28 de dezembro de 2010

Twitter: Falamos mais, mas falamos sozinhos

Hoje pela manhã li o artigo de um dos blogs da Veja: "No Twitter, grande parte das pessoas conversa – sozinha" após a leitura, comecei a fazer alguns questionamentos, alguns inclusive tuitados...

Acho que o assunto rendeu e resolvi continuar aqui minhas reflexões:

Se o twitter é onde buscamos informações sem interações, podemos dizer que ele não se encaixa como rede SOCIAL e sim como rede de INFORMAÇÕES? Isso seria atribuir a ele o mesmo status de "imprensa"?

O padrão social para obter informação requer mesmo interação? Em que momento existe a quebra do hábito?
Twitter funciona como um segundo filtro? Acredito que sim, afinal milhares de informações são publicadas a todo instante sobre inúmeros assuntos. Só fato de ser publicado já o torna relevante, se publicado e em seguida tuitado e retuitado temos um aprofundamento na escala de relevância, correto?

Mas se algo atinge o patamar de relevância para ser distribuído e multiplicado pela rede, por que não gera comentários? Por que o número de replies ainda é tão baixo em comparação ao total de tweets?

Nesse ponto volto ao passado e lembro das conversas sobre conteúdo local, sobre interações com as pessoas próximas fisicamente. Globaliza se a informação, temos acesso a muito mais notícias, mas a partir de que ponto essas influem diretamente no nosso modo de viver?

Lembro das conversas entre vizinhos, que hoje dificilmente ocorrem, assuntos sobre o bairro, sobre a comunidade eram muito mais recorrentes do que hoje em dia. E de certa forma eram coisas que influenciavam diretamente. Hoje fala-se mais sobre coisas que ocorrem do outro lado do mundo, mas sem tanto impacto local.

Uma década fez e faz diferença.
Temos mais contatos, conversamos com mais pessoas sobre mais assuntos, mas isso faz diferença no final das contas?

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