30 de dezembro de 2010

Sussurros

A tristeza chegou de mansinho. Pouco a pouco, passo a passo. Chegou encostou a cabeça no meu ombro, sussurrou palavras ao meu ouvido. Constatei que a saudade apertava.

Se ela transmutasse-se em gente, a tristeza, seria pálida e sem cor. Sem sal. De poucas palavras, sussurra verdades e inverdades. Povoa a mente com ideias, no meu caso, planta a solidão e aumenta a distância.
Mulher, sabe bem onde ferir, é como a mãe que cutuca a ferida do próprio filho. Tristeza sem fim ao fim do expediente.

Salas vazias, repletas da mais pura saudade. Tristeza enche o peito, esvazia a alma. Tudo é triste e sem cor que até o sol por entre as nuvens se escondeu.
A janela reflete as palavras tristes e sem forma no papel. Reflete também o olhar vazio, frio, que procura na rodovia um caminho para a vida...

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