3 de abril de 2010

todatoda

Toda prosa, toda conversas, toda intensa: assim sou eu.
Toda errada, toda certa, mas sempre toda, mas sempre cem por cento.

Nem mais, nem menos.
Toda limpa, toda verdade.
Toda suja por conta daquelas mágoas.

Toda ódio por algo que um dia já foi todo amor.

Mas essas mentiras, encenadas por todos os cantos, essas mentiras ditas sem pesar algum, essas mentiras que os tolos acreditam, nessas eu não acredito mais.

Que fiquem, os outros, com os restos podres da maçã bonita. Da maçã que é só casca e que não tem sabor algum.

Não me alimento de mentiras, nunca gostei delas.
Não gosto dessas coisas dissimuladas. Gosto da verdade, ainda que isso signifique sentir dor.

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