6 de julho de 2009

Releituras de um amor

Fui reler as cartas que você não me entregou.
Tortura planejada e auto-praticada é algo um tanto quanto estranho. Mas penso que às vezes entrar em contato com a dor pode nos tornar mais fortes. E talvez isso tenha acontecido comigo hoje: Talvez eu tenha me tornado mais forte.

Em outras épocas, em outros tempos, em outros amores, cá estaria eu escrevendo palavras banhadas pelas lágrimas não contidas.

Hoje fui me torturar com o passado para ver a quantas andas o processo de cicatrização de uma doença que achava não ter cura. Me surpreendi com o resultado. As lágrimas, termômetro da minha angústia, nem sequer marejaram os olhos, nem sequer brotaram.

Será que encontrei a cura pra distância, pra saudade, pro amor mal resolvido?

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