19 de fevereiro de 2010

Parte do Parque

Sempre quis. Nada fiz. Diz que me diz.

Passado. Presente. Futuro e glórias.
Do parque, a parte que fica.
Palavra, caminho, gramado.

O sentimento, qual é?
O amarelo que veste a senhora não é o mesmo da mochila da menina. Passa a senhora, passa menina. Passa também a gorda mulher.

A libélula fica zanzando no ar. Vai e vem, faz que pousa, mas continua a voar.

A mão na outra mão, se encontra: é um casal a caminhar.
Ziguezagueando e circulando. Ziguezagueando e circulando. Cadê o sol da manhã?

Nas lembranças o colo no colégio. A canção de ninar, o sorriso sincero.
Pé ante pé. Não há rima, não há nada, só a sequência de passos e passadas.
O passado não passa nem com passadas rápidas.

Caminhar. Mas onde ir? Pra onde seguir?
Pé ante pé. O futuro nos aguarda. Parte do Parque está gravada em mim. Do parque partir e parar de pensar... O passado passou.

Eu sempre estrago o final.

Um comentário:

  1. Eu também sempre estrago o final.
    Adorei seu blog!
    "Talvez bater a porta na cara não seja a única opção. Talvez..."
    www.mamae-dizia.blogspot.com

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