2 de novembro de 2010

sobre Cecília e sua irmã perdida

Cecília é dessas moças apaixonadas, dessas que existem apenas no vão entre as palavras criadas na mente doente dessa que vos escreve. Dessas que vivem no vão das pernas de outras moças.
Cecília bebe todos os dias pra matar os vermes que corroem seu coração. Cecília escreve por entre folhas gastas de um velho caderno, deitada no chão.

Cecília foi desafeto, Foi desilusão.
Cecília diz que leva a vida a sério enquanto é confundida como das putas da augusta: meia arrastão, cigarro na boca e toda aquela marra de quem negocia o corpo como ninguém.

Cecília grita: Não fode. Cecília fode. Trepa. Faz amor.

Cecília tem uma irmã perdida. Quase uma alma gêmea. Ilusionista, a coitada. Ilude os corações dos moços da burguesia paulista. A irmã de Cecília não tem nome, mas é amorosa como ninguém.
A irmã de Cecília passou por aqui. Não deixou lembranças, nem deixará. Partiu ao amanhecer, foi na direção em que o vento tocou.

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