24 de julho de 2010

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Vou dizer que inventei o amor. Que criei você.
Vou dizer que inventei o amor, você e a dor. Na verdade, a dor é só quando você está longe. E estar longe não quer dizer distante. E junto não quer dizer perto, por mais que a distância, neste exato momento, seja o que mais me dói.
 
Vou dizer que te criei só pra mim, que te fiz personagem dos meus romances, dos meu enlaces, das minhas histórias. Quem sabe até dos meus rolos. Na verdade eu gosto mesmo é quando a gente se enrola e rola pela cama, pelo chão, pelo tapete da sala, pela escada, pelos ares...
 
Vou dizer por aí que somos um pronome. Que somos um verbo. Que encarnamos as dores, os amores, as criações mais bizarras. Vou dizer que somos um conto de fadas, uma fábula, uma história baseada em fatos reais. Tão reais quanto as lágrimas que escorrem quando a saudade aperta.
 
Vou dizer que não me importo, vou dizer que desisto quando tudo o que eu mais quero é insistir nessa coisa de te conquistar cada dia um pouco mais, mas eu não minto, então não vou dizer isso...
 
Vou dizer que não dá mais. E de fato, não dá. Não dá pra ficar sem teu sorriso, sem teu cheiro, sem tua pele, sem teu toque. Não dá pra esperar amanhã, na verdade não consigo esperar nem mais meia hora, trinta minutos contados no relógio, não dá pra esperar pra dizer que é de verdade, que é pra valer, que esse amor veio e tomou conta do que eu sou e principalmente: do que eu quero ser.
 
Vão dizer que eu não presto. Mas você me testa, você me prova, você me aprova. Vão dizer que eu não existo, vão dizer que eu não persisto, vão dizer que não dá certo, que é incerto.
 
Vão dizer que é errado.
 
Mas de que nos importa?
Sabe o que importa? Eu vou te dizer: O que importa é aquilo que a gente já sabe e que, de tão bom, ninguém mais vai provar...

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