29 de junho de 2009

Borboletas numa segunda de manhã

Acordei de um sonho estranho. Sonhei com borboletas e mais borboletas. Borboletas dentro de seus mais diversos significados na minha vida. Borboletas que às vezes eu metaforicamente caço, borboletas que brotam no estômago, borboletas no meu jardim.

Lembrei de outras coisas, cai da cama e vim escrever. Olhei palavras alheias escritas em outros cantos. Achei algumas coisas desiguais, outras diferentes e outras previsíveis. Lembrei também da minha corrida atrás de mim mesma, das duas Priscila's que nunca se encontravam e que ficavam a correr em círculos. O encontro consigo mesmo é sempre o mais difícil: porque para se encontrar é preciso perder-se de si mesmo. Ou não?

Me perdi e me encontrei. Encontrei também outras pessoas no caminho. Aprendi que meu caminho é meu e que não devo (e não vou) desviar-me por causa dos outros.

Um dia de cada vez.

Outra decisão inteligente (ou não) a qual tento me manter firme é a de não conquistar corações. Não ir em busca deles tem me dado paz. O processo às vezes precisa ser reverso, às vezes é bom deixar-se ser conquistada. Pelo menos uma vez na vida, né?

O novo me inquieta e ao contrário de Clarice: o que obviamente parece prestar, aquilo que é direito, muito me interessa. Não para os fins que todos pensam, porque como escrevi ali em cima estou num momento de "resguardo" emocional, mas me interessa num sentindo de crescimento, de conhecimento, de expandir horizontes, questionar e ver a vida a partir de outros pontos de vista.

Até porque o porto precisa estar pronto quando um novo barco quiser atracar.

27 de junho de 2009

O rio e a caverna

Beyonce resolveu me fazer companhia na noite da última sexta-feira de junho. Parei pra pensar na vida. Acabei sentindo uma ausência sem explicação. A cada música tocada no player um novo tipo de sensação invadia a minha alma.

Senti-me feliz, estranhamente feliz, por mais que a melodia fosse triste eu não pude deixar de sorrir. Lembrei de pessoas que já passaram pela minha vida. Na verdade lembrei de muitas delas e de algumas em especial. Comecei a ver que a vida é parecida com um rio: sempre com águas novas, sempre correndo em direção ao mar.

Lembrei das coisas que eu não tenho mais e percebi que aos poucos estou deixando alguns sentimentos irem junto com as águas. No fundo sei que espero por algo novo e que preciso ter paciência pra que uma história nova comece no tempo certo. Acho que a cicatriz está se formando, como tatuagem sobre a pele, como marca que não dói e que também não deixa de existir.

Penso nesse exato momento nas pessoas que chegaram recentemente em minha vida. Me pergunto qual papel cada uma vai assumir daqui pra frente. Se é que a vida tenha dessas coisas de assumir um papel ou não.

Por que não deixar apenas acontecer? Por que é tão difícil assim?
É medo. Medo do novo, porque geralmente o novo é desconhecido. E o desconhecido assusta.

Me sinto como uma garotinha à porta de uma caverna escura. Levo em minhas mãos apenas uma vela... Tenho que aprender a descobrir o novo na medida em que a pequena chama da vela ilumina a escuridão na qual adentro.

Canto o refrão junto com Beyonce, enquanto os pés tentam marcar o compasso da canção.

Escrevo... Tento ir pra onde as palavras me levam. Começo a criar sentenças na tentativa de preencher o tempo. É como se cada palavra alimentasse a chama da vela. Preciso escrever para continuar caminhando. Escrever para deixar o rio seguir seu caminho.

25 de junho de 2009

Pelo prazer de mudar o dia

Tem dias e dias na vida da gente. Dias bons e dias ruins.
Tem dias que nada acontece e tudo é perfeito, já em outros, naqueles que em que as coisas não vão tão bem assim, pequenos gestos ou acontecimentos podem salvar o Maravilhoso Mundo de Priscila de uma verdadeira catástrofe.

Às vezes pode ser uma música, no meu caso The Cure - Close to me, muda até o pior dos meu humores. Outras vezes um telefonema amigo, uma conversa descontraída muda o sentido da vida.

Mas acho que nada melhor do que unir direção e uma boa trilha sonora. Sei lá se o carro vira minha extensão, se é o fato de saber que com ele vou pra onde quero (e a gasolina deixa)... Sei que pegar a estrada muitas vezes foi a solução que encontrei pra salvar o dia. Chegar a um lugar bonito ou um lugar afastado. Um lugar com pessoas que eu goste ou simplesmente me isolar. Ou simplesmente não chegar a lugar algum mas curtir o caminho enquanto ouço minhas músicas.

21 de junho de 2009

Verbalizando

Estou tentando organizar a zona de sentimentos que resolveu aparecer no meu peito. Não que eu não saiba o que eu quero. Aliás eu acho que sei bem o que quero. E acho estranho exatamente isso: no meu caso saber o que quero é extremamente estranho porque eu sempre fui o ser mais confuso ever.

E o que eu quero é seguir pelo caminho de paz, o caminho que me leva à tudo aquilo que durante muito tempo esteve perto mas que eu nunca enxerguei e que nunca pensei em trazer para perto de mim...

O tempo é de fato um senhor traiçoeiro. Ou não. Talvez ele tenha passado como passou pra me fazer perceber que o que eu procuro são outras coisas, são outras certezas, outros caminhos...

Minha insegurança resolveu bater à porta e se juntar a zona. Hora de organizar, cada qual em seu devido lugar. Passado é passado e não volta mais, então hora de deixar isso claro. Como? Como fazer isso sem magoar pessoas queridas?

Penso. Penso. Penso. Repenso. Verbalizo. Tento colocar em palavras. Tento perguntar. Tento mostrar meu lado, mas será que consigo mostrar o que eu realmente quero mostrar? Será? Perguntas. Pensamentos. Parar. Pausar. Aliterações em P.

Priscilizar. Permitir. Prosseguir. Sutilmente.

Enquanto organizo as coisas por dentro resolvo baixar Drês e Estandarte.
Nando e Samuel. Sa mu el. Sal. Mar. Azul. Olhar.

19 de junho de 2009

Instantâneo

É tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo, é tanta decisão que tenho que tomar, são tantas coisas, tantas e tantas...

A única coisa que me traz paz é trabalhar e curtir os amigos. No mais tenho sentido medo, um medo que não é de mim... Afinal eu sempre dei minha cara a tapa, sempre tentei o novo, mesmo me considerando uma pessoa tipicamente tradicional. Sei lá... No fim eu acho que eu tento mudar, penso em mudar, dou ideia pra mudar, mas não mudo.

É estranho me entender como um paradoxo, como dois opostos de uma linha, como coisas distintas e tão próximas ao mesmo tempo. Essa linha tênue é moldável.

Eu vejo possibilidades em cada novo caminho que aparece, em cada nova pessoa que surge ou ressurge. Mas possibilidades nem sempre são fatos. E eu ando precisando de fatos. O fato é que eu não tenho paciência para plantar e esperar colher. Sou instantânea, ou quero resultados rápidos, tão rápidos quanto meus pensamentos.

Acho que maturidade é isso: é saber esperar. Esperar e confiar que vai dar certo. É conhecer o tempo das coisas, por ter passado por situações parecidas, semelhantes.

Talvez por isso as paixões da adolescência sejam tão arrebatadoras: porque são instantâneas, são muito intensas em pouco tempo, e porque talvez elas são fruto da ausência de paciência em esperar por algo mais calmo e talvez maior. E por isso muitas vezes eu digo que eu sou uma pirralha...

Eu me encontro entre o saber que tenho que esperar e o desejo de algo grande. Acho que minha grande busca é por um pouco de paz, por algo que me faça pensar menos e viver mais, por almoços cheios de histórias, telefonemas com notícias bacanas, conversas dentro do carro e música, muita música...

Preciso agir mais, curtir mais, ser mais livre de mim mesma...
Se a meta é pensar e viver um dia de cada vez, devo me preocupar também com o que vão pensar de mim?
Odeio quando as coisas dependem só de mim...

16 de junho de 2009

Curitibando por aí...

Feriado, pouca grana, capital do Paraná, frio e muita diversão. É assim que posso resumir meus últimos dias. Apesar das tribulações encontradas - se perder na ida e na volta do aeroporto, frio, poucas horas dormidas, filas e mais filas pro ônibus - posso dizer que foi uma das melhores sensações da minha vida.

Conheci os curitibanos do #EBC, todos muito simpáticos, (não vou citar nomes porque corro risco de esquecer alguém)os visitantes do #EBC vindos de diversos lugares, além é claro de senhorita Leila Vieira e Miss Carol, ambas "tudodebloguetes" como eu.

Na manhã de quinta-feira, Curitiba me recebeu chorosa, fria, nublada, como se entendesse a saudade que eu já sentia do lugar de terra e ares generosos. Mas o tempo foi passando e os olhos desta joseense foram se encantando com cada detalhe, com cada ponto dessa cidade tida como modelo.

Não consegui visitar todos os pontos turísticos, mas isso poderei fazer mais a frente, afinal todo mundo que vai uma vez a Curitiba sempre quer voltar.

Eu poderia ficar horas e horas falando sobre a viagem, afinal são tantos detalhes, tantas coisas vividas em tão poucos dias, que preencheriam páginas e páginas neste humilde blog, mas acredito que as memórias aqui registradas não iriam ficar à altura da doce capital paranaense...

9 de junho de 2009

O que eu não esqueço (e não entendo também)

Acho que todo mundo aqui já ouviu ao menos uma vez na vida a melosa "O que eu não entendo" do Jota Quest. E acho que ao menos por instante todo mundo também deveria prestar atenção na letra...

Tem dias que não entendo muita coisa... E justamente por não entender eu penso mais a respeito, e pensando lembro de coisas que eu queria esquecer.

No mais tudo certo.
Tô tentando resolver meus problemas, sessar um pouco minhas crises...

8 de junho de 2009

De todos os tipos

Já namorei/me envolvi com diversos tipos por aí: Metaleiro que só anda de preto com correntes penduradas, DJ's Safados & Mulherengos, professor de educação infantil, jornalista mega engraçado, jornalista cheio de "nhé nhé nhé", pé-rapada sem ambição (mas lindo de morrer), enfim: quase todos os tipos possíveis. Acho que por essas e por outras não consigo estabelecer um perfil do "namorado ideal".

Talvez o ponto em comum na grande maioria das pessoas que passaram (e marcaram) a minha vida é o bom humor e principalmente as boas conversas. Até porque eu acredito que (quase) tudo na vida a gente resolve conversando.

Se for pra analisar o "amor da minha vida", por mais que não tenha dado certo, é notável a nossa disponibilidade para papos... Inclusive acho que o fim da nossa relação foi meio que marcado por isso: as conversas já não eram como antigamente.

Hoje eu tento me desprender das semelhanças. Sei que alguém pra me conquistar hoje tem que chegar com jeitinho e saber (ou tentar) entender minhas entrelinhas e compreender minhas neuras...

Não quero namorar por namorar. Quero companhia, quero alguém que saiba ser amigo também. Um alguém que se encaixe pelo menos um pouco com todos os tipos...

6 de junho de 2009

Cantando por ai...

Yesterday is a wrinkle on your forehead
Yesterday is a promise that you've broken

Don't close your eyes (2x)

This is your life and today is all you've got now
And today is all you'll ever have

Don't close your eyes (2x)

This is your life
Are you who you want to be?
This is your life
Are you who you want to be?
This is your life
Is it everything you've dreamed it would be
When the world was younger
And you had everything to lose

Yesterday is a kid in the corner
Yesterday is dead and over

This is your life
Are you who you want to be?
This is your life
Are you who you want to be?
This is your life
Is it everything you've dreamed it would be
When the world was younger
And you had everything to lose

Don't close your eyes (4x)

This is your life
Are you who you want to be?
This is your life
Are you who you want to be?
This is your life
Are you who you want to be?
This is your life
Are you who you want to be?

This is your life
Is it everything you've dreamed it would be
When the world was younger

And you had everything to lose (2x)

Switchfoot - This is your life...

5 de junho de 2009

Adendo de sexta-feira

De fato, trabalhar salva o meu dia.

Das coisas que penso

Eu sempre, e quando digo sempre é sempre mesmo, sempre pensei demais da conta.
Minha cabeça sempre está com pensamentos pululantes e ululantes... Isso muitas vezes contribui para que uma angústia cresça por aqui.

Apesar de estar tudo maravilhosamente(?) bem na minha vida, sinto que ainda falta algo. E essa ausência me faz ter medo de viver. Estranho não? É como se eu quisesse adiar tudo, adiar todos os compromisso, adiar minha vida para quando tudo estivesse completo. Mas eu não sei o que me faz ser ou estar completa.

Não sei se é a falta de um amor qualquer ou daquele amor.
Sei que me sinto vazia. É como se eu soubesse que estou apenas aguardando o momento certo. Mas esse momento certo não chega.

Me pergunto se é isso mesmo o que eu quero: se é esta a profissão que me fará realizada, se é essa a vida que eu quero levar.

São tantas e tantas perguntas. E uma vontade e um medo de mudar... Que às vezes acho que eu sou meu maior defeito.

Pensar, pensar e pensar. Tortura minha de cada dia. Palavras que escorrem entre os dedos tentando esvaziar um sentimento que preenche o peito.
Eu sempre cresci tentando não dar problemas aos outros, tentando resolver tudo sozinha, mas confesso que tem horas que fica difícil. E não é #mimimi como dizem no Twitter.

Me sinto bem e mal ao mesmo tempo. Não quero tomar decisões. Me falta coragem. Coragem pra mudar o que eu não gosto, e o que me faz mal.

3 de junho de 2009

Quando você sabe que é querido.

Ontem tive uma super demonstração de carinho. Singela porém sincera. Meus estudantes, e sim os chamo de meus, porque mesmo não dando aulas me sinto como tal, vieram me fazer uma visita.

A aula acabou um pouco mais cedo o que fez com que eles dessem um pulo aqui no laboratório. Papos animados e troca de ideias.

Gosto dessas visitas que não são motivadas pelos trabalhos acadêmicos. Gosto de conversar, gosto de me sentir próxima. Tanto que às vezes me sinto como um deles, mesmo não sendo. Tenho muito mais contato com o povo de Comunicação Digital, o que faz com que meu carinho por eles seja ligeiramente maior.

Isso não quer dizer que as turmas de Propaganda não sejam importantes, mas é que como são maiores a proximidade não é tanta quanto eu gostaria.

Acho que minha paixão por pessoas faz com que eu me sinta grata por trabalhar onde e como trabalho. Tudo bem que às vezes sinto falta de desafios, de saber da possibilidade de poder crescer a médio prazo... Mas por enquanto está bom como está: tenho aprendido muitas coisas, e de certa forma ensinado também.

Talvez eles nem fiquem sabendo dessas palavras, mas não me importo muito não. O que importa é que os quero bem.

2 de junho de 2009

El King Kong

Tem coisas que acho que só acontecem comigo. Deve ser destino, acaso, ou de fato eu faço parte de uma comédia muito bem redigida por Deus. E dentre tantos capítulos nessa novela mexicana que poderíamos de chamar de "A fantástica e fabulosa vida de Priscila Souza", fica difícil escolher qual o capítulo mais hilário desses 24 anos (não tão) bem vividos.

Para poupar dos detalhes sórdidos e não ficar com uma imagem muito suja vou contar apenas o último dos micos que esta que vos tecla protagonizou:

Eu tenho a pequena mania de ligar para minhas amigas e dar uma de louca e pedir pizza. Ou lanche. Ou perguntar se é do hospício e solicitar uma internação. E minha amiga tem o costume de continuar a brincadeira ou fingir que é engano.

Enfim, domingo a tarde resolvo ligar pra combinar com uma dessas amigas a programação noturna (ou: para qual bar iríamos rumar). Como sabia que ela havia me ligado no sábado resolvi eu fazer uso das últimas chamadas registradas no meu celular, afinal preguiça e praticidade muitas vezes andam de mãos dadas.

Eis que ao atenderem o telefone dá-se início a um diálogo estranho. Bem estranho. O problema é que eu não liguei no celular da amiga, sem querer acabei ligando na casa... E mais sem querer ainda quem atendeu foi a irmã dela. Não preciso dizer que achei que minha amiga esta fingindo que não me conhecia e por pouco eu não pedi pizza pra irmã dela né?

Desatenta? Eu? Imagiiiina. Porque dos micos que eu paguei esse é o mais light. E o mais recente também...