30 de dezembro de 2009

Do chão

A vida tem dessas coisas estranhas, coisas que a gente pensa e diz e outras que preferimos deixar só no pensamento mesmo.

Fim de noite em mais um fim de ano. Lá fora a chuva cai, alternando entre aquela coisa contínua, que refresca, e outros momentos não tão molhados, mas que refrescam também.

Aqui dentro a luz branca faz com que os olhos cansados prefiram a escuridão. O corpo, também cansado, prefere a música calma e o “geladinho” do chão.

Tantas coisas, tantos detalhes. Tua presença doce faz com que eu me esqueça dos problemas ao tocar novamente a tua pele. Marcas registram os momentos de humor.

Não consigo pensar direito. O corpo pesa, a cama chama, mas minha tarefa aqui é registrar minha satisfação, registrar meu sorriso bobo, e por que não, apaixonado.

Paula Toller me faz companhia e diz uma grande verdade: “Depois de você, os outros, são os outros e só.”

Engraçado como comecei a escrever este post ainda no chão, ainda deitada. Fechava os olhos, sentia teu cheiro novamente e sorria. Sorriso leve, desses que a gente dá quando está de bem com a vida, não importa o que aconteça.

Aí lembro das tantas vezes em que eu quis explicar a saudade que eu sinto. E lembro também de como eu gosto de te fazer sorrir e de como gosto de ficar te olhando por minutos a fio, registrando cada detalhe.

Paula continua cantando, lá fora a escuridão tomou conta do céu. Faz calor. Normal para dezembro. Normal para o verão. Normal para querer voltar a deitar no chão.

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