11 de março de 2010

Esconde-esconde

Faço da prosa um caminho, um ninho.
Me aconchego, me escondo atrás das palavras. Escondo a dor, escondo as escaras.
Esconde-esconde.
Aqui e ali, peças soltas pelo ar.
Incerto. Flecha solta no ar.
Peça a peça. Peça-a-peça. Quebra-cabeça.
Jogo de palavras. Palavras cruzadas.
O que completa a coluna? O que fica no lugar do vazio?

Eu quero a sorte de um amor com sabor de fruta madura, pra poder riscar do meu vocabulário a palavra tristeza.

O verbo é outro. O pronome? Não sei mais como conjugar "nós". E o amor? Ah, o amor ficou oculto, como o sujeito, como eu, que me escondo atrás dos sorrisos, atrás das farpas.

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