10 de fevereiro de 2010

Idealizações, expectativas e blá blá blá

Ser essa eterna mistura entre passado e presente às vezes me confunde.
Sempre gostei de ficar pensando sobre meus relacionamentos. Manter o que é bom, mudar o que é ruim. O problema é que nem tudo que é ruim pra alguém continua sendo ruim mais à frente no tempo.

Tratar cada indivíduo como único. Essa deveria ser a meta, mas quem consegue?
Existe alguma maneira de descartar tudo o que passou, esquecer traumas e mágoas e fazer de conta que nunca sofri? (mesmo que o sofrimento tenha sido causado por pessoas alheias a atual questão)

Esse lance de criar expectativas é foda. Esperar por detalhes que talvez nunca virão, é um auto-flagelo que muitas vezes passa despercebido.

O ruim é que quanto mais você gosta, de certa forma, mais você espera. Quem é que não quer um relacionamento perfeito? Quem é que começa algo querendo que dê errado? Quem é que não deseja tornar realidade um conto de fadas?

Há algum tempo optei por viver coisas reais. Não me arrependo. Parte disso, parte dessa opção contou com a importante decisão de não ai caramba, esqueci a palavra idealizar tanto um relacionamento. Tentar não idealizar pelo menos.

Mas não esperar nada de um relacionamento é, de certa forma, entrar em algo vazio e sem compromisso. O que esperar então de um relacionamento? Cada um espera algo diferente, todos esperam algumas coisas em comum.

O que esperam de mim? Quais expectativas criaram em cima da minha pessoa?

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