14 de outubro de 2009

Tarde oca

Há coisas, fatos e sentimentos que simplesmente não entendemos e nem vamos entender tão cedo. Há silêncios, palavras não ditas. Há um vazio oco no ar.

Nem toda tarde precisa ser repleta de palavras, nem todo silêncio é ruim, nem todo escuro é vazio. A penumbra preenche o ambiente, preenche o quarto. A pouca luz brinca no cômodo ocupado pelo som lento e hipnotizante.

As palavras não são ditas. As perguntas não são feitas. As respostas? Inventadas.
Realidade se mistura aos fragmentos de mais uma tarde de outubro.

Que sentimento é esse? É como se um "não-sentir" tomasse conta do peito.
Escrevo, escrevo, escrevo. Ouço sussurros, esqueço nomes.

Tantas coisas tão (in)comuns a todos nós. Ou será que não? Ou será que essa angústia - finalmente consegui dar nome ao que sinto: angústia - é só minha?

Vejo a ligação perdida. Shit! Era uma oportunidade de ouvir uma voz que acalenta e acalma. Acalma e acalenta. A calma. Calmaria. Aleatório? Amor embaixo d'água. Linhas e mais linhas, digitadas, sentidas, marcadas. Vazias.

A tarde oca vai passando.

4 comentários:

  1. amei, se eu consegui entender o real sentido do seu texto. Existem dias totalmentes (in)comuns dos , dias que vão, dias que vem , solidão que às vezes aparta com desdém. São constantes dúvidas e pensamentos mas acho que no final das contas a tarde oca acaba virando significativa porque ainda que não encontremos respostas , achamos pensamentos e enfim as coisas acabam se encaixando.

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  2. Sempre tenho tardes ocas,a angustia gosta de me visitar...
    bjo

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  3. Tentei escrever o mini texto abaixo no seu outro blog, mas não consegui postar o recado, mas todavia entretanto você lê aqui mesmo.

    "E de tanto pedir ideias em vão, resolvi pensar no contrário.
    Não me dê ideias, porque neste espaço eu falo sobre as minhas."

    Simplismente demais! Aguardo ancioso pelo próximo capítulo. Seguirei exaustivamente!

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