8 de agosto de 2010

Comma

Você me pede Leminski enquanto eu falo de Clarice. Como foi que nos conhecemos mesmo?
Somos os dois lados da mesma moeda. Negativo e positivo que se alternam, que se atraem.

A gente brinca de viver, brinca de relacionamento, brinca com os sentimentos...
Brinca enquanto faz sexo também, por que não?

Volto a pergunta: como foi que nos conhecemos mesmo? Será que a gente só se esbarrou por aí?

Você sabe que eu reparei primeiro e jurei não me apaixonar. Jurei. E, enquanto eu pude, tentei manter minha palavra.

Ontem eu estava brincando com comas. Com coma, comma e comas.
O verbo, o sinal e a pausa. Porque entrar em coma deve ser como dar uma pausa na vida.

Eu brinco com as palavras, você não vê?
Mando meus recados.
Chamo aos outros de loucos e digo meus impropérios. Brincando numa seriedade tão grande que praticamente me deixa nua...

Eu fiz promessas.
Você fez algumas também.

Às vezes só queria que você lembrasse as tuas palavras.
Logo você que escreve tanto quanto eu... Logo você, que escreve tão melhor...
Palavras, quando escritas assim, são como filhos: não tem como esquecer.

Eu não esqueceria um filho meu, um filho teu, um filho nosso.

...

Quase derrubei as cervejas que habitam minha mesa. Na verdade são garrafas. Vazias, impregnam o ar com o doce da cevada. Verdes, lembram que é preciso amadurecer. Alcoólicas, me embriagam enquanto tento afogar esse sentimento, esse vazio no peito.

“I was ready to give you my name...”

Um comentário:

  1. Foi vc msmo quem escreveu? o.0
    Parece um escritor, serio msmo.

    "I was ready to give you my name"
    Justin Timberlake não? =)
    adoooorei aqui
    beijooo!

    ResponderExcluir