6 de agosto de 2010

Sopa de letrinhas

Resolvi admitir: essa tpm tá fodendo comigo. Isso mesmo: f-o-d-e-n-d-o. E não é no sentido legal da expressão. Esse mimimi eterno, essa sensibilidade toda à flor da pele, tudo isso não me pertence.
Faço dramas e mais dramas, Audrey Hepburn fica no chinelo. Nem Paola Bracho faz concorrência. Não que eu esteja atuando. Eu to é tomando autuações mesmo. Tudo culpa desse trânsito astrológico no qual eu não ponho um pingo da minha fé.

Estacionei em lugar proibido, aí tem essa lua fazendo um ângulo obtuso qualquer e obstruindo meu sol... Ah, mas o que eu quero mesmo é sombra e água fresca, merrrrmão.

Sinceramente ando é precisando dumas pinga, uns mé, sabe como é, né?
Preciso, preciso, preciso. Grito pra dentro minhas necessidades.

Tenho medo.
Um medo babaca e incoerente com a situação.
Alguém aqui dentro pode me ouvir?
Partindo do pressuposto que você mora no meu coração, será que você me ouve, câmbio?

Não, não e não, eu não desligo. Tua voz alimenta minha esperança.
Ouça querida, sabe as entrelinhas? Então, eu fiz a encomenda e ainda não chegou. O Amor não está muito bem hoje. Ele tem medo dos trovões, dos rojões. Tem medo do mundo.

Ora, ora. Amor, o cão covarde. Ah não, era Coragem... Coragem, o cão covarde.

O Amor fez amizade com o tigre. Coabitam. Às vezes acho que são gêmeos siameses. Mas só às vezes.

Esse mundo tá confuso demais e eu to me sentindo sozinha.
Eu to chorando sozinha.
Cansa ser gente grande.

Você me vê, mas você não me nota.
Dó, ré, mi... Um grande surto em mim.

Essas palavras vão saindo e arrancando minha carne.
O Amor escondeu-se novamente embaixo da cama.
Preciso das entrelinhas para tira-lo de lá. Me ajuda?

Novo surto, novas linhas vão surgindo.
Vou vomitando essa sopa de letrinhas mal digeridas, mal escritas, mal cozidas, mal cosidas.

Preciso de um amplexo amplo, um amplo amplexo. Ampliar meus horizontes.
Desculpa, eu não fui ao sebo conforme lhe dizia. Mas ainda quero ser um pouco mais parte do teu mundo.

Vem ser parte do meu?
Ah esse surto... Esse medo. Eu odeio sentir medo. E eu estou com medo agora. Medo dessa fraqueza, medo dessa minha fragilidade, medo de me machucar...

Repete que vai ficar tudo bem? Diz de novo aquele “eu te amo” que você jura que é só pra mim, diz?

E me desculpa por não ser sempre tão forte.

Um comentário:

  1. Isso sim que é desabafo! :D
    Pensa comigo: pelo menos é só uma vez por mês! haha

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