8 de abril de 2010

Vejo no fim

Acordei.
Seja pra vida, seja do sono em que me encontrava. Acordei em mais uma manhã de um dia qualquer de um mês que por acaso era abril.

Acordei e fui andar, andar à beira do mar. Andar e sentir aquela brisa, a maresia embaraçando meus cabelos, como outrora outras mãos faziam, a diferença é que entre eu e o mar, entre eu e a brisa, entre a maresia e mim não havia sentimento... Ou havia. Havia liberdade e havia desejo. Um desejo louco pela paz que não encontrei no teu sorriso de falsa felicidade.

Minha relação com o mar foi mais verdadeira.
O mar me acolheu e me limpou. Me abraçou por inteira.

Não que eu tenha me sentido em casa com essa relação. Não que eu não tenha sentido saudades naquele dia. Senti sim, mas deixa pra lá, deixa no mar, deixei na água salgada e pedi pras ondas levarem pra longe de mim.

O que quero pra mim agora é eternizar esse momento. Essa sensação que estou tentando loucamente registrar agora. Essa paz. Eu quero eternizar isso, eu quero que isso continue. Eu quero essa verdade, quero essas melhorias, quero essas oportunidades, quero minha vida do jeito que eu traço, no traço certo, no incerto do amanhã.

Sou rasa, se você chegar perto você pode ver até o que há no fundo de mim.
Sou rasa, não sei esconder as coisas. Não consigo.

Não me perco na escuridão. Não tenho medo do escuro.
Mas agora eu vejo uma luz, que por mais clichê que seja, sim, eu vejo uma luz no fim do túnel.

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