28 de setembro de 2010

Café.

Enche, esvazia.
Enche e esvazia.
Ciclo de palavras.
Ciclo do café sobre a mesa...

Palavras vazias com gosto de café na boca.
Um aroma no ar. Talvez o cheiro de saudade.

As palavras fogem, deixam o vazio. Ouço a Chuva de Novembro que chega meses antes.
Passei o dia todo com café na cabeça. Várias ligações, várias lembranças.
E só lembranças não fazem com que o hoje seja melhor do que o ontem.

Enquanto a inércia me consome, despejo palavras no vazio. Pontuação falha, quiçá ortografia também. Não grafo, não gravo. Minha memória seletiva esta especialmente ruim hoje. Já não lembro dos sorrisos, nem os meus nem os teus.
Outro café. Sorriso amarelo.



*para ler ao som de November Rain – Guns ’n Roses
Aliás, a letra hoje é especialmente significativa.

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