27 de janeiro de 2010

O susto dos Sete

Me assustei ao perceber que o blog está caminhando para os 7 anos de idade. Não são sete amores contados, mas sete anos das encrencas do coração, não há como negar. Em cada entrelinha, um nome. Às vezes o mesmo, às vezes a mesma pessoa com entrelinhas e significados diferentes.

Sei que nesses sete anos corridos, passados, bem aventurados, muita coisa mudou: por dentro, por fora e principalmente ao redor. De sete anos atrás poucas coisas ficaram, nem o lar não é o mesmo. Nem o lar do corpo nem o lar do coração muito menos o da alma. Comecei e terminei uma faculdade, trabalhei em lugares diferentes.

Comecei e terminei namoros, voltei, tentei de novo com pessoas que eu acreditava que eram por toda uma vida. Quis casar, sim eu quis, mas foi só um sonho de uma noite de verão... Que com a águas das chuvas, foi levado adiante, indo parar em outro cais.

Construí muros ao redor de mim, me fechei justo na época em que parecia que eu estava mais aberta a tudo, principalmente a sentimentos. Tranquei no peito o coração e atirei a chave longe, mas não tão longe que eu não pudesse ver quem seria o incauto que por ventura a encontraria.

Libertaram o tigre, domesticaram e depois esqueceram que, mesmo um animal feroz e normalmente solitário, também precisa de cuidados rotineiros. Um tigre enxerga longe, enxerga até o que ainda não aconteceu. Uma vez domesticado, ele até pode voltar a viver só, mas demora, exige uma readaptação e querendo ou não desligamento que ele não deseja. Talvez por isso, mesmo com as portas abertas ele insista em permanecer onde está: o tigre aprendeu a amar. Neste caso: amar novamente.

Em sete anos meus limites mudaram. Conheci cidades e pessoas tão diferentes, que de certa forma passaram a fazer parte de mim.

São sete anos de uma história, de um livro com vários contos contados em entrelinhas.

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