24 de março de 2010

Pastel de Vento.

Preencho a tarde com a cama, o ócio com a TV.
Preencho a fome com a comida, empurrada à força, garganta abaixo.
A sede, preencho com coca, já sem gás, já sem vida, estupidamente gelada.

Vou colocando coisas nos meios. Sentimentos, pensamentos e outros quinhentos.

(odeio minhas rimas forçadas)

Sobra ausência, mas falta teu abraço pra preencher.
Sobra carência, mas faltam teus carinhos, sobra minha boca, faltam teus beijos.

Tento preencher a vida que levo sem ter você por perto. Releio mensagens no celular. Espero novas mensagens no mesmo aparelho.

Vou colocando coisas com e sem importância numa tarde tão vazia quanto o meu abraço calculado exatamente pra caber você...

No fundo, eu sem você, sou assim: Pastel de Vento.

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