29 de dezembro de 2009

Abraços Normais

Ao som de Nelly Furtado resolvi registrar minhas experiências sobre “Los Abrazos Rotos” mais recente obra de Pedro Almodóvar.
Não sei exatamente quando comecei a me interessar pela obra do diretor. Se eu não me engano o primeiro filme que vi foi a Má Educação, filme forte, impactante. Após algum tempo chegou as minhas mãos Volver, aí sim a paixão chegou de vez.
Mas falemos de “Abraços Partidos”. Li em vários lugares que a crítica internacional agraciou o filme com elogios. Almodóvar está, de certa forma, retornando ao cinema “arte”. Contudo pra quem acompanha o trabalho de Pedro, ou que assistiu Volver, espera que o diretor se supere em seu novo filme, o que não acontece.

Abraços Partidos não chega a ser um filme ruim, mas não fará tanto estardalhaço quanto “Volver” ou “Fale com Ela” ou o bem humorado “Kika”.

A primeira hora do filme prende de tal forma que gera uma expectativa muito grande sobre o desenrolar da trama. Há um mistério na vida de Mateo e sobre o que acontece com Lena, graciosamente interpretada por Penélope Cruz. Não sei se chega a ser um problema, mas a partir de certo ponto no filme o roteiro acaba ficando um pouco previsível e com cenas soltas, uma delas é a que mostra Diego e as drogas, não há sentido, poderia ter acontecido qualquer outra desgraça pra ligar o garoto ao diretor Mateo. A partir desse ponto o fato de Mateo ser o pai de Diego não causa mais surpresa a quem está assistindo.

Destaque para Penélope Cruz, suas caras, suas bocas e o corpo perfeitamente esculpido aos 35 anos. A trilha sonora do filme também é interessante, mas ainda acredito que Volver surpreendeu muito mais nesses, e em outros, quesitos.

"Abraços Partidos" não chega a ser um filme ruim, muito pelo contrário, todavia, não é uma obra prima.

Um comentário:

  1. Concordo 100% com você! E olha que também curto muito Almodovar...

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