29 de novembro de 2010

Sem tradução

Não sei se a gente morre de saudade. Nunca ouvi falar de alguém que consumido pelo sentimento que somente existe na língua mãe, sucumbisse ao sono eterno.
Acho que aqueles que sentem saudade não morrem, mas devem desmaterializar-se. Talvez numa vã tentativa de ficar mais perto daquele cuja existência desperta a saudade no peito.

Saudade aperta, sufoca, deixa a gente sem ar, como paixão nova em coração de adolescente. E é estranho como trinta segundos após ter a tua presença, essa coisa que sufoca vai tomando conta do peito. Não é paixão, é vácuo de algo bom. É como se o coração quisesse virar ao contrário só pra não ter que sentir essa falta que você faz.

Um comentário: