6 de abril de 2009

Flashback

Já era pra eu ter atualizado o blog, até porque não gosto de deixa-lo tanto tempo ao relento.
Pretendia postar ontem, domingo, mas infelizmente não deu.

Sei que desde então comecei a pensar no sentido da vida. Não quero e não vou entrar em detalhes de algo que por enquanto ainda não caiu a ficha. Mas ontem foi definitivamente um dia onde um filminho no melhor estilo flashback passou na cabeça de muita gente. Muita gente com lugar em comum na vida dos outros.

Há um tempo atrás todos eram iguais, todos eram próximos, e eramos uma família.
A família de coroinhas da Paróquia São Bento. Reencontrar amigos, colegas, conhecidos numa situação tão triste como a perda de uma amiga não é lá uma das melhores coisas, e acho que todo mundo que se viu ali lembrou de quando todo mundo ainda era criança, quando ninguém trabalhava, quando a encheção de saco era não ficar conversando durante a missa porque eramos exemplo para as outras crianças. Tinha os que não se davam? Tinha, como tem em qualquer canto, mas ainda assim todo mundo era parte da vida de todo mundo. Era uma comunidade no sentido da palavra: comum unidade. Um grupo, que apesar das panelas era unido como um todo.

Amigos secretos. Confraternizações de final de ano. Retiros. Encontros no seminário. Formações. Treinamento. Tudo isso veio à tona novamente.

E eu vi no olho de muita gente ontem uma saudade do que a gente era. Uma saudade de um tempo que não volta mais.

Minha amiga estava sofrendo. Papai do céu preferiu cuidar dela mais de perto.

Aí a gente pensa: a gente faz tantos planos e nem sabe se amanhã ou depois vai estar aqui pra realizar. Enquanto isso o tempo vai passando e gente nem nota. Vi moços e moças que quando eu ainda participava da Igreja eram crianças. São pessoas que como eu cresceram no meio religioso.

Foi bom rever alguns sumidos. Mas só não queria que tivesse sido pelo motivo que foi.
Minha ficha ainda não caiu.

Nessas horas dá vontade de voltar no tempo e mudar algumas coisas.
E como sei que isso não é possível fico pensando no que eu gostaria de mudar hoje...

6 comentários:

  1. fazia tempo, muito tempo que eu não passava por aqui...
    mas seu texto tomou meu coração Pri.. no sentido do flashback, da nostalgia..
    vc teve um propósito maior para esse reencontro.. um propósito triste... mas escreveu sobre este encontro..
    e, digo mais uma vez, essas lembranças lembraram as minhas lembranças Pri, e um flashback passou em minha cabeça também...

    beijus.. Núbia
    (me add no twitter heim?)

    ResponderExcluir
  2. Acontece, minha querida. Sinto muito pela perda da tua amiga. Sinto mesmo. Sei como é perder gente querida. Espero que vc tenha quem te console. Quanto ao passado, à nostalgia, eu não aconselho essas "viagens" a ele. O passado não pode ser mudado e a gente sempre vai ter motivos pra se arrepender. Mas eis uma coisa que eu saquei de uns tempos pra cá: Com certeza, o passado não é melhor que o presente. A gente sempre vai ter essa impressão, pq o passado são lembranças, são imagens, fragmentos. O hj a gente vê em todos os detalhes. O ontem a gente vê os highlights. Um dia vamos olhar pra hj com esse mesmo saudosismo. Enfim, aproveita o sentimento pra reparar pontes que tombaram, mas não deixa ele estragar o teu presente.

    :*

    ResponderExcluir
  3. Nessas horas dá vontade de voltar no tempo e mudar algumas coisas.
    E como sei que isso não é possível fico pensando no que eu gostaria de mudar hoje...

    isso é verdade

    sinto muito pela perda da tua amiga

    ResponderExcluir
  4. Que post triste. Sinto muito pela sua amiga, Pri.

    ResponderExcluir
  5. : Sinto muito pela perda.
    : O vento que as vezes leva o que amamos são os mesmos que trazem algo que aprendemos a amar.
    :O passado é um grande livro, nele escrevemos e estudamos as vezes o escrevemos com lagrimas outras com perfume e sempre quando lemos esse fantastico livro, nossos corações sente cada palavra escrita. E a cada sentimento nasce junto com ele algo novo inesperado e uma nova esperança.Então sinta, aprenda, chore, corra, viva. Pois a vida nunca acaba ela sempre continua, sei que sua amiga agora tem um novo começo, melhor do que ela teve.
    : Sinto muito pela sua perda. Um forte abraço!

    ResponderExcluir
  6. ruim é quando esse filme passa diariamente na nossa cabeça, sem necessariamente perder um ente querido, mas sim quando perdemos a nós mesmos.
    lamento a perda.
    continue com o blog. tem textos legais aqui.

    ResponderExcluir