7 de agosto de 2009

Amanhecendo

A sexta amanheceu suave e plena. A madrugada havia sido quente, tão quente que a janela do quarto permaneceu aberta durante toda a noite. Lá fora a Lua sorria, grande, bela e majestosa projetando sua luz quarto adentro.

Os sonhos não foram dos melhores, um incômodo dissimulado, disfarçado de insônia que marcava presença a cada vez que eu pegava no sono. Durantes os breves intervalos de repouso, tornava a sonhar com o objeto de meus desejos, com tudo o que eu não quero desejar. Sonhava com o calor dos corpos tão quentes quanto a súbita noite cálida em pleno inverno. Sonhava com beijos ardentes, inebriantes, repletos da mais pura volúpia. Um desejo bom. Um bom encontro entre os corpos. Mãos se misturando entre colo, ancas, pernas, coxas e barriga...

Sonhava e acordava com raiva. Sonhava e esperava nos sonhos as palavras que jamais vou ouvir.

Foi então que amanheceu. A aurora com suas cores típicas foi chegando de mansinho junto com o canto dos pássaros. O dia foi se formando pouco a pouco.

O celular despertou e eu inocentemente permaneci por mais alguns instantes a conversar com o teto, fitando-o e tentando ouvir suas respostas. Fez-se sexta-feira. Hora de cair da cama e ganhar o dia.

Um comentário:

  1. Ah, eu tenho tantas noites assim.
    E quando a gente põe os pés pra fora da cama e sente o chão temos certeza de que é nesse mundo que vivemos e que nossos sonho (infelizmente) é um outro mundo.
    Adorei o post!
    Beijo :)

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