21 de julho de 2010

O necessário

Preciso deixar de lado essas dores.
Esses amores.
Essas dores desses amores.

Dissabores.

Diferentes. Dia e noite.

Preciso da cura, da presença. Do abraço que quando presente cura qualquer dor, qualquer amor.
Preciso eliminar esse vazio que a ausência faz presente.
Preencher qualquer lacuna, essa lacuna, espuma do mar que arrebenta contra as pedras... Preencher este espaço entre meus braços, esse vão, essa coisa pulando e pedindo a todo instante pra não ser mais uma vã história.

Preciso provar pra alguém, pra ninguém, pra todo mundo, pra ESSE mundo dentro de mim, dentro de ti, que todo esforço vale a pena.

Dar um tiro na dúvida, atirar-se de cabeça, da cabeça aos pés, enlouquecida, ensandecida, enfurecida, com toda raiva/vontade/amor desse mundo.

Fazer sexo, fazer amor, dar e comer, meter, foder... usar todas as palavras, preposições, verbos e suas conjugações, desculpas e disposições: na cama, sob a cama, acima e abaixo do sol, na cozinha, na escada, fazer da emergência uma urgência e urgir, gritar esparramar. No final tomar um café pra adoçar a vida com o gosto amargo e forte da bebida.

Necessidades desnecessárias. Importâncias. Cada qual em seu lugar...
E essa eloquência, essas palavras cuspidas na penumbra, escarradas na folha em branco, vomitadas... Tudo isso há de aliviar, por alguns instantes, por breves segundos, essas vontades que insistem em nascer no meu peito feito erva daninha...

Um comentário:

  1. de todas as maneiras possíveis, de todas as formas o possível, o possível pra eliminar essas vontade, não?
    :)

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