30 de janeiro de 2010

Vídeo: Audiência Pública do Trem Bala em São José



Minha primeira matéria em vídeo.
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29 de janeiro de 2010

Tentativa inútil de jogar com as palavras

Mais um jogo de palavras, Mais jogos, mais palavras. Palavras-cruzadas. Passatempo, o tempo passa. Brincando de viver, ensaiando a peça já escrita, mudando o roteiro a cada instante.

Instante. Momento, lembrança, saudade. Vou ligando cada coisa a seu cada qual.
Passado e presente.

Eu quero que me repitas a cada cinco minutos que me ama, continuamente até a exaustão, tal qual diz o poeta.

E eu sempre meto o tal do amor nas coisas que escrevo.

28 de janeiro de 2010

O lugar.

Resposta num dia sem nuvens.
Palavra, frase, sentença.
Sentença de morte. Morrer de amor até não mais viver.

Nuvem. Nu. Pensamento nu no meio das nuvens.
Como anjo, sereno, calmo. Meio amor, meio paz.

Lugar, clichê, comum. Lugar-comum.
Dar voltas sem sair do lugar. Onde quero chegar?

No braço o abraço. O melhor lugar.
No abraço o paraíso, lá o nosso lugar.

Desordem.
Não sei rimar.

27 de janeiro de 2010

O susto dos Sete

Me assustei ao perceber que o blog está caminhando para os 7 anos de idade. Não são sete amores contados, mas sete anos das encrencas do coração, não há como negar. Em cada entrelinha, um nome. Às vezes o mesmo, às vezes a mesma pessoa com entrelinhas e significados diferentes.

Sei que nesses sete anos corridos, passados, bem aventurados, muita coisa mudou: por dentro, por fora e principalmente ao redor. De sete anos atrás poucas coisas ficaram, nem o lar não é o mesmo. Nem o lar do corpo nem o lar do coração muito menos o da alma. Comecei e terminei uma faculdade, trabalhei em lugares diferentes.

Comecei e terminei namoros, voltei, tentei de novo com pessoas que eu acreditava que eram por toda uma vida. Quis casar, sim eu quis, mas foi só um sonho de uma noite de verão... Que com a águas das chuvas, foi levado adiante, indo parar em outro cais.

Construí muros ao redor de mim, me fechei justo na época em que parecia que eu estava mais aberta a tudo, principalmente a sentimentos. Tranquei no peito o coração e atirei a chave longe, mas não tão longe que eu não pudesse ver quem seria o incauto que por ventura a encontraria.

Libertaram o tigre, domesticaram e depois esqueceram que, mesmo um animal feroz e normalmente solitário, também precisa de cuidados rotineiros. Um tigre enxerga longe, enxerga até o que ainda não aconteceu. Uma vez domesticado, ele até pode voltar a viver só, mas demora, exige uma readaptação e querendo ou não desligamento que ele não deseja. Talvez por isso, mesmo com as portas abertas ele insista em permanecer onde está: o tigre aprendeu a amar. Neste caso: amar novamente.

Em sete anos meus limites mudaram. Conheci cidades e pessoas tão diferentes, que de certa forma passaram a fazer parte de mim.

São sete anos de uma história, de um livro com vários contos contados em entrelinhas.

25 de janeiro de 2010

Pergunta óbvia:

Caralho, e desculpem-me o palavrão, mas por que é que dor de amor dói tanto?

22 de janeiro de 2010

Djavan, embalando minhas noites desde sempre...

O amor é um grande laço, um passo pr'uma armadilha
Um lobo correndo em círculos pra alimentar a matilha
Comparo sua chegada com a fuga de uma ilha:
Tanto engorda quanto mata feito desgosto de filha
O amor é como um raio galopando em desafio
Abre fendas cobre vales, revolta as águas dos rios
Quem tentar seguir seu rastro se perderá no caminho
Na pureza de um limão ou na solidão do espinho
O amor e a agonia cerraram fogo no espaço
Brigando horas a fio, o cio vence o cansaço
E o coração de quem ama fica faltando um pedaço
Que nem a lua minguando, que nem o meu nos seus braços

20 de janeiro de 2010

Eu não entendo as entrelinhas...

Acordo.

Reviro pela cama, procuro pelos cantos os sonhos e os planos que eu fiz.
Como num filme de terror todas as imagens, as palavras, as entrelinhas voltam a aparecer.

Imagens mentais parecem querer me lembrar que talvez o meu destino seja esse: sofrer de amor.

Maldita seja essa vida de coisas intensas, amores intensos, dores intensas.

"Lágrimas contidas viram fel".
Tudo está muito estranho e vejo teorias conspiratórias em todos os cantos.
Ninguém serve a dois senhores.

Que peso tem?
Até que ponto alguém pode abrir mão dos próprios interesses pelo bem alheio?

Lembro-me de quando eu disse que pra ter um relacionamento, só gostar não basta, tem que querer... Mas só querer, também não basta. É preciso gostar, é preciso amar.

E amor talvez seja a única coisa que tenha faltado. Ou não... Não sei...

Filme triste, que me fez chorar...
Eu choro não querendo demonstrar toda a dor e decepção.
Eu tento não chorar.

Vesti novamente a armadura. Por perto eu consigo me fazer de forte.
Mas ser forte não quer dizer que eu tenha esquecido...

São tantas perguntas, tantos questionamentos, tantas coisas que eu não entendo.

12 de janeiro de 2010

Um futuro imediato.

Me pego escrevendo palavras tortas, palavras tão sem sentido quanto os sentimentos no peito. Eu sou repetitiva. Tenho mania de reviver coisas, momentos, como se o hoje fosse um eterno flashback dentro da minha cabeça.

Tenho mania de reescrever ideias. Rever as cenas não utilizadas no filme da minha vida, tentando inutilmente encaixar tudo no roteiro.

Passo a ter medo do futuro que pode não chegar, dos planos que serão desfeitos. Destino? Coincidência? Como fica o nosso amanhã? Como fica aquele domingo de sol acompanhado de um café na cama que eu sonhei durante tanto tempo? E se eu não chegar lá? E meus sonhos, meus planos?

A vida exige uma flexibilidade que eu estou aprendendo a ter.
Mas... Pensar só no hoje não é ser imediatista demais?

Voltemos a fita, quero rever o teu sorriso e me alegrar com ele. Das memórias que tenho aqui guardadas comigo, teu sorriso – de dentes alvos e alinhados e olhos fechados – é a lembrança que mais me traz paz. Sorte minha que a arte de transformar a luz em registro de imagens eternizou aquele instante. Mais sorte eu teria se pudesse rever fotografias nossas no lugar onde o passado é guardado. Ou se tivesse registros do dia antes da independência, quando me vi nos teus olhos.

Penso em não mais me importar com o futuro. Afinal o que tenho hoje já é suficiente pra imprimir, de forma indelével, teu nome em minha vida.

10 de janeiro de 2010

Da cama

Nunca fui boa com essa coisa de organizar palavras. Talvez porque eu as organize da mesma maneira que eu arrumo meus sentimentos. Estou na cama, digitando do celular, tentando despejar aqui os sentimentos que preenchem minha noite. Não sei se são bons ou ruins, mas sinto os. De todos o que mais está latente é o de vazio. Um vazio tão grande que quase chega a ser palpável.

5 de janeiro de 2010

São Luiz do Paraitinga precisa de você!



São Luiz do Paraitinga já saiu até no New York Times.
Famosa pelo Carnaval das Marchinhas – que este ano não vai acontecer - a pacata cidade no interior do Estado de São Paulo agora entra nas manchetes nacionais por conta da catástrofe ocorrida na virada do ano: uma enchente deixou metade da população desabrigada além de devastar grande parte do patrimônio histórico da cidade.

Sem água potável, sem luz, sem telefone, sem alimentos e sem ferramentas para ajudar a reconstruir a vida no local, os moradores estão dependendo de doações para sobreviver.

A situação é bem crítica, para você ter uma ideia, até a prefeita está sem casa, aliás quando Geraldo Alckmin – secretário de Desenvolvimento aqui do Estado de São Paulo – perguntou do que ela precisava ela foi bem direta: “De uma cidade”.

Ano passado eu passei o Carnaval em São Luiz, pude conhecer a cidade e confesso, me apaixonei. Apesar da multidão que toma conta das ruas, não presenciei brigas, o clima tranquilo toma conta também dos foliões. Coloquei no meu Flickr algumas fotos onde dá pra conferir a felicidade no ar.

Se você puder ajudar, não importa como, ajude. O @armindoferreira criou um blog com várias informações, lá você descobre como pode ajudar também. Outra pessoa também bastante engajada é a @LiaMarques que mora em São Luiz e é neta do Elpídio do Santos.

Não tem como doar nada? Tudo bem, ajude a divulgar a campanha!
São Luiz do Paraitinga conta com você pra voltar a cantar!

2 de janeiro de 2010

A primeira sexta

Foi então que eu acordei.
Não era tarde, mas também não era tão cedo assim. Muito embora eu tenha ido dormir por volta das... três? Quatro? Que horas eram, quando o sono veio como um gladiador e num golpe de misericórdia me levou ao mundo dos sonhos?

Pois bem, acordei de um sonho bom. Deixei no mundo onírico os amigos que nunca vi, mas que ainda assim são amigos, deixei a festa, que estava boa, afinal o mundo real voltava a chamar. Não entendi porque despertei relativamente cedo, haja visto que o corpo ainda demonstra sinais de cansaço.
Para o dia de hoje, uma lista de atividades a serem cumpridas de forma irrefutável...
Coisas simples porém repletas de significados.

Sinto saudades do sonhos, do sono, do estar em modo “stand by”. Fuga? Talvez. Tem horas em que não pensar é a melhor escolha.