5 de março de 2010

Fechando o verão

É pau, é pedra, é o fim do caminho,
É um resto de toco, é um pouco sozinho

E sozinho assim, fico eu, rodeado de pessoas, rodeado de estranhos.
Entre realidade e devaneios me perco na parte onírica da coisa.

Me perder até você se dar conta de que não é assim que se faz. Temos os ingredientes, mas não acertamos a receita. O quê falta?

Lenine diria que falta paciência. Talvez.
Eu nunca tive muita dessa coisa que anda cada vez mais escassa por aí.
O mundo urge rapidez. E no fundo o que eu quero é fruta madura. E amadurecimento só vem com o tempo.

Me perder até eu me encontrar de novo.
Me perder até as águas de março desabarem e lavarem a alma, limpando meus sonhos, meus planos de todo esse sangue derramado.

Eu me cortei e você nem viu.

2 comentários:

  1. Tô apostando toda minha esperança nas águas de março.

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  2. ja fez um mes que estou aqui no brasil, e resolvi voltar a escrever... aos poucos, estou a atualizar o meu blogue.
    beijos e fica bem...

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