13 de agosto de 2009

Do ouvido para a alma

Eu sempre tive uma ligação muito interessante com música.
Desde pequena quando pegava os vinis do meu pai e escutava um a um, seguidamente.

Especialmente Häendel e Beethoven. Não entendia e continuo não entendendo muita coisa, apenas aprecio e confesso-me encantada com quem gosta de música clássica e conhece de verdade.

Também desde pequena gosto de Rita Lee, em especial de um trabalho que já existia antes mesmo da dona Priscila aqui vir ao mundo: Rita Lee e Roberto de Carvalho lançado em 1982 (eu sou de 1985).

Dessa época, em que escutar os discos de meu pai era um hábito, conservo até hoje uma mania: ouvir música deitada no chão e de olhos bem fechados.

Gosto da sensação da música sendo parte de mim, tomando conta de cada poro, cada centímetro da pele. Escorrendo feito a água gelada arrepiando como num banho de cachoeira. Gosto de sentir meu coração tentando acompanhar o compasso da música.

Por essas e por outras sinto saudade das aulas teóricas de música, saber o tempo de mínimas, breves, semi-breves, informações e conhecimentos jogados ao ostracismo da minha cabeça.

Confesso que há muito não fazia destas coisas, não conhecia algo, em questão de som, tão bom ao ponto de me levar de volta a esse passado que de certa forma é memorável. Ouvia sim meus rocks, tinha meus momentos Coldplay, System of Down e outras coisas mais, mas não era como antes. Esses momentos não vinham acompanhados de um sentimento de paz, de algo possível de sentir fisicamente por dentro do peito.

Foi então que conheci Beirut.
E me encantei. E me desfiz no ar, e senti paz. E quase chorei com essa sensação que me faz companhia sempre que escuto. É como se Deus tocasse em mim e preenchesse todo um vazio que eu sequer sabia que existia.

Primeiro Elephant Gun, que tempos depois descobri ser parte da trilha sonora de Capitu, minissérie da Rede Globo. Até aí o vazio não havia sido descoberto muito menos preenchido. Gostei tanto da música que fui procurar mais coisas. Baixei um EP e também o último álbum o "The Flying Club Cup". Do EP já conhecia a música da minissérie, mas meu êxtase veio mesmo é com a faixa de número 2 do álbum: Nantes.

Baixe. Ouça. E me diga você o que você sentiu.

4 comentários:

  1. Sabe que, é assim que me sinto quanto estou fotografando?!... esse energia que nos toma, e nos vicia. É exatamente assim que me sinto. Na música eu só tive uma banda, a qual me tirava todo o folego, era a banda Gram, que acabou com a saída do vocalista. Eles quando tocavam, era emocionante, a energia dos shows (fui em 3) era fantástica.

    belo poste, me deu um dejavu de emoções agora. maravilha.

    bjobjo pequena.

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  2. Eu acho Beirut muito chato :/
    Mas também tenho uma ligação muito forte com música. Separo artistas por categorias que se encaixam em diversas facetas dos meus múltiplos estados de espírito. Não sei como conseguiria viver sem músicas para chamar de "Minhas"

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  3. 'ooi, tudo bom?
    tem post novo lá no blog, dá a sua opinião.
    Assim... posso perguntar uma coisa? Como é participar do TDB?

    beijos,
    Sofia
    www.pirulito-no-palito.blogspot.com '

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  4. Priscila, uma amiga apresentou-me recentemente as músicas do Beirut (Elephant Gun). Confesso que não mexeram comigo ao ponto de eu querer eternizar isso na escrita, mas realmente são boas músicas. Quanto às aulas teóricas, se não for apenas um recurso poético no texto, fale comigo...rs.

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