melhor estilo flashback passou na cabeça de muita gente. Muita gente com lugar em comum na vida dos outros.

Há um tempo atrás todos eram iguais, todos eram próximos, e eramos uma família.
A família de coroinhas da Paróquia São Bento. Reencontrar amigos, colegas, conhecidos numa situação tão triste como a perda de uma amiga não é lá uma das melhores coisas, e acho que todo mundo que se viu ali lembrou de quando todo mundo ainda era criança, quando ninguém trabalhava, quando a encheção de saco era não ficar conversando durante a missa porque eramos exemplo para as outras crianças. Tinha os que não se davam? Tinha, como tem em qualquer canto, mas ainda assim todo mundo era parte da vida de todo mundo. Era uma comunidade no sentido da palavra: comum unidade. Um grupo, que apesar das panelas era unido como um todo.

Amigos secretos. Confraternizações de final de ano. Retiros. Encontros no seminário. Formações. Treinamento. Tudo isso veio à tona novamente.

E eu vi no olho de muita gente ontem uma saudade do que a gente era. Uma saudade de um tempo que não volta mais.

Minha amiga estava sofrendo. Papai do céu preferiu cuidar dela mais de perto.

Aí a gente pensa: a gente faz tantos planos e nem sabe se amanhã ou depois vai estar aqui pra realizar. Enquanto isso o tempo vai passando e gente nem nota. Vi moços e moças que quando eu ainda participava da Igreja eram crianças. São pessoas que como eu cresceram no meio religioso.

Foi bom rever alguns sumidos. Mas só não queria que tivesse sido pelo motivo que foi.
Minha ficha ainda não caiu.

Nessas horas dá vontade de voltar no tempo e mudar algumas coisas.
E como sei que isso não é possível fico pensando no que eu gostaria de mudar hoje...