30 de junho de 2010

É

Tantas e tantas são as palavras que brotam no silêncio de mais uma manhã.
Tantos os clichês que insistem em aparecer pra falar de amor.

Brega. O amor é brega em sua essência. Brega e bobo. Brega, bobo e bom.
Traz consigo uma leveza, uma paz, algo que só um sorriso sincero consegue traduzir. Um sorriso bobo, que perdura por horas a fio, sorriso que faz companhia à ausência do teu repouso, ausência do teu silêncio.

Vivo disso. Vivo de traduzir em palavras, sorrisos, ações, vivo traduzindo pensamentos em outras coisas, sentimentos em preocupações, frio em arrepios. Traduzo também tesão em arrepios.

Não quero fazer sentido. O sentido que eu quero é caminhar na tua direção.
É ir, e saber que você vem ao meu encontro. É me jogar, mesmo. De verdade verdadeira.

Cem, duzentos, mil por cento. De corpo inteiro. De alma entregue.
De coração lavado; lavado, curado e bem tratado.

Brotam.
As palavras brotam. Brotam e vão surgindo linhas e mais linhas. Sem nexo, sem coesão. Amar não faz sentido, não tem que fazer sentido, não tem que ter (muita) razão.

É. É e ponto final.

2 comentários:

  1. "É ir, e saber que você vem ao meu encontro. É me jogar, mesmo. De verdade verdadeira."
    Isso não acontece sempre, mas mesmo assim, é tão bom né.
    Adoro aqui.

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