22 de setembro de 2009

Quarenta e seis do segundo tempo.

Nunca é tarde pra marcar um gol em final de campeonato.
Meu gol eu marquei aos 24 anos. Não sei se vai ser o gol mais bonito da minha vida, mas por enquanto é aquilo que podemos chamar de "Gol de Placa".

Costumo encarar a vida como uma final de campeonato todo dia. E neste caso: nunca é tarde pra descobrir que é possível amar de novo.

Sei lá, eu passei minha vida toda achando que ia amar uma só vez na vida. Aí eu cai do cavalo. E foi o tombo mais gostoso que já tomei, ever.

E se eu quebrar a cara de novo? Tudo bem, eu só espero ter fôlego pra me apaixonar novamente quando eu tiver 89 anos e meio. Mesmo que seja pra me apaixonar de novo pela mesma pessoa que está hoje ao meu lado.

Nunca é tarde pra se abrir ao novo. A gente tem uma capacidade de se reconstruir que é incrível. O problema é que a gente sempre se subestima. Por isso é mais fácil e cômodo acreditar que só se ama uma vez. O novo dá da medo. Principalmente quando é pra deixar algo novo entrar no coração.

Ser jovem é estado de espírito, já disseram por aí...
É ter essa vontade de inovar, de tentar o novo, de não ter medo de errar sabendo que depois ainda vai ter tempo pra consertar as "cagadas" que possam vir a acontecer. Porque merdas acontecem, não é?

Nunca é tarde pra aprender que erros às vezes, mas só às vezes, são bons. Não que a gente tenha que sair errando à torto e a direito, mas se permitir errar é se permitir viver. Ninguém é perfeito. Nunca vai ser. Até o teu herói favorito tem um ponto fraco, por quê você não pode ter?

Nunca é tarde pra aprender a ter paciência.
A vida é uma maratona e não uma corrida de 100 metros rasos, como disse Guga Ketzer numa palestra que tive o prazer de assistir no último final de semana. Quem corre maratona vai na manha, não sai em disparada gastando toda a energia em alguns segundos de glória.

Nunca é tarde pra marcar o seu gol de placa. Seja ele qual for. O meu gol, foi um gol de amor. Resolvi dar uma nova chance ao meu coração. Talvez por isso eu ande por aí distribuindo sorrisos bobos.

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