18 de novembro de 2010

#vidadelan

Ficar sem computador por mais de 7 dias nunca foi tão “animador”.
O fato é que com a ida da minha querida máquina para a manutenção me vi obrigada a frequentar um mundo completamente novo: a lan house.
A primeira batalha foi achar algum estabelecimento que estivesse aberto em pleno domingo, véspera de feriado, as vinte e duas horas de uma noite um tanto quanto fria. Noite anormal pra esses idos de novembro.

Local encontrado, cadastro efetuado. Por que todo mundo ainda estranha o “psouva”? Há tempos não via um rosto tentando decifrar o username. Se você ainda não sabe acho que os negritos a seguir vão ajudar: Priscila Souza Silva, e não, esse não é meu nome completo, meus queridos.
Pois bem cadastro efetuado, segui para uma das máquinas disponíveis. A lan é grande. Acho que tem mais de 30 computadores disponíveis. Mesmo com o horário tardio havia adolescentes, a maioria jogando. Eu acho que era CS (conter strike).
Minha grande surpresa foi a relação custo/benefício: R$ 1,00/hora.

Acho que hoje é o quarto dia que estou por aqui. Geralmente venho, compro minha uma hora, leio e-mails, respondo alguma coisa, vejo meu Google Reader, twitto um pouco, ouço música e fim, sobram minutos para conversar com algum amigo que esteja online.
E hoje estou dando graças a Deus que meu fone de ouvido funciona com os DOIS CANAIS. Sabe por quê? Porque tem uns pirralhos gritando na minha orelha e eu vou esquarteja-los a qualquer instante. Tá, não vou, mas meu, custa jogar de boca fechada? Os pirralhos têm uns 10 anos cada um. Não mais que isso. Estão jogando. No computador ao meu lado. E não bastassem gritar, eles parecem que não tomam banho há uns três dias, aí tenho que aturar a gritaria e o cheiro maravilhoso de CC. Imagine a minha felicidade.

Frequentar a lan tem seu lado bom. Vejo muita gente diferente.
É legal ver um povo mais velho acessando a internet. Por exemplo agora, aqui do meu lado tem uma senhora no chat do facebook. É. Nem eu uso direito o chat do facebook e a senhora aqui do lado tá toda empolgada. Tá na digitação estilo “cata-milho” mas me parece feliz.
De tempos em tempos ela ajeita os óculos, vermelhos como as unhas – e isso me lembra Cecília, ou coloca os fones pra ver algum vídeo engraçado no youtube.
Fora isso, tem a academia. A academia fica no prédio ao lado, em vez em quando, quando fico sem fones, dá pra ouvir as aulas sei lá do quê. Ouço a contagem típica de aulas de aeróbica e outras coisas mais. Dá saudade de algumas coisas. Talvez da minha adolescência, quando eu frequentava assiduamente a academia.
E tem o Luiz. O Luiz é o rapaz que “administra” a lan house. À primeira vista ele parece emo. Na segunda e na terceira também. Aí você olha mais um pouco e começa a achar o cabelo dele uma mistura de Justin Bieber com Restart. O Luiz é quieto. Pelo menos comigo ele é. Ele só fica de papo com as menininhas da idade dele, de no máximo uns 17 anos.

Essa é a vida de lan que eu tenho levado. Não vejo a hora de pegar minha máquina de volta, mas acho que vou sentir falta de frequentar a “casa da ovelha” (piada infame péssima do dia).

Enquanto isso, mesmo com os fones escuto: UUUMMMMM, DOIIIIISSS, TRÊEEESS, QUAAAATRO, CIIIIIINCO, VAMO LÁ GENTE... e a gritaria dos moleques...
Depois de hoje meu filho nunca que vai chamar-se Daniel.

2 comentários:

  1. Huahauhau adoreeeeeei!! Só não entendi o lance de Daniel hauhauha que Daniel??

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  2. Quando li o titulo achei que tivesse a ver com lan que faz casado e não lan house. Fiquei viajando em vc falando sobre sua vida tecida as vezes, tricodada noutras...

    errei feio.

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