10 de outubro de 2010

sobre dúvidas e frustrações

Procuro palavras que não devem ser ditas. Procuro no silêncio uma lembrança que acalme o coração. Tudo é está confuso e turvo à minha frente.

Na verdade comecei a escrever estas palavras ainda na noite de ontem, quando eu achava que ainda tinha algo de certo na vida. Ou que eu pelo menos tinha um destino. Odeio promessas não cumpridas. Aí fico com esse gosto amargo na boca. Eu sempre tenho um motivo pra carregar esse sabor. É misto de todas as coisas ruins que ando sentindo nos últimos dias.
Tem horas em que me pergunto o que eu realmente quero para a minha vida. O pior é ter certeza do que eu quero e ter medo de “bancar” a minha atitude. Sou do tipo que aprendeu a não interferir na vida dos outros, mesmo interferindo. Sugiro minhas vontades, mas daí a fazer a escolha, não, não dá.

Se há algo que digo é que escolher sempre implica em abrir mão de algo. Talvez por isso minhas escolhas sejam veladas, é difícil abrir mão, mas no fundo eu sempre sei que se for preciso eu abro. Dói perceber que justo no momento em que eu precisava que abrissem mão de algo por mim, não o fizeram. Isso ainda está doendo. Isso está doendo de novo. É mágoa, é trauma, é sentimento de rejeição.
Aí fico aqui, escrevendo palavras sem rumo, como se isso estancasse essa tristeza que escorre aos litros por aí.
Por instantes tive certezas. Certezas tão grandes que me fariam “chutar o balde” em muito sentidos. Pena que foram apenas instantes.
Minha mania de querer controlar tudo, querer controlar todas as jogadas dessa coisa chamada vida, atrapalha quando não agem conforme o esperado. É eu sei, tenho que parar de criar tantas expectativas.

Às vezes me pego pensando se esses casais que são eternos apaixonados, desses que estão casados há tantos anos, se no início eles tinham dúvidas, fico me perguntando se sempre foram certezas. Respostas? Não sei quem as tem. Sei que no momento o que quero é distância daquilo que não me faz bem.

Um comentário:

  1. Expectativas são o motivo de término de 90% dos relacionamentos. Fazem a gente esperar demais e estar sempre descontente com o oferecido.

    No mais, vem cá que te dou um abraço.

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