23 de fevereiro de 2010

Certezas

Eu só quero te deixar sem palavras novamente. Sem palavras e ainda assim entender de novo aquele sim que só eu ouvi em meio a tantas pessoas numa praça de alimentação, num sábado qualquer. Que aliás, era um sábado qualquer pro resto do mundo, pra mim – e espero que pra você também – foi um dia mais do que especial.

Na verdade, eu também quero te deixar sem ar. Sem ar depois de correr, fugindo dos estranhos que atrapalham nossos momentos, sem ar, como eu fiquei quando corri o parque inteiro só pra olhar nos teus olhos e ter certeza que a minha história seria escrita junto da tua a partir daquele instante. Sem ar de tanto rir das nossas histórias, sem ar, depois de constatar as coincidências das nossas vidas.

Eu quero as nossas brigas de volta, porque fazer as pazes contigo é uma das coisas mais lindas que podem existir. Quero-as, mas não as quero tão numerosamente, quero uma briguinha aqui ou ali, mas poucas, e por coisas bobinhas, para que depois possamos rir ainda mais.

Quero teu abraço toda noite, quero ficar no teu colo e contar meu dia, quero preparar o jantar e ver você sorrir, não pela comida, mas por estarmos dividindo um pouco mais das nossas vidas. Quero acordar todo dia de manhã olhar para o lado, te ver dormir e lembrar mais uma vez todos os motivos pelos quais eu tenho certeza que posso dizer à você aquelas três letrinhas que você bem sabe quais.

Quero sorrisos, sorrisos daqueles bobos. Daqueles que misturam timidez com satisfação.

Na verdade, o que eu quero mesmo é saber como eu faço para fazer tudo isso virar realidade.

19 de fevereiro de 2010

Parte do Parque

Sempre quis. Nada fiz. Diz que me diz.

Passado. Presente. Futuro e glórias.
Do parque, a parte que fica.
Palavra, caminho, gramado.

O sentimento, qual é?
O amarelo que veste a senhora não é o mesmo da mochila da menina. Passa a senhora, passa menina. Passa também a gorda mulher.

A libélula fica zanzando no ar. Vai e vem, faz que pousa, mas continua a voar.

A mão na outra mão, se encontra: é um casal a caminhar.
Ziguezagueando e circulando. Ziguezagueando e circulando. Cadê o sol da manhã?

Nas lembranças o colo no colégio. A canção de ninar, o sorriso sincero.
Pé ante pé. Não há rima, não há nada, só a sequência de passos e passadas.
O passado não passa nem com passadas rápidas.

Caminhar. Mas onde ir? Pra onde seguir?
Pé ante pé. O futuro nos aguarda. Parte do Parque está gravada em mim. Do parque partir e parar de pensar... O passado passou.

Eu sempre estrago o final.

16 de fevereiro de 2010

Nó na garganta

Se for mesmo ler toda essa lenga-lenga sentimental, leia ouvindo isso aqui



Eu sinto falta de sentar aqui e digitar sem pensar em quem lê ou deixa de ler tudo o que escrevo.

É com uma certa urgência no peito que descarrego as palavras no teclado, preciso aliviar toda essa tensão.

Sabe, eu ando perdida. Bem perdida pra falar a verdade.
Aquela confusão de pensamentos, as lembranças que eu quero esquecer, as palavras que não eram pra mim, tudo martelando junto e ao mesmo tempo. É eu ainda lembro, eu não falo nada mas eu lembro... E dói. Dói porque eu não vejo nada pra mim... Eu não vejo, eu não consigo ver... Você vem e diz que está ali, mas eu não consigo e minha incompetência faz com que a dor seja maior ainda.

É como se fosse tudo irreal, sabe?

E eu gosto de coisas palpáveis. Amor palpável, inclusive.
Não o sentimento em si, mas os frutos desse sentimento.

Tá doendo, tá doendo faz tempo e ninguém liga. Eu aviso que dói, eu aviso que incomoda e ninguém se importa. Mentira, as pessoas se importam, menos quem deveria de fato se importar.

Eu me sinto abandonada. Jogada a minha própria sorte, correndo atrás de um sonho que é só meu. Ou que eu acho que é só meu.

Não sou passatempo, embora me sinta como um.
Pra que viver um amor se você não acredita nele?
Eu acredito. Eu acredito tanto que ainda estou aqui, ainda tento, ainda faço.

Quando eu disse "no one knows it more than me" eu disse a verdade.
Ninguém sabe. Nem você.
Você não tem noção do tamanho do sentimento que está guardado nesse coração (não tão) velho de guerra...

Eu tenho vontade de fazer loucurinhas de amor todos os dias, mas eu não vejo nada vindo a contra-mão em minha direção. Não vejo.

Desculpa a minha inveja, desculpa o meu apego ao passado, tanto o meu quanto o teu, mas eu me alimento dessas pequenas coisas, essa entrelinhas que todos os casais têm e que a gente também tem, mas que poderiam ser mais, que poderiam ser tão grandes quanto o nosso meu amor.

Eu não tô feliz. Tô e não tô. Tô porque sei que você está ao meu lado, mas não to porque tem horas que me esqueço disso por 5 segundos e sinto falta de lembrar disso a todo instante.

Eu fico pensando se eu te cobro demais, se não tenho paciência, se fico procurando sarna pra me coçar. E caio nas comparações infelizes.

Preciso do pronome, preciso do bendito pronome, preciso de "Nós" mais do que qualquer outra coisa.

Nossas fotografias, nossas cartas, nossos cartões, nossas conversas, nossos tweets que só a gente entende.

Eu olho e me canso de ser o seu amor só embaixo do tapete, só atrás da cortina.
A nossa vida é um espetáculo. Muito casal 20 teria inveja dos nossos momentos fofos, mas por que fazer tudo isso atrás das cortinas?

Só se vive uma vez. E eu não sou mais uma criança, eu não vou ter tempo pra passar minha vida a limpo.

Eu não quero me fechar!
Tá doendo, e eu só tô querendo colo e um pouco de atenção.

Sentir-se importante não é apenas ouvir "Você é importante". É mais que isso.

E merda, to chorando de novo.
Não era pra ser assim.

Será que o problema sou eu?
Eu estou com um nó na garganta do tamanho do mundo.
Isso está realmente me sufocando.

É o emprego que não vem logo, é a grana que tá curta, são as contas, a ausência do plano de saúde. São as saudades alheias, as palavras invisíveis. A minha maldita alergia, meu pai que não fala comigo.

Meu inferno astral resolveu começar mais cedo, só pode.

15 de fevereiro de 2010

Bilhetes que eu nunca entreguei

A paz que você me traz não está escrita em lugar algum. É só a lembrança do teu sorriso vir a tona que junto emerge um sorriso bobo aqui também.

10 de fevereiro de 2010

Idealizações, expectativas e blá blá blá

Ser essa eterna mistura entre passado e presente às vezes me confunde.
Sempre gostei de ficar pensando sobre meus relacionamentos. Manter o que é bom, mudar o que é ruim. O problema é que nem tudo que é ruim pra alguém continua sendo ruim mais à frente no tempo.

Tratar cada indivíduo como único. Essa deveria ser a meta, mas quem consegue?
Existe alguma maneira de descartar tudo o que passou, esquecer traumas e mágoas e fazer de conta que nunca sofri? (mesmo que o sofrimento tenha sido causado por pessoas alheias a atual questão)

Esse lance de criar expectativas é foda. Esperar por detalhes que talvez nunca virão, é um auto-flagelo que muitas vezes passa despercebido.

O ruim é que quanto mais você gosta, de certa forma, mais você espera. Quem é que não quer um relacionamento perfeito? Quem é que começa algo querendo que dê errado? Quem é que não deseja tornar realidade um conto de fadas?

Há algum tempo optei por viver coisas reais. Não me arrependo. Parte disso, parte dessa opção contou com a importante decisão de não ai caramba, esqueci a palavra idealizar tanto um relacionamento. Tentar não idealizar pelo menos.

Mas não esperar nada de um relacionamento é, de certa forma, entrar em algo vazio e sem compromisso. O que esperar então de um relacionamento? Cada um espera algo diferente, todos esperam algumas coisas em comum.

O que esperam de mim? Quais expectativas criaram em cima da minha pessoa?

6 de fevereiro de 2010

O que eu quero, o que eu preciso.

Quero entrelinhas, pretextos e beijo com sabor de bom dia.
Quero paz no coração, noite fria pra gente se esquentar num abraço.
Quero tua pele fresca refrescando minha alma, tua alma se juntando a minha.

Quero um sorriso sincero, quero felicidade verdadeira.
Quero um sonho pra torná-lo realidade. Quero teus sonhos juntos dos meus, quero nossos sonhos.

Quero tudo o que há de bom e mais um pouco, porque uma vida inteira é pouco para o que eu tenho pra viver.

Quero não me cansar com coisas bobas. Quero um deixar tudo pra trás, mas sem esquecer quem sou. Quero ser única e fazer a diferença.

Não quero mais ter medo. Não quero mais essa insegurança doentia que a todo instante me faz duvidar de todos os sentimentos do mundo.

Quero as certezas de volta. Certeza de olhar nos teus olhos e ver que você está feliz comigo. A certeza de que eu te faço bem e que você confia em mim.
Quero que você perceba que, por mais que isso seja bobeira, é justamente com as coisas pequenas que me chateio mais.

Quero voltar pra realidade, porque essa novela mexicana já me cansou.
E eu não quero me cansar do nosso amor.

Eu quero que as pessoas saibam que quando você está feliz em parte é porque eu estou na sua vida. Quero ser tua maior alegria.
O primeiro e o último pensamento do teu dia.

Não quero mendigar atenção, não quero restos, nem sobras.
O que é meu, é meu por inteiro. É tudo ou nada.
Se é pra ser, que seja de verdade.