29 de maio de 2009

Enquanto isso na sala da justiça...

Enquanto o Vampirão, fica leiloando beijos por aí, eu penso na minha ausência de grana.

Tudo bem que eu adoro a cor vermelha, mas isso não significa que minha conta bancária tenha que ficar da mesma cor. Seria tão bom ganhar um milhão e poder gastar por aí.

Tá certo que eu não gastaria tudo, afinal uma mulher precavida vale por duas, mas com certeza eu pagaria minhas contas e renovaria algumas coisas em casa, a começar pelo meu computador. Depois compraria um jogo de lentes pra minha câmera, uns filtros e flashes também.

Guardaria uma graninha pra viajar pra algum lugar bacana: tipo uma mini-temporada na "Zoropa".

Trocaria de carro e compraria uma moto. Nada muito caro e extravagante, só algo bom e bonito...

No mais, com um milhão na mão eu ia investir e aproveitar os rendimentos pra investir em mim: cursos e mais cursos. Vários cursos. De idiomas a massagens. Afinal eu ainda acho conhecimento é algo que não tem preço.

27 de maio de 2009

Comentando coisas alheias: o Beijo do Vampiro e a Grande Leila.

Eu sempre quis usar esse trocadilho pra falar sobre uma coisa chamada "leilão". Trocadilhos a parte, fiquei sabendo que o Robert Pattinson - o Vampiro que fez o Crepúsculo (que eu não li e nem assisti) - resolveu leiloar um beijo, como forma de arrecadar grana para ajudar a organização Cinema contra a AIDS .

Achei no mínimo bizarro. Quer ajudar? Doa uma grana, aposto que ele está ganhando muito bem com todo o sucesso. Agora mais bizarro ainda é ver que tem gente que tem a capacidade de pagar caro por um beijo como esse. Ok, existem fãs, mas poxa, não é pra tanto vai... Tá com grana sobrando? Tudo bem... Mas gaste com algo um pouco mais durável...

Sei lá.. Nessas que penso como o ser humano às vezes é mesquinho. A pessoa vai lá e fica disputando um "quem dá mais?" pra ganhar um beijo de um cara famoso... Enquanto isso tem gente passando fome no mundo... Muito dramático? Mas é a realidade...

Eu não pagaria pra beijar alguém. Não mesmo. Se é pra pagar prefiro serviço completo... hohohohoho... Brincadeirinha, mas convenhamos: pelo preço que esse beijo deve ter saído, dá pra pagar uma boa lua de mel por aí...

21 de maio de 2009

O novo

Sabe quando você conhece pessoas novas? E que você se empolga com elas? Não que haja algum interesse sentimental nisso, mas quando você vê que acabou de entrar em contato com um mundo novo? Pois é. Eu tenho uma pequena paixão por isso.

Por essas e por outras às vezes arrisco conversas no ponto de ônibus, em filas de supermercado e até com o caixa do banco. Por essas e por outras me empolgo. E por isso estou empolgada hoje.

Sempre gostei de conhecer gente nova. Sempre gostei de trocar ideias com pessoas interessantes, ainda mais quando você já conhece a pessoa de ouvir falar. Confesso estou empolgada. Até porque acho que tenho mais em comum do que eu imaginava e isso me traz uma alegria enorme.

Hoje acordei sorrindo. Acordei bem disposta, com vontade de conquistar o mundo. Com vontade de sair e curtir o dia. E é justamente isso que vou fazer: colocar a vida em movimento.

Recarreguei minhas baterias ontem. Preciso ir atrás do que quero. Preciso encontrar meu caminho e seguir. Continuar seguindo.

19 de maio de 2009

Tempo, tempo, tempo

Não é falta de tempo o que me faz não escrever aqui. Também não seria falta de assunto. É que de verdade eu acho que o Goiabas Verdes Fritas está chegando ao fim. Não, não estou me despedindo ou coisa do tipo. Estou só escrevendo o que vem à cabeça, como sempre fiz, como me falta fazer mais vezes.

Gosto de dividir o que penso por aqui. Mas penso seriamente em aposentar o GVF e dar início à algo menos adolescente, se é que vossas mercês compreendem o que digo. E penso em comprar um domínio quem sabe... Algo fácil de ser memorizado.

Acho que preciso escrever mais, dizer mais, pesquisar mais, ler mais. Preciso de ar, de fôlego, para voltar a escrever, para voltar a ter paixão por registrar aqui minhas ideias.

Vou amadurecer essa ideia. De qualquer forma, não vou deletar absolutamente nada. Vai continuar tudo como está. Exatamente como está. Até porque o layout/template está de uma maneira que sempre quis: clean e direto. Pelo menos eu acho.

Por hora e por ora é só.

14 de maio de 2009

Pudores

Pudores e recatos são palavras cujo os significados são sinônimos. Significam mais ou menos um certo "Resguardo; segredo. Prudência", ou também "Lugar escondido". Não sei porque mas durante muito tempo sempre associei isso ao falar de sexo.

Acho que o problema nunca foi falar de sexo em si, mas com quem eu falo. Tudo bem que até os meus dezessete, dezoito anos eu era uma pessoa praticamente assexuada, embora tivesse lá os meus hormônios, não era algo que me colocava pilha com AQUELE interesse. Gostava de ouvir as minhas amigas falando durante as aulas, mas não participava da conversa, não contribuía, até porque sempre achei que sexo, tanto o ato quanto o assunto, é algo íntimo.

Compartilhar experiências é bom? Sim, traz conhecimento e ajuda a gente a se conhecer melhor, mas não acho que meio mundo precisa saber das minhas preferências na cama. Acho que por isso sempre gostei mais de ouvir do que falar.

Em casa, acredite se quiser, o assunto é tabu com minha mãe. Mesmo sendo mulher tenho muito mais facilidade pra falar sobre sexo com papai do que com minha mãe. Talvez porque pra ela eu ainda seja a menininha dela, que não cresceu, que continua um bebê...

Já com meu pai tudo sempre foi mais fácil, desde pequena ele sempre matou minhas dúvidas, me deu alguns livros que foram de grande valia.

Hoje em dia, do alto dos meus, cóf cóf, 24 anos eu falo sim sobre sexo. Abertamente até. Porém falo com poucas pessoas. Quiça porque eu goste muito de uma palavra chamada privacidade, ou simplesmente tenha os meus pudores, meus "lugares escondidos".

12 de maio de 2009

Orgulho

Quando comecei a escrever o blog anos atrás, o meu desejo era de fato registrar e principalmente resgatar minha história, resgatar meus passado e minhas origens.

De fato nunca fiz isso. Sempre agendei mentalmente conversas com o cara que mais amo na face da terra e nunca as pus em prática. Não porque tenha faltado vontade, mas porque às vezes eu simplesmente não vi por onde começar a conversar com meu pai, acho que no fundo faltou foi é coragem.

Dessa história que eu queria registrar, uma parte é a origem da família, mas não a minha família entendida como eu, meu pai e minha mãe mas a origem da família do meu pai e da minha mãe. De onde vieram, relacionamento com os irmãos e com os pais deles.

Semanas atrás meu avô paterno faleceu. Uma parte linda dessa história já não está presente por aqui. Como nunca antes um desejo se reascendeu dentro de mim, e em breve espero começar a compartilhar um pouco mais dessas coisas.

Meu pai tem muitas histórias e me ensinou muita coisa. Eu tenho orgulho em carregar o sobrenome dele, por mais que todo mundo me conheça pelo sobrenome da minha mãe, mas é o Ferreira da Silva que define minhas origens, define quem sou, define o que eu quero pra vida.

Nunca disse ao meu pai o quanto sou grata por ele ter me ensinado a viver da mesma maneira que meu avô o ensinou: "Com poucas palavras e muitos exemplos" como ele mesmo disse ao final da missa de encomendação do vovô. Nunca disse ao meu pai o quanto eu tenho orgulho em ser filha de um cara que venceu na vida e que mesmo tendo defeitos - defeitos os quais eu também herdei - ele nunca deixou de ser um homem maravilhoso.

Dizem que pessoas abençoadas, dignas e de bem não sofrem ao deixar essa vida. Hoje tenho certeza que vovô Sebastião é uma delas. Um homem forte, que aos 89 anos morreu dormindo, de uma forma tão serena, tão sem sofrimento que o único sentimento que ele deixa é saudade. Uma saudade imensa. Uma saudade do tamanho do amor que tínhamos e vamos continuar tendo por ele.

Um homem simples, trabalhador, que criou e educou muito bem cada um dos 11 filhos que Deus lhe deu. E que por sua história enche de orgulho essa neta que aqui escreve.

Por ter tios maravilhosos e principalmente por ter um pai herói, um pai como o meu eu me ufano em ser Ferreira da Silva!