3 de setembro de 2010

uncategorized

Sabe quando você começa a pouco se foder pra várias coisas?
Pois bem, relacionamentos estão entrando nesse mérito.

Sei lá se isso é fase, se estou ficando velha e ranzinza - da forma como minha mãe sempre praguejou que eu iria ficar – ou se está tudo tão chato e tão sem emoção que eu não sei mais o que eu quero.

Vamos aos fatos, e aqui faço uma espécie de comparação, tal qual acontece em “500 days of Summer “ entre realidade e expectativas.

O que eu quero (quero, queria, sei lá que tempo verbal está de acordo com as minhas vontades):

Namoro sério, desses de família. Sabe aquela coisa de almoçar na casa da sogra, trazer para almoçar em casa? Sabe aquela coisa de ter liberdade de ficar uma tarde inteira só vendo filme na sala? Apesar de não parecer, queria poder fazer essas coisas. Sem maiores dores de cabeça. Quero uma sogra que vá com a minha cara, que converse comigo e não uma que simplesmente me odeie só pelo fato de eu existir e habitar a face da Terra na mesma época na história do Universo e com uma localização geográfica que me dá a possibilidade de encontrar a doce criatura saída de suas entranhas.

Nunca curti pré-conceitos. Nem rótulos. E quando falo de rótulos digo com relação a pessoas. Porque rótulos em outras coisas é algo bem vindo. Por quê? Porque ajuda a organizar a vida. E coisas organizadas são mais fáceis de lidar. É mais prático. E querendo ou não a gente sempre categoriza as coisas. Mesmo as coisas que estão sem rótulo tem um rótulo, uma tag ou etiqueta, se assim você preferir. Ou você nunca ouviu falar em "uncategorized"? (pensando bem até dá pra colocar rótulo nas pessoas, mas são rótulos mutáveis, adaptáveis bla bla bla)

Acho que eu não tenho é paciência. Sabe, quando somos crianças temos aquela coisa de plantar o feijão no algodão e esperar, ver brotar, crescer e cuidar.

Rola todo um lance de descoberta. De expectativa. De ver como a coisa é, ir descobrindo. Eu já sei como o "feijão" brota. Não tenho mais a paciência de uma criança que não sabe como as coisas funcionam. Eu quero o feijão. Pode ser o feijão crú mesmo. Aí decido o que eu faço. Se faço doce, se faço tutu, feijoada - tudo bem que aí teria que ser feijão preto, mas enfim, vocês entenderam.

Gosto de estabilidade. De certezas. Eu sei o que eu quero. E justo por saber o que eu quero me dou o direito de me desviar no caminho, porque sei que o destino continua o mesmo.

O que não significa que eu queira pegar atalhos. Mas por que ir à 58km/h se dá pra ir a 60? Continua seguro, continua devagar, só não está quase parando.

Eu sou sistemática. Eu sei disso. E não tenho muita paciência também. Nunca escondi isso de ninguém. Quem me conhece sabe que quando eu me irrito eu chego "com um quente e dois fervendo". Ok, que é meio difícil me tirar do sério, mas depois que temos esse limite ultrapassado, ah menina...

Só que eu também não tenho paciência para ficar muito tempo brava, com raiva, com "mágoazinhas bobas." Ou seja, passou 15 minutos voltamos com a programação normal.

Sei que sai do "assunto" do post. Tudo bem. No final, de um jeito ou de outro, sempre fica tudo bem.

Eu só precisava escrever.

Um comentário:

  1. "Eu quero o feijão" hehehe... Comer só feijao todo dia deve enjoar

    bjs,
    Wellybh

    ResponderExcluir