8 de dezembro de 2010

IM

Foi assim que adormeci: ao som do doce silêncio da tua voz, que nada diz e que estranhamente condiz com tudo aquilo que fiz e desfiz...
Foi como ver o mar pela primeira vez, como perder o fôlego, como perder a vida e encontrá-la logo em seguida. Como a alegria de ver cada letra surgindo nessa conversa sem sentido, nesse papo onde admito sentir tanto a tua falta que me falta o ar.

Foi ao som do teu silêncio, da tua ausência noturna, desse jeito assim ,que minha pele encontrou a cama fria, que meus poros sentiram o toque da roupa de cama trocada no mesmo dia.

E então, numa quarta como tantas outras, vivi quase um dia de quinta. E palavras de quinta foram surgindo. Foi assim, desse jeito assim, que fui completando, recheando o vazio com o “não dizer” que tudo diz. Não era amanhã, mas já não era mais hoje. E me perdi no tempo, e desejei tua boca e quis tua pele tão fresca e tão próxima quanto a roupa de cama.

Um comentário:

  1. Afinal, silêncio nunca foi vácuo... preenche mais que qualquer ruído, pesa no peito.

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