31 de dezembro de 2011

2011 e suas mudanças

E aí 2011 chega as suas últimas horas. Momentos de reflexão e desejos de coisas novas. Hora de fazer aquela super retrospectiva e analisar o que foi bom e o que foi ruim nesse ano de tantas perdas.
Comecei o ano trabalhando no YouClube, fazendo o que eu gosto: comunicação, redes sociais e internet. Namorando à distância e feliz de certa forma. Faltava dinheiro – na real ainda falta – mas tudo bem, era comunicação e foi pra isso que estudei.
Como nem tudo são flores, o emprego se foi e o namoro também. Decisões impulsivas que tiveram suas consequências, sejam elas boas ou ruins.

Com o desemprego a volta de um antigo amor. Uma nova tentativa. Uma fase boa que durou pouco. Veio outro emprego e a redescoberta da paixão em trabalhar: a chegada do Outback em São José transformou minha vida: Pra melhor, é claro.
2011 foi o ano em que resolvi chutar o balde e mudar radicalmente de área. Ser formada há anos, ter uma carreira até que mais ou menos e abrir mão disso tudo parar virar atendente de restaurante foi uma escolha difícil, porém acertada.
É algo de que não me arrependo e que tem me ensinado muitas coisas. Muitas mesmos. Tanto profissionalmente onde estou desenvolvendo um lado de treinamento e gerenciamento de pessoas tanto pessoalmente, porque me vejo fazendo algo que eu gosto e tendo contato com pessoas novas todos os dias.
Servir é para poucos. Servir bem é pra raros. Jornada de trabalho sem horários fixos, responsabilidades, lados negativos de ter trocado de vida. Todavia ganhei em termos financeiros e principalmente em questão de plano de carreira.
Trabalho sem dúvida é o que fecha 2011 com chave de ouro. É que fez as feridas e alguns arrependimentos doerem bem menos no final das contas.

Trabalho também é o que me faz pensar menos nas coisas e pessoas que perdi. Trabalho. Trabalho. E trabalho.
No fim, 2011 foi um ano necessário. Mudanças que foram bem vindas e novas formas de encarar a vida.
Agora é ver como vão ficar as coisas.
Ao amigos que chegaram: obrigada pela paciência. Aos que deixaram de ser tão presentes: desculpem-me pela ausência.




ao som de Erasmo Carlos - Roupa Suja

24 de dezembro de 2011

Então é isso o que eu desejo pro Natal...

A morte de uma amiga querida próxima à uma data especial como o Natal tem a capacidade de fazer com que diversos pensamentos passem a fazer companhia.
Nessas horas que paramos e pensamos em como a vida é frágil e que para morrer basta estar vivo.
Essa fragilidade da vida me assusta. Me assusta porque tenho medo de não conseguir dizer coisas importantes pras pessoas com quem eu me importo. Pessoas que não fazem ideia de como são importantes para mim.
Pode até rolar uma distância, pode rolar de ficarmos meses sem nos falar, pode até ser que já tenho rolado um desentendimento... Não importa, tem tanta gente que não faz ideia de como eu sentiria falta se por ventura algo acontecesse...
Natal é tempo de renovar as esperanças num mundo melhor. Independente do credo, acho que quando muitas pessoas pensam em coisas positivas a vida tende a ficar mais leve...
Renovar as esperanças, fazer a vida valer a pena. Ligar pra aquele velho amigo e dizer: ”Ei, você é importante pra mim”. Dar um abraço. Um abraço faz a diferença na vida. Pelo menos na minha vida faz.
Eu não sei por quanto tempo vou viver. Só sei que hoje, agora, neste exato momento estou engasgada com uma saudade que não vai passar. Engasgada com o amargo arrependimento de não ter dito pra Mari o quanto ela era especial. O quanto a existência dela na minha vida fez a diferença. Eu não vou poder mais dizer isso a ela. E isso dói. Dói de uma forma que todos os dias quando volto pra casa uma lágrima de arrependimento escorre e salga a boca deixando o gosto da saudade ainda mais amargo.
Eu não sei bem como dizer pra todo mundo que eu me importo. Tem gente que vai me achar louca. Tem gente que vai se comover. Tem gente que vai achar fofo. Eu só queria que todo mundo tivesse a consciência de que amanhã ou depois a gente pode simplesmente não estar mais aqui...
Pode parecer bobeira, melodrama, sentimentalismo bobo, mas não é. Não espere perder alguém, não espere o inesperável acontecer pra pedir desculpas, pra dizer que gosta.
Que o Natal renove o sentimento bom que todo mundo tem dentro de si. Ninguém é inteiramente bom ou inteiramente ruim. Só queria que no Natal todo mundo desse uma chance pro lado bom ser mais forte. Pro lado bom dar aquela força e nos fazer dizermos coisas que normalmente não dizemos.
As palavras tem força.
E eu só queria dizer que você que está lendo isso provavelmente é bem mais importante do que você imagina na minha vida.

Dedico essas palavras à Mari Steffens que me brindou com uma amizade verdadeira, mesmo que à distância.

18 de dezembro de 2011

Sobre os meses

Por alguns minutos voltei no tempo e quis ter novamente tudo aquilo, todas aquelas palavras, todos aqueles carinhos.
Por alguns instantes o fim não havia chegado, o beijo não havia sido adiado, a conversa não tinha fim.
Por dias esperei, por meses me arrependi.

17 de dezembro de 2011

nem noite nem dia

O branco da da tela me consumiu de tal forma que não consegui imprimir palavras naquele espaço.
Era tudo, era nada. Era saudade daquele beijo que há muito tempo não rolava.

Entre promessas, palavras e distâncias percorridas, o branco da tela me engolia...
Um misto de tristeza e alegria...
Cerveja quente. Noite fria. E aquele incomodo no corpo.

O que eu queria era deitar, mas mesmo não tendo amanhecido ainda os pássaros já cantavam... Não era noite, mas também não era dia... Ah que alegria.

19 de novembro de 2011

conversinhas

- Quero ter uns 300 filhos?
- Mas como você vai criar?
- Vou ser juiz, lembra? Terei dinheiro...
- Ok, mas aí você vai trabalhar muito... Quem vai ficar com as crianças? Ou de que adianta ter dinheiro e não ser presente... E eu também vou trabalhar...
- Mas você é jornalista...
- "¬¬"

16 de novembro de 2011

Em branco

Perder um texto, é quase como abortar um filho, salvo as devidas proporções, obviamente.
Aquele rascunho não salvo, aquela tela em branco que fica.
É o vazio de uma existência que não chegou a ser.
Uma ideia na cabeça e um monte de teclas na ponta das mãos. Momentos perdidos, palavras perdidas.

Um filho que não chegou a ser.

25 de outubro de 2011

Piegas Pride

Sou chata. Chata, feia e piegas. Bem piegas. Não acho que relacionamentos devem se pautar apenas em sexo. Aquela coisa do “one night only” até vai. Afinal, é só tesão somado à um “até nunca mais”. Isso se você não for pirar, não for se sentir apenas um objeto sexual ou coisas do tipo. Isso se você tiver maturidade suficiente pra aceitar que, por mais que tenha sido ótimo, foi “só por uma noite”.

Mas como eu dizia: sou piegas. Sou uma velha, tradicional, romântica e ainda assim boêmia. Meio malandra às vezes, confesso. Mas ainda assim piegas.
Não mantenho relações porque o sexo é bom. Literalmente: Não dá. Não dá pra manter isso por muito tempo. Não passo mais tempo na cama do que fora dela. Não vivo de sexo. Nasci dele, mas não vivo dele.

Ser bom de cama é uma ótima qualidade nos pretendentes, mas não é tudo. Uma boa conversa vale mais que uma noite, uma tarde, um dia, na cama (ou em outro lugar qualquer).
Nós, seres-humanos, somos a única espécie que faz sexo por outro motivo além de procriar. Todavia, acredito que muita gente acaba esquecendo disso. E de outros detalhes.
Não tenho culpa. Posso estar carente, subindo pelas paredes, mas ainda assim sou piegas. E de certa forma me orgulho disso.

21 de outubro de 2011

Amora

amoras.Todo dia eu penso que quero um novo amor.
Todo dia eu penso que quero um amor novo.

Todo dia, o dia todo, eu digo que eu penso que eu quero um amor de novo. Ou quem sabe, eu penso em dizer que quero um amor novo de novo.

Penso que quero. Este amor, aquele amor.

Aqueles olhos que fechados, me olham. Que piscando, me enamoram.
A diferença entre aqui e lá, antes e depois. Agora.
Amor no feminino. Amora.



foto:tai

20 de outubro de 2011

Paraíso musical

A introdução de Paradise é como o começo de um filme bom: te prende e te faz ficar ali, esperando, por tudo aquilo que há por vir de bom. Sem decepcionar, entrega bem mais do que esperado, entrega uma melodia doce, que emociona, que te faz querer cantar junto.

19 de outubro de 2011

Casulo

Sempre querer mais, sempre pedir demais. Insaciável. Insolúvel. Palavras que se misturam pra representar um sentimento que não consigo dizer. É uma sede, uma vontade, um desejo. É uma força violenta que guardo dentro de mim, como se meu casulo estivesse apertado. Como crescer sem ter que explodir tudo ao meu redor? Como caminhar com passos lentos quando a minha pressa de viver é latente, tão latente que machuca. Eu quero mais. Quero beijos, sorrisos, olhares, mais chuva. Quero quebrar esse hiato, preencher esse vazio de uma vez por todas.

5 de outubro de 2011

Síndrome de Mulher Maravilha

A real é que eu não sei segurar as pontas sempre. Não dá pra ser a Mulher de Aço, a Mulher Maravilha todos os dias, o dia todo. Cresci e continuei brincando dessa coisa de “super-herói” que, às vezes, não dá certo. É pressão, cobrança, situações com as quais não sei lidar. E invariavelmente eu não sei lidar com erros. Especificamente: eu não sei lidar com os meus erros.

Brinco e esqueço que até mesmo quem tem olhar de raios-X e sabe voar, tem também pontos fracos. Fui programada como um robozinho pra sempre (tentar) a excelência em tudo o que faço... E cada fracasso, cada erro cometido durante a vida, cada coisa que ainda tenho que consertar, numa vã ilusão de que uma hora vai ficar “tudo certo”, trazem para a superfície, trazem à tona, coisas com as quais não sei bem como lidar. Aí me sinto uma criança. Uma criança sozinha e sem qualquer tipo de estrutura para perdoar os próprios erros, sem qualquer fundamentação pra compreender que todo mundo erra e que principalmente: eu também erro.

Não é questão de admitir. Eu sei que erro. São sentimentos muito mais arraigados do que as palavras me permitem explicar. A sensação de mãos atadas é uma das piores na vida. A de impotência também. Há todo um processo de gerir sentimentos e atitudes que venho analisando. E eu não sei se o resultado de todos esses quase vinte e sete anos está saindo conforme o esperado. Bem vindos, estou novamente em crise. Existencial, como obviamente havia de ser. Estou feliz com o rumo que as coisas estão tomando. O problema é que com o rumo que as coisas estão tomando o que sou agora não é exatamente aquilo que eu deveria ser dentro de um plano de perfeição que eu criei baseada nas expectativas de ser a filha que meu pai gostaria que eu fosse.

Se bem que, no fundo, eu acho que ele não conhece a filha que tem. E se ele não a conhece, a culpa (em parte), acaba sendo minha também. Talvez porque aquilo que demonstro ser, ou o reflexo da minha vida que chega até o homem que me deu a vida, não seja exatamente a realidade. Mas e aí, quem tem razão? Será que o que chega nele é mesmo tão distorcido? Nem tanto, penso comigo mesma. O ruim é que parece que só meus erros aparecem quando se trata de analisar a vida da Priscila.

E eu me cobro. Eu me cobro todos os dias. Por mais que em alguns desses dias eu simplesmente não faça nada a respeito. Então lembro novamente das palavras de Santo Agostinho que ele me disse uma vez: “Palavras comovem, exemplos arrastam”. Pois bem, o que estou fazendo agora? Palavreando. O que não muda exatamente nada na minha vida.

Não muda meus erros, não muda o sentimento de impotência, não muda o arrependimento, não muda o peso de saber que existem pessoas tristes comigo ou por minha causa, não deixa mais leve a responsabilidade (ou falta de) que eu, por vezes, tive e que agora me aparecem à frente, na forma de problemas à serem resolvidos. Junte a tudo isso, pesadelos, insegurança, uma sinusite e uma espécie de solidão que me consome pouco a pouco. Não é presença física, é a falta de uma referência, um ponto chave, um porto-seguro que acolha esse pequeno barco perdido voltando de uma tempestade no mar.

21 de setembro de 2011

Cinzazul (não é laranja)

A tarde passou enquanto eu anoitecia por dentro. A escuridão tomando conta, o frio fazendo companhia. Até a chuva resolveu aparecer para molhar o rosto já molhado de lágrimas. Das palavras, companheiras da cerveja amarga, poucas restaram para atestar o céu “cinzazul”. O tédio e a melancolia brindaram juntos e fizeram a festa no quarto. Tomaram conta da cama, do chão e do coração.

8 de setembro de 2011

das inúmeras interrogações que eu tenho na cabeça

E vem aquela tristeza de novo. Aquele velho sempre conhecido e novo vazio. É ausência. É falta da falta. É angústia. É pergunta sem interrogação. Interrogatório. Me pergunto tantas e tantas coisas e tão repetitivamente que o cérebro acostuma-se a sempre colocar uma interrogação na ponta da língua enquanto eu me esforço do outro lado pra não dar com a língua nos dentes. E de expressão em expressão eu me expresso. Não tão rápido, não instantâneo. Não da maneira como um sonho bobo e infantil toma conta do meu sono. Um precipício. Um salto. Um voo curto. As palavras não dão conta de dizer tudo, não dão conta de preencher toda essa coisa que me consome. Um jogo. Outro jogo. Uma estratégia. Uma história. Conto um conto como quem quer passar as horas a jogar conversa fora. A lacuna está preenchida com interrogações e por enquanto não tenho nenhuma resposta que me satisfaça.

1 de agosto de 2011

Ela não é irmã de Cecília


Se fossem outros tempos, diria que ela é irmã de Cecília. Ou parente. Que tem o mesmo sangue, ainda que fosse aquela prima distante. Mas a ginga é diferente. O rebolado por essas bandas, é outro. É um palavrão cantado alto, tão alto quanto o grito de quem não tem medo de ser o que se é. E tem também uma classe. Uma pose no chique do preto. Algo sério. Preto no branco como um dia foi e como nunca há de ser novamente.
Pensando bem, ela não pode ser parente de Cecília, porque ela encanta. Ela bebe, e quando ninguém vê, mexe com todos aqueles instintos que andavam guardados pra outras ocasiões.

Coloco meu traje de gala e saio à paisana. Passeio pelas ruas numa esperança fútil de encontrar aquela que jurei ser parente de Cecília.

Que ofensa.
Cecília era aquela puta... Aquela que trocava cartas de amor e noites de sexo sem pudor por qualquer nota rasgada... 

****

Enamorei-me.
Não foi amor. Nem paixão, nem tesão.
Foi só um desejo que brotou na alma. Um desafio lançado, um jogo de cartas marcadas.

28 de julho de 2011

Estação fora do centro


Sabe, eu curto essa coisa de sair escrevendo sem eira nem beira, sem querer chegar a lugar algum.
Gosto da maneira como letra à letra, as palavras surgem. E eu gosto de me repetir, de reafirmar minhas ideias.
Gosto também da paixão que brota sem querer, que surge como o sol no horizonte e aquece - ternamente, como calor de colo amigo - até mesmo a mais fria das noites.

Conto minutos para um horário incerto, para um momento que não é calculado com o badalar do sino do relógio da igreja. Conto contos. Espero. Anseio. Desejo.

Aumento um ponto. Reticências...
Várias.
Variáveis.

Possibilidades. Pos-si-bi-li-da-des. Repito em voz alta.

É noite e na rua lá fora só ouço alguns poucos carros a passarem correndo pela avenida. Um som abafado e longe, mas ao mesmo tempo próximo, como se o passar dos carros fosse um sinal de que a vida continua, sem cessar... Sempre correndo...
Mais reticências...
Mais paixão.
Mais um sentimento que é criado apenas para preencher com palavras um espaço que antes não existia. Mais um desejo, e mais uma vez me repito.

Uma vez eu disse que sou excêntrica, uma coisa assim fora do centro, original, extravagante... Apesar disso, acredito que mesmo estando fora do centro sou um círculo e vivo de ciclos... E essa sensação de viver em ciclos de certa forma me conforta e me faz sentir natural como as estações do ano: que se repetem sem jamais serem iguais.

22 de julho de 2011

Vermelho paixão

Mais um daqueles contos, quase do vigário, mas sem santidade alguma.
Desta vez são apenas palavras sobre um cotidiano comum e repetitivo. Um algo que não existe, mas precisa ser criado.

Manhã tão bela, inverno quase no fim. Céu azul característico desses dias secos no interior. Ao meio-dia era possível ter aquela ilusão de ótica quando se olha para o asfalto quente e achamos que está tudo molhado.

No caminho de volta, um pé com frutinhas vermelhas chamava a atenção de quem por ali passasse. Não lembro o nome da planta e menos ainda de seu fruto, sei que sua cor era como paixão: intensa. Os frutos pareciam doces, afinal os mais altos foram devorados pelos pássaros.

Naquele dia, justo naquele dia, enquanto ali passava e notava a cor vibrante, xinguei-me em pensamentos por não ter comigo a câmera fotográfica. A velha e boa câmera fotográfica herdada do avô, com avanço manual do filme.
Provei da fruta. Não resisti. Resistência também faltou ao meu corpo minutos depois: mal lembro como cheguei até em casa.

Caí em febres por toda a tarde. Delirei.
Entre delírios e arrepios, sonhei com um par de olhos amendoados. Bonitos. Dóceis. Misteriosos.
A febre passou. A dor se foi.

Ficou a lembrança daquele par de olhos a me fitar. Passei a procurar pelos par de olhos em todo canto, queria saber a história, saber o que já haviam visto por aí, que sentimentos haviam causado em quem os carregava na face.
Tão intensa quanto o vermelho da fruta foi a paixão que brotou em mim por aqueles olhos que nunca descobri de quem realmente são.

Vez ou outra, os vejo, ora dormindo, ora lembrando-me dos sonhos... Sempre questiono se o sabor dos lábios dos olhos amendoados seriam tão doces quanto a fruta que me fez arder em paixão...

15 de julho de 2011

Gap


Não é que os bons e velhos amigos já não são tão bons e tão chegados... Não é porque um email não é enviado ou uma pergunta não é feita que não quero mais saber como está tudo e todos...
Não é que falta carinho. Na verdade, na vida a gente vai levando as coisas meio que no malabarismo, tem sempre algo na mão e sempre algo no ar.

Às vezes algo fica mais tempo no ar, enquanto a gente lida com coisas mais pesadas... Enquanto uma dor insiste em doer, enquanto existe uma noite mal dormida... Enquanto o humor não é dos melhores...
Tem coisas que pra eu não deixar cair, prefiro não segurar... E pra outras coisas prefiro exagerar nas reticências. É uma continuidade que pode, ou não, existir...

É estranho quando tudo começa a ficar legal, e ao mesmo tempo você nota que ainda falta algo... Será que todo mundo é sempre assim... incompleto?

30 de junho de 2011

Como as pessoas me enxergam no twitter?

Recentemente o YOUPIX publicou um post perguntando "como as pessoas te enxergam no twitter".

Curiosa que sou, resolvi copiar todas as minhas 71 listas pra ver o resultado:
E não é que condiz com aquilo que eu sou e com o que desejo ser na rede!?
Isso consolida alguns pensamentos meus, e que em breve, volto para falar sobre eles (ou não)

28 de junho de 2011

Infográfico: Qual a quantidade de dados que vamos produzir este ano?

Esse post bacanudo no Mashable mostra o infográfico abaixo. Baseado no tempo em que passamos postando coisas no Twitter e no Facebook, você já parou pra pensar quantos dados vamos produzir e armazenar?

É, dá pra tentar calcular um número: aproximadamente 1.8 zettabytes. Pra simplificar: seriam necessários 57.5 bilhões de iPads de 32gb pra armazenar tudo isso.


Imagem by Sasha McCune

21 de junho de 2011

Porém

Há dois dias tento porque tento escrever algo que preste. Falta algo. Falta raiva correndo pelas veias, faltam lágrimas escorrendo pelos olhos. Falta aquela palavra na ponta da língua. Falta até mesmo aquela ofensa que brota quando dá na telha.

Não falta alegria.
Não falta vontade de recomeçar do zero.

Às vezes falta revisão. Em outros casos, o que falta mesmo é visão.
E nessas ausências, nessas transparências, nessas entrelinhas, nesses risos contidos, nessas coisas pequenas, bem, sobra muita coisa. Sobra orgulho-ferido, sobra soberba, inveja e recalque.

Procurei por palavras por dois dias. Palavras que pudessem preencher um espaço ou que pudessem dar nome a esse sentimento no peito.

Carrego em mim certo desprezo, certo nojo. Um asco sem fim. Carrego um “porém” que não sei onde por. Um “enfim” que não se junta ao só.

BUARQUE, Chico

"Estava à toa na vida, o meu amigo me chamou, pra tomar uns chopps na vida e reclamar do amor!"

Strokes pra fechar a noite



"Twenty ways to start a fight"


Pra fechar a noite de segunda e começar a terça bem...
Semana curta, semana boa. E lembre-se: Você só vive uma vez!

12 de junho de 2011

Sobre escolhas

Sabe, às vezes a vida insiste em doer mais do que o julgo necessário. É foda, e me desculpa o palavrão, mas é foda viver. Aliás, é foda crescer.

Quando eu era criança minha vida se resumia em coisas simples e quem administrava grande parte do meu tempo não era eu, era meu pai, era minha mãe. À bem da verdade, não havia essa coisa de ter que decidir a toda hora, não era eu quem escolhia a grande maioria das coisas... No máximo decidia a cor da próxima camiseta ou o estilo do próximo tênis, mas ainda assim, não tinha muito para ser escolhido.

Não havia o que administrar: era escola, casa, lazer e igreja.
Acredito que crescer é justamente isso: decidir por conta própria. É escolher ser feliz numa determinada carreira, é decidir entre ficar triste ou MUITO triste com o desemprego que às vezes bate à porta.
E crescer dói um pouco mais quando o assunto é coração. Porque em meio a tantas escolhas, como acordar e ir trabalhar fazendo cara de paisagem quando a dor daquela relação que não deu certo ainda está latente, essas escolhas relacionadas aos sentimentos acabam ficando pra depois, acabam não tendo tanta “importância”, afinal o mundo não para e você não tem direito a folga por ter o coração quebrado em pedacinhos.

Durante a adolescência, vá lá, ainda é mais fácil... Você no máximo mata uma aula para chorar no colo da melhor amiga na escola. Até porque ter amigos nessa fase é mais fácil. Você encontra com muita gente todo dia, e geralmente não rola pressão, como no trabalho.
É mais fácil sofrer quando não se é adulto. Porque você se permite sofrer, até porque não há mais nada pra se preocupar, dá pra ter mais tempo pra deixar as coisas cicatrizarem, e não simplesmente ficar fingindo que tá tudo bem para todo mundo. Porque né, venhamos e convenhamos: chorar por um coração partido aos 15 é bem diferente de chorar pelo mesmo motivo quando se está quase beirando os 30.

Não sei como ou porque, mas parece que a parte que justamente é aquela que nos dá a maior parte da nossa felicidade é meio que condenada a ter menos espaço/importância na vida.
Trabalhar é necessário sim. Exercer uma atividade da qual você goste é fundamental para considerar-se uma pessoa feliz, mas isso não é tudo. É parte, é complemento. Há quem se realize apenas trabalhando. Não sou dessas. Acho amor tão fundamental quanto ter um emprego bacana na área que você gosta por uma remuneração que te deixe feliz também.

E porque estou escrevendo tudo isso? Simples, porque às vezes eu só queria voltar a ser criança e não ter que fazer escolhas. Só por alguns minutos. Só até essa angústia chata passar.

10 de junho de 2011

Personal Hell



Não sou de traços.
O que desenho são letras.
Hoje, excepcionalmente, resolvi mudar.
Não tem técnica alguma, nunca fui boa com desenhos/ilustrações e coisa que o valha...
Quando o assunto é imagem, prefiro a boa câmera fotográfica.

9 de junho de 2011

Deriva

Cada minuto do dia acrescenta uma angústia. Acordo cinza, tal qual o céu lá fora que derrama a água que não brota dos olhos. Inchados, percorrem o quarto analisando cada detalhe, procurando algo novo que não existe, nem dentro nem fora do que sou.
O mesmo sempre me perturbou. “O de sempre” só me serve em poucas ocasiões.
Tenho asas e só quero voar ainda mais alto, mas esse céu, esse tempo, o pinga-pinga na janela do meu quarto, o tic-tac inexistente do relógio, tudo isso só prolonga a melancolia, o tédio e a angústia.
Se hoje mar eu fosse, me afastaria da costa, se barco eu fosse, ficaria à deriva por horas e horas, porque embora a chuva seja calma e praticamente silenciosa, sei que a tempestade acontece dentro de mim.

6 de junho de 2011

Twitter: Carapuça tamanho único

Aula básica de comunicação (e Língua Portuguesa também):
Emissor → mensagem → receptor, correto?

Como fica esse papo quando chegamos às tão faladas “Redes sociais”?
Bom, eu não tenho a intenção de escrever um artigo técnico e tão pouco fiz pesquisas sobre o assunto, logo, o que você encontra aqui são apenas reflexões de uma comunicóloga que há um tempinho vem pensando no assunto e que agora resolveu escrever.
Vamos lá! Quando você publica algo em sua página, obviamente você pensa que os receptores dessa mensagem serão apenas aqueles que te adicionaram ou te seguem, como é o caso do Twitter, estou certa?

Partindo desse pressuposto, a mensagem só poderá ser, de certa forma, plenamente captada por aqueles que fazem parte do contexto e/ou que possuem o repertório necessário para apropriar-se do conteúdo e compreende-lo. No caso do Twitter é difícil construir um contexto em apenas 140 caracteres, principalmente porque dentro da timeline são poucos os que se atentam para pesquisar e tentar entender se aquela atualização tem, ou não, relação com as anteriores.
Penso que cada atualização é uma pílula. Às vezes a pílula saiu da mesma caixinha e tem o mesmo conteúdo, mas às vezes, um tweet não possui a menor relação com o anterior, exceto pelo fato de ser emitido pela mesma pessoa.

Quando tuitamos algo, o óbvio a se pensar é que aquela mensagem chegará tão somente aos nossos seguidores, o que não é verdade, afinal quem mantém o perfil livre do “cadeado” expõe a quem quiser visitar a página o conteúdo de suas pílulas.
Utilizando esse exemplo das pílulas, cada emissor transmite um conteúdo conforme as pessoas que o seguem, como se somente quem segue aquele perfil tivesse a “receita médica” para fazer uso daquela “medicação”.

Quando alguém que não possui a “receita”, isto é, não segue um determinado perfil e não tem relação direta com aquilo que foi publicado, as chances de termos uma “intoxicação informacional” são grandes. Essa “intoxicação” pode ser compreendida como o famoso ruído na comunicação, que a gente estuda nas aulas das quais falei no início desse post.
Talvez por conta desse ausência de contexto/repertório o Twitter é o palco para diversos mal-entendidos, onde comumente pessoas são julgadas (ou pré julgadas, se assim fica melhor) por conta da falta de preparo de quem tenta absorver o conteúdo.

Hoje por exemplo o Tiago Leifert passou por uma situação parecida: Durante o Globo Esporte, Tiago fez uma brincadeira com o jogo de tênis entre Nadal e Federer, que rolou durante o final de semana, pelo fato do jogo ter sido disputado no saibro.
Após algumas horas, a brincadeira repercutiu no Twitter e Fernando Meligeni sentiu-se ofendido ao entender que Tiago havia falado mal da modalidade esportiva, o que não ocorreu.

Outra vítima constante dessas “pílulas consumidas sem receita” é a, também comunicóloga e astrofísica, Rosana Hermann, que sempre tem que justificar uma outra ironia postada pois o repertório de quem lê não é suficiente para a compreensão daquilo que é apresentado.
Isso sem falarmos das pessoas que se apropriam das “pílulas” como se determinadas publicações fossem direcionadas a essas.
Uma das formas de referenciar ou direcionar uma publicação é citar a @ de quem você deseja relacionar no tweet.

Todavia, o Twitter muitas vezes se transforma numa máquina de indiretas. Só que aí tenho uma opinião bem consolidada a respeito: se não tem sua a @ e você não faz parte dos seguidores daquele perfil, provavelmente aquela mensagem não foi para você. Se ainda assim você se sente como “portador da receita daquela pílula”, bem, só posso dizer que (in)felizmente a “carapuça” serviu.

5 de junho de 2011

Música do dia: A quarter past wonderful

Conhecido por seu clipe utilizando stopmotion, Her Morning Elegance, o israelense Oren Lavie, foi a escolha pra passar a tarde me acompanhando.

O cd, "The Opposite side of the sea" foi lançado já tem um tempinho, mas é sempre bom escutar a melodia suave da voz de Oren.

O destaque de hoje fica por conta de "A quarter past wonderful", com um violão que me deixa saudosa de colo e cafuné.

29 de maio de 2011

Questões pra se pensar

Das coisas que eu nunca vou entender na vida:

Um gay, assumido ou não, que critica outra pessoa por sua orientação sexual.
Acredito que sendo "iguais" deveriam respeitar-se e lugar por respeito, visto que as manifestações de homofobia têm crescido e, o que mais assusta, seguidas de violência.

Se os próprios homossexuais não se respeitam, e trocam ofensas entre si, como vão, perante à sociedade, cobrar direitos iguais?

Não há palavra que defina meu nojo. Talvez "ridículo" se aproxime do ideal, mas "ridículo" ainda é pouco.

28 de maio de 2011

Estação Inferno

Não há pesar que traduza
Não há “apesar” que transforme
Não há o quê dure
Não há mágoa que perdure
Não há sentido na vida
Não há dinheiro na conta
Não há sorriso que volte nos próximos dias
Nem nas próximas horas

Este ano
No meu peito, chegou antes o inverno
Chegou antes o inferno

19 de maio de 2011

O bufão

Esse texto também poderia ser chamado de: "Delírios de uma noite sem coesão".
Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência


E aí veio aquela ânsia novamente.
Aquele desejo de pular do precipício e sair voando em seguida. Aquela angustia que rasga o peito, a dúvida que tira o sono.

Como e qual seria o próximo passo?
Não sabia. Não há prerrogativas inerentes a essa fase do jogo.

A Vida, essa criança peralta, pregava peças. Brincava, num concerto onde, para o erro, não há conserto.
Conforme o hábito adquirido, as palavras iam surgindo, quase na mesma batida da música. O mesmo compasso que marcava também os passos de quem, tarde da noite, rumava para casa. Ainda que "casa" fosse a denominação de um "nós" que cambaleava. Um figura de linguagem, um personagem fatal, um ciclo sem fim próximo.

E aí surgiam perguntas.
E o centro do mundo mudava de umbigo. E o umbigo do mundo mudava de centro.
E o rei virou bobo da corte.

Bufão. Bufando impropérios e tolices a quem quisesse ouvir. Divertindo toda a corte sem saber.

No meio disso tudo, o sadismo divertia a alguns poucos.
Era ironia demais. E irônico também era o fato de levarem essas peraltices à sério.
Irônico e cômico.

O assunto muda.
Sinto dificuldade de fixar essas memórias. Esses pensamentos tolos e sem razão que insistem em brotar.

Não há uma linha de raciocínio. Não há coerência. Muito menos coesão.
Não há verdades, mas há entrelinhas.


O bom humor viu no Bufão, que deveria fazer rir, o seu algoz então não esperou a pena de morte e suicidou-se.

17 de maio de 2011

Hipnotizante


Essa é a palavra que eu usaria para resumir o show de Miranda Kassin durante a Virada Paulista em São José dos Campos, no que podemos chamar de edição interiorana da Virada Cultural que é realizada na capital paulista.
Com repertório diversificado e repleto de medalhões musicais, Miranda mostrou seu talento a quem se dispôs a curtir um programa no melhor estilo “corujão”.

Teatro Municipal lotado e empolgado, receptivo à simpatia da cantora famosa por interpretar Amy Winehouse, por vezes, melhor do que a cantora, isso na minha humilde opinião.

A banda tem entrosamento, se completa de uma forma gostosa de se ver tocando. Tudo é festa. Rolou até trenzinho no meio da galera.

Perplexos, muitos se aproximaram do palco pra conferir de perto a veracidade de cada nota cantada durante a madrugada de sábado para domingo.

O show termina com Queen, acompanhada a plenos pulmões por muitos dos que deixaram seus lugares pra participar da festa a frente do teatro, ela deixa o palco e nos deixa também com um gostinho de “quero mais” e a esperança de que Miranda volte logo pras terras joseenses.

E aproveitando: Feliz Aniversário pra Miranda, afinal hoje esse talento todo completa mais um ano de vida.

8 de maio de 2011

Google faz homenagem ao Dia das Mães

Como é de praxe, o buscasdor Google troca o doodle para homenagear o 2º domingo de maio, onde comemoramos o Dia das Mães.




E aí, já deu Feliz Dia das Mães pra sua mãe?

Enquanto isso, no Twitter, MILF consta entre os Trending Topics mundiais, a sigla significa "Mother I'd Like To Fuck" (em português, "Mãe que eu gostaria de foder").

Exemplos de MILF's:
Angelina JoliePaula Toller


No Brasil, temos em posição de destaque o #felizdiadasmaes e #happymothersday

24 de abril de 2011

Colbie pra fechar o feriadão



Tem momentos que uma música faz toda a diferença. Fim de feriado, hora de pensar na próxima semana.


dica da @nateds

18 de abril de 2011

Sobre os Losers de Glee

A internet nos permite inúmeras coisas. A liberdade de expressão é uma delas. O direito de escolha de tornar ou não algo público, também. E sendo assim por termos essas duas escolhas em mãos é que deveríamos, todos, ter um pouco mais de consciência e como comunicólogos compreendermos que apesar de tudo, a web e seus escritos funciona como uma via de mão dupla.

Manter um blog ou uma coluna que aceita comentários e censura-los somente porque vão de encontro as próprias opiniões demonstra, no mínimo, imaturidade. Acredito que as ferramentas disponibilizadas para moderar comentários foram criadas para evitar abusos como o spam. Lixo eletrônico é que mais se dissemina por aí, principalmente no Brasil, mas não vou puxar estatísticas a respeito, meu foco aqui é outro.

Não condeno o gostar ou deixar de gostar das coisas. Condeno críticas infundadas a fim de tentar parecer melhor do que os outros. Ainda hoje li uma crítica sobre Glee, uma das séries que acompanho. E quem me segue no twitter poderá procurar entre os links postados. Até aí, tudo bem. Não gosto do Corinthians e não deixo de ser amiga de algumas pessoas por isso. Faço minhas piadas, mas não acho ninguém mais inteligente, intelectual ou burro por conta disso (apesar das piadinhas).

Afirmar que “Sabemos que a maioria do público que vê essa tolice faz parte da cultura popular" é voltarmos para discussões desnecessárias. Não acho que o que é popular é ruim. Muito pelo contrário: tradições são exatamente isso: cultura popular. Madonna é pop. Michael Jackson é pop. MPB é justamente isso: Pop! Agora quero ver alguém dizer que MPB não é coisa de intelectual. Vá lá, e diga que Chico Buarque não é intelectual.

Daí a chamar de “Losers não são apenas os personagens, mas também os roteiristas dessa chanchada.” tem muito chão. O intelectual em questão esqueceu-se de parâmetros para comparar as coisas, e até mesmo a chanchada tem seu valor cultural, afinal durante muito tempo foram as únicas produções que o Brasil conseguiu efetuar.

Por último gostaria de comentar “Concordar ou não é uma questão de repertório, entendimento e gosto. Não estou aqui para mudar conceitos, agradar ou provocar pessoas. Pauto minha opinião e pronto.” Se não está afim de agradar ou transformar conceitos por que causa, motivo e razão não abre os comentários para que todos, assim como eu, possam mostrar o que pensam?

Pra quem acha que ver Glee é ser Looser (ou perdedor) fica a letra de uma das músicas compostas especialmente para a série: Loser like me.




ps: aqui todo mundo é livre pra dizer o que pensa, sem moderação! Só não vale apelar com palavrão! ;)

15 de abril de 2011

Missão "Procura-se": Atualizando a vida profissional


Seguindo a linha do tempo da minha vida profissional, paramos em dezembro de 2009. Deixei a vida acadêmica por completo. Curiosamente sai da Unip e da Anhanguera no mesmo dia. Exatamente no mesmo dia.

Recebendo o seguro desemprego resolvi aproveitar um pouco a vida e ir viajar. Após alguns meses em casa aproveitando a companhia do meu pai, pousei nas terras nordestinas, mais precisamente em Salvador. Curti o sol e o todo o tempero baiano por alguns dias.

Ao retornar ingressei na Performa Comunicação onde atuei como analista de informação. Durante alguns meses fiquei por dentro de tudo o que dizia respeito a aeroportos e aviação. Revezando nos feriados e finais de semana. Foi uma época de aprendizagem muito bacana, até porque, até então, eu nunca havia trabalhado em agência. Pouco mais de um mês após a minha saída da agência, ingressei no YouClube, aqui mesmo em São José, como Social Media.

Durante os últimos meses desenvolvi, ou tentei desenvolver, um trabalho bacana no YouClube. Fiz um estudo da base de cadastrados, colocando em planilhas cada detalhe do nosso banco de dados. No YouClube eu gerenciei o processo de comunicação por meio das redes sociais, além de escrever para o blog. Também fiquei responsável por produzir o conteúdo textual dos emails marketing e aprovar a arte, que era produzida numa agência externa.

Comunicados, quando haviam, era redigidos por mim. Além de analisar outros dados com relação à visitação do site e abertura de nossos emails.

Uma das ações mais legais que eu fiz no YouClube foi um publieditorial no blog Testosterona, comparando um iPad com a Mulher.
O resultado foi bastante satisfatório. Mais de duas mil pessoas se cadastraram por meio do link divulgado, além de alavancar o volume de visitas e consequentemente o de vendas.

E agora, como eu estou?
Isso é assunto para um próximo post.

14 de abril de 2011

Não mais como antigamente

Tenho uma pequena paixão por bloquinhos de papel.
Folhas de rascunho, juntas, formando um só objeto. Gosto de riscar e rabiscar. Gosto de ficar desenhando linhas e imaginando onde é que isso tudo vai dar.
Tento prever o futuro, mas é inútil. Meus “deja vus” já não são como antigamente. Tudo muda, e eu me calo com essas situações não consentidas.

Na verdade essa situação toda me sufoca. Me faz querer ir embora, sair correndo e dormir enquanto isso tudo não acaba.

9 de abril de 2011

Incomp...


Resolvi colocar um cd velho pra tocar. Entre tudo o que poderia escolher para hoje, resolvi ouvir System of a Down. Sei que coisas doces viram pela noite, porque tem Tiê e o lançamento de “A coruja e o coração” e talvez por isso tenha escolhido algo tão “violento” como forma de contrabalancear toda essa doçura.
Hoje não foi uma dessas sextas repletas de alegria. Há um tempo não tenho momentos de alegria plena. É difícil dizer, colocar em palavras esse aperto no peito que me sufoca sem matar, que marca sua presença silenciosamente em cada minuto do meu dia.
Por vezes tento escrever, por vezes rabisco palavras, nada me satisfaz.
Fica tudo assim...
Incompleto.

8 de abril de 2011

Missão "Procura-se": Depois da faculdade



Entre estágio, efetivação e promoção passei mais de três anos na Stereo Vale. Meu primeiro registro em carteira como jornalista pertence à radio que tem mais de 30 anos de história pra contar.

Após eu ter me formado fiquei mais um tempo por lá, fui promovida e ajudei na implantação do Jornal Stereo Vale, juntamente com a Jovana Bubniak. Aí juntei as habilidades de edição com o que aprendi na escola e me tornei repórter. A Jovana me auxiliou e muito nesse processo e me deu dicas preciosas. Mas tudo que é que bom acaba. A emissora foi adquirida pelo grupo Bandeirantes de Comunicação e grande parte da equipe foi desligada. Ainda que tenha sido uma saída triste, guardo ótimas recordações de lá e ainda hoje sou agradecida ao Elói Moreno por ter acreditado em mim.

Após sair da Stereo Vale fui parar na Unip à convite da Prof. Fátima Gamallo. Outra pessoa a quem devo muita coisa tanto no âmbito profissional quanto pessoal. Dentro da Unip eu fiquei responsável pelo laboratório de Rádio e TV do Campus Dutra, aqui mesmo em São José. Essa atividade me proporcionou muitas coisas. Além das (inúmeras) amizades conquistadas, entrei e comecei a gostar bem mais do universo acadêmico. Acredito que trabalhar na Unip me ajudou a desenvolver ainda mais o meu espírito de liderança, coordenação e desenvolvimento de projetos. Também vi que gosto de ensinar o que eu sei. Isso despertou em mim um desejo de lecionar.
E o desejo foi saciado: Em 2009 passei a dar aulas na Anhanguera Educacional de Jacareí. O 3º semestre de Publicidade e Propaganda teve a oportunidade de entrar pra minha história como professora de Linguagem e Produção em vídeo.

- Vídeo? Peraê, Pri, você não trabalho na rádio, de onde surgiu esse lance de vídeo?
- Calma que eu explico: Ainda na faculdade eu comecei a trabalhar voluntariamente na Univap TV. Hoje mudou de nome, mas o núcleo continua o mesmo. Fique por lá durante um ano. Nesse período aprendi a fazer edição de imagens, inclusive tenho alguns programas que foram veiculados nacionalmente na Rede Vida. Era o Vida e Cidadania. Durante esse um ano em que fiquei na Univap TV, editei as imagens de alguns desses, além de operar VT e mesa de áudio em transmissões ao vivo para o Canal 14, com o qual tínhamos uma parceria.

Uma curiosidade? Evaristo Costa também já trabalhou na Univap TV.

Aguarde, que ainda tenho mais a dizer sobre a minha vida profissional...

6 de abril de 2011

Missão "Procura-se": Minha história


Dentro da saga é interessante me apresentar como profissional, afinal vocês que costumam ler o blog só conhecem a faceta sentimental, que tenta - em vão - escrever algumas coisas por aí.
Se você ainda não sabe, vamos lá: Sou jornalista, graduada, dessas pessoas que tem um MTB. Me formei em 2006 pela Univap, junto com uma turma que me faz ter saudades quase sempre. Uma turma que às vezes se esbarra por aí, em coletivas, cinemas e bares, porque jornalista é tudo meio boêmio, né?

Antes mesmo de me formar já gostava de informática e principalmente: internet. Por conta disso entendo de tudo um pouco. Me viro com formatação, faço instalações sem problema algum. Sempre estou baixando algo pra testar e aprender a usar.
Gosto de fotografia e fotografo casamentos. Trato fotos com Photoshop e tenho umas noções do LightRoom. Também tenho noções básicas de Corel Draw e Illustrator. Uso PC, me viro com Linux e se precisar uso Mac também.
Trabalhei três anos na Stereo Vale. Sim, a rádio. Uhun, eu cheguei a apresentar alguma coisa por lá.

Minha história por na rádio é bem bacana: comecei como estagiária em 2005, fui efetivada como operadora de áudio. Durante esse tempo eu fizx edições de áudio e a parte técnica na gravação de alguns programas. Também aprendi a trabalhar com a programação comercial da emissora. Multitarefas, ajudava no atendimento tanto por telefone quanto pessoalmente. E olha que atender telefone de emissora de rádio não é lá uma das tarefas mais fáceis: a Stereo Vale era líder de audiência aqui na região, então imagine como era o telefone...

Me formei e fui promovida a Jornalista. Comecei a fazer a redação das notas informativas que rolavam durante a programação. Comecei a produzir o Espaço Brazuka, que era um programa voltado pra bandas e artistas independentes. Trouxe Fake Number, Ludov, MackZero 5 e muitos outros pros estúdios da “Primeira FM”.
Durante 1 ano produzi e apresentei junto com Gilson Moraes (que hoje, se não me engano, trabalha na 89FM em São Paulo) e depois com Robson Miller (que agora está em BH) o programa Eu Que Sei.Com. O Eu Que Sei era interativo, ao vivo e com participação dos ouvintes que respondiam uma enquete e participavam com perguntas e comentários de algumas entrevistas. Nesse período entrevistei bastante gente bacana: a nadadora Fabíola Molina , Megg Stock – que na época ainda estava no Luxúria, a primeira mulher a faturar um Rally dos Sertões: Moara Sacilloti, a pequena Carol Oliveira – que interpretou Maria em “Hoje é dia de Maria” e muita gente bacana.
Também na rádio eu era responsável por registrar em fotos os eventos e atualizar o site com diversas informações. Se naquela época o Twitter já existisse e Facebook fosse pop como hoje, com certeza eu seria a mulher que o atualizaria.

Acha que acabou por aí? Minha vida profissional estava só começando...

4 de abril de 2011

Missão "Procura-se": O início


Trinta dias. Uma meta: arrumar emprego antes do meu aviso prévio terminar.
Redes sociais, e-mails, telefonemas. Buscas, ansiedade. Entrevistas. Tudo isso vai fazer parte do meu cotidiano nos próximos dias. Poderia até ser mentira, e eu esperava que fosse, mas dia 1 de Abril chegou com a dura notícia de que uma equipe inteira será desligada da empresa.

O clube de compras no qual trabalho está procurando por outros investidores e a empresa que o administra preferiu desligar a equipe e mais alguns funcionários do marketing. Sendo assim, mais de dez pessoas estão, novamente, disponíveis no mercado de trabalho.
Jornalista sabe bem a realidade da profissão, e sabe também que hoje em dia dificilmente alguém aposenta na empresa em que começou a trabalhar.

Tendo em vista esses acontecimentos, resolvi escrever sobre a minha (esperada) recolocação no mercado de trabalho.

21 de março de 2011

crase

minha prosa é rasa e leve.
não pesa os anos que tenho, não é profunda como meus sentimentos

pouco verso e muita prosa, o inverso do verso rabiscado em frases curtas
zero e um, um e zero, digito os digítos
digital
marca única como essa minha falta de estilo, essa minha falta de classe
as vezes, falta de crase.

não conto os pontos
mal pontuo
deixo sem sinais gráficos pois a mim me bastam os outros sinais
no espelho a ruga, entre os cabelos o fio branco

levo bem mais que experiências para ficar proseando por aí

15 de março de 2011

Borboleta de março

Tradicionalmente nessa época do ano, querendo ou não, eu vou me fechando.
Sei lá o porque, mas a proximidade do meu aniversário faz com que eu entre no meu casulo e assim permaneça durante um tempo. Março dói. Março dói e ao mesmo tempo traz uma alegria silenciosa, alegria que não precisa ser escancarada aos quatro cantos do mundo.

Talvez essa alegria silenciosa seja por saber que depois do casulo vem sempre a borboleta.ok, isso ficou gay

Sei lá, percebo que a idade, e mais do que a idade: a responsabilidade, chegou porque meu mundo não para mais pelos mesmos motivos que parava há dez anos atrás.

O show tem que continuar, continuar, continuar...
Aí eu fico bancando a forte pelo tempo que durar, quase da mesma forma como canta Marisa Monte...

Não sei quem foi que decretou que adulto não chora ou não tem sentimentos, ou qualquer coisa do tipo...
Meus dias não andam sendo os melhores, mas também sei que já passei por coisas piores, aliás coisas que só foram piores porque eu não tinha maturidade para aguentar a barra sozinha como faço hoje...

É pau, é pedra, é o fim do caminho... É dinheiro que falta, é um abraço e um carinho...
São as lágrimas de março me afogando um pouquinho...

12 de março de 2011

Outra vez

Não é amor já há algum tempo. Ficou aquele sentimento de posse, algo que até pouco tempo atrás eu sabia que era exclusivo.
Do carinho que restou, uma parte minha amarga egoisticamente a razão dos teus novos sorrisos. O melhor abraço, o melhor lugar do mundo era algo que pertencia a mim e a mais ninguém.

Por conhecer-te tanto e tão bem, conheço também o brilho do teu olhar quando fala de outro nome que não mais o meu. E sinto falta de saber me senhora dos tuas lembranças.

Outra vez.
Outra vez a gente se encontra e eu repenso em tudo o que passou. Te agradeço por ter contribuído na formação de tudo o que eu sou hoje...
Outra vez me pergunto perguntas sem respostas.
Outra vez, canto aquela nossa canção.
Com uma lágrima te vejo partir. E só posso desejar, que de coração (apertado), te façam feliz.

11 de março de 2011

Marte

O fato é que eu não quero que você se dobre, desdobre e faça todas as minhas vontades. Não quero alguém que obedeça. Quero alguém tão cabeça dura quanto eu quando o assunto é defender opiniões ou coisa do tipo.
Não vou justificar usando um signo astrológico, é ser rasa demais com algo que merece mais atenção. Não é a posição das estrelas que me faz ser assim, é o perfil com o qual eu me identifico.

Gosto de uma boa briga. Gosto ainda mais de uma boa reconciliação. E uma boa briga não é uma briga grande, escândalos e barracos. Boa briga para mim é aquela onde no final não tem vencedor, onde ao fim ambos crescem, porque se conhecem um pouco mais, porque permitiram dizer o que se pensa e o que se sente.

Ninguém é igual, ninguém pensa igual, ninguém age igual. Isso nos torna, antes de tudo: indivíduos, únicos, particulares. Justamente por isso saber brigar é uma qualidade que admiro tanto.
Barraco é pra qualquer um. Desce-se das tamancas, grita-se com ou sem argumentos (na maioria das vezes: sem) , uma boa batalha é para os nobres, para os inteligentes, para os que conhecem o inimigo.

Me dou ao luxo de não guerrear com qualquer um. Quero sempre alguém tão bom quanto eu, e até mesmo melhor. Todas as lições da sua vida com certeza você aprendeu com alguém que sabia mais do que você.
Tenho, sim, vontades desejos e expectativas. Tenho ambições. Só que também acredito que o que vem fácil, vai fácil.
Gosto das conquistas. De todas elas. Gosto de lutar por um sorriso e mais ainda: gosto que lutem por um sorriso meu.

Gosto de argumentos bem construídos, quase tão sólidos quanto aço.
Me estude, me entenda, conheça-me como se eu fosse seu maior inimigo e me atque, ainda que seja com beijos ou palavras carinhosas, não sei qual a sua melhor arma para me convencer ao que quer que seja, mas não desista de lutar.

6 de março de 2011

Certezas de um sábado de carnaval

Sabe quando do nada bate aquela certeza de que você é uma das pessoas mais sortudas da face da terra? E que Deus deve ter te olhado por alguns instantes e dito: "Ei, essa é minha demonstração de carinho por você"?

Pois é, sábado de carnaval (na verdade já é domingo), eu em casa, ao melhor estilo #foreveralone, comecei a me dar conta de detalhes que fazem a minha vida um pouco mais bonita a cada dia.

Um desses detalhes tem a ver com o meu atual relacionamento. Sério. Eu não tenho do que reclamar. Se por um lado eu sofri e fiz sofrer, por outro tenho a certeza que, mesmo com a distância, tenho ao meu lado uma das pessoas mais incríveis que já conheci.

Acho que eu nunca deixei claro, ou talvez nunca tenha expressado isso da maneira como deveria ser feita, nunca disse com todas as letras e sinais gráficos o quanto tudo isso me deixa com um sorriso bobo... Mesmo depois de tantos problemas, mesmo depois de tanta gente se metendo e atrapalhando, mesmo depois de tantas confusões, saber que eu tenho alguém, e que alguém também pode contar comigo, é algo que traz uma sensação de alívio.

Ninguém ou nenhum relacionamento é 100% em 100% do tempo. E nesse caso os momentos bons fazem valer todos os esforços, todos os gastos, todas as lágrimas já derramadas.

Meu coração hoje está repleto de saudade e sedento por construir lembranças ao lado de alguém especial, de alguém que eu já tenho e que justamente por já ter, me faz feliz.

Bom carnaval pra vocês todos!

23 de fevereiro de 2011

Relicário

Procuro por cada palavra não dita. Procuro por entre as linhas, entrelinhas tortas, num caminho sinuoso que me leva por aí.

Caminho só pelo caminho. Caminho grande, caminhão que passa e joga fumaça na cara como um velho a fumar seu cachimbo.

Velho e antigo, prisco. Um primor de pessoa: ranzinza pela manhã e impaciente pela tarde, assim meu gênio é.

Com o sono, as palavras não saem, apenas sussurram, deixando as frases incompletas.

Solidão se fez presente e me tirou o teu sorriso e aquele colo. E outras coisas. E o entendimento da vida.

Falta foco pra foca que não é mais bixo, assim mesmo com X, como quem assinala a questão na dúvida da resposta certa.

Mudo o foco e como numa velha fotografia tudo fica embaçado.
Não vejo meu futuro, não participo do passado.

20 de fevereiro de 2011

De Vênus, naturalizada em Marte

Só isso explica esse problema de comunicação.
Cresci em Marte, aquele que parte pra Guerra como solução.

Nasci como quem parte, deixando pra trás uma parte do coração.
De Vênus, tenho as luas... Ou nem isso.

6 de fevereiro de 2011

Mistureba

Tá, tá, tá, essa agonia cansa, essa agonia passa.
Tá, tá, tá, essa saudade metralha meu peito e eu fico vazando, vazando...

Cada furo, cada poro, cada ponto, vírgula, ponto-e-vírgula, tudo transborda esse vazio.
Esse monte de nada jogado no sofá num domingo tedioso.
Procuro por carinho, por colo, por aquela soneca depois do almoço com direito a cafuné de sobremesa.

Eu escrevo mas não passa.
Tá, tá, tá, eu sei que sou grande, eu sei, eu sei...
Fico me repetindo na frente do espelho, da janela e do monitor.
Eu olho pela janela do carro, eu encosto o queixo no volante e olho pra frente: o caminho que eu vejo é solitário demais para mim...

Eu sinto falta, eu sinto toda a falta do mundo em meio a uma multidão de pessoas, pensamentos e sentimentos. Tá tudo junto e misturado agora.

E lembro de Legião mas não lembro da canção.
E nada é o que é, e nada traduz o que eu sinto. Aí fico assim, com esse monte de palavra pela metade, esse monte de frase que não levam a lugar algum.
Fico, fico, fico.
Fico mais uma tarde sozinha. Fico mais um dia longe. E vou ficando, fico, fico, fico.

E vou, vou, vou.
Na casa da tia tem doce de figo, tem lasanha e sorvetão.
O queijo, salgado, tem o mesmo sabor das minhas lágrimas.

5 de fevereiro de 2011

Sobre sexta

Sabe quando você teoricamente dorme feito uma pedra mas acorda cansada?
Acordei assim hoje.

Mais do que cansaço físico, um stress mental toma conta de mim.
Acordei incompleta sentindo falta de uma parte de mim. Uma parte que eu não sei qual é.
E o que me aterroriza é justamente não saber de qual parte eu estou sentindo falta.

Ainda é só o começo do ano, muito cedo para este desânimo dar qualquer tipo de sinal de vida.

Não sei se é pressão no trabalho, se é falta de algo, mas algo não se ajusta.
Me sinto só. Incompleta.

19 de janeiro de 2011

Sinto falta

A gente sente muito por muitas coisas! "Sente muito" principalmente as coisas que já não temos mais e que, quase sempre, quando tínhamos não dávamos valor.

Eu sinto muito. Sinto muito a falta de amigos, de palavras, de carinhos.
Sinto falta de olhares. Sinto pela música não ouvida, pelo show perdido, pela saída com os amigos perdida porque eu simplesmente preferi curtir a minha cama.

Tem dias que sinto muito a falta da minha cama, especialmente quando estou longe, quando estou num quarto de hotel de uma cidade qualquer; quando acordo viro para o lado e não me vejo em meu quarto mas sim a porta do banheiro que dá de cara com a torneira gotejante. Não que eu viaje com tanta frequência, mas é que senti as lembranças aqui. Sinto falta do que não tenho, da lua que no hotel não bate na cabeceira da minha cama, da janela que não mostra o meu bairro, mas sim a capital. Como prêmio de consolação, lembro que sou apaixonada por São Paulo, mas eu amo mesmo é São José, e olha que nessa batalha o santo Paulo leva combo duplo: a cidade e o time do qual tenho orgulho.

Sinto falta de escrever.
Sinto falta de saber a letra da musica, ainda que ninguém me ouça cantar na volta do trabalho.
Sinto falta do beijo de boa noite, do coberto de orelha, do bicho de pelúcia com um perfume específico. Sinto falta de coisas que não são reais.

Tenho muitas palavras na manga, prontas a serem entregues, mas sinto falta das que eu não digo. Tudo isso, hoje, não me satisfaz.

18 de janeiro de 2011

Alva

alta é falta que a menina alva
faz
faz firoula na letra
e me enrola
me leva
me traz

alta é a madrugada, quando o relógio pisca e aponta a ausência
falta energia
elétrica
falta tempo
ao teu lado
falta espaço pra caber essa saudade

falta a não tão alta menina alva

13 de janeiro de 2011

espaçoletra

letra espaço letra espaço
espaço espaço
cada quilômetro longe aumenta o espaço vazio em meu peito
espaço letra espaço letra
letra letra
preencho cada minuto da longa espera com mais uma palavra
um monte de letras

letra espaço
espaçoletra
espaçonave. o pensamento voa e eu sem sair do lugar
a espera é triste e o vazio dói
nenhuma palavra me cura
nenhuma palavra me cala

nem todos os pronomes conjugam o verbo amar

9 de janeiro de 2011

Uma ilha de saudade

Amo o calor, mas das saudades que sinto a da tua pele sempre fresca junto a minha é a saudade que mais me dói.
Notei que não sei não falar teu nome, como se fosse uma prece invocando sua presença.
É, eu sei, você odeia praia, sol, areia e mar... Mas tudo bem, sua presença sempre é mais importante.

Aí fico horas contando e recontando sobre nossa história de amor.
Sobre como a fisioterapia pro meu coração fez efeito e como ele voltou a bater forte e sadio. Falo como meu sorriso fica mais bonito e mais feliz quando você está por perto e como essa distância toda me faz sofrer em silêncio...

Me isolo, e tudo o que vejo ao redor é um mar de saudade, tão grande, tão forte, que a correnteza de pensamentos me cala... Enquanto calo, falo por dentro. E pra dentro vou declarando cada gota do meu amor.

Como camarão. Me torno um camarão. Lembro do quanto você gosta. Ligo, faço piada, nada disso basta... Preciso do reencontro!

4 de janeiro de 2011

A walk to remember


Se você chegou aqui procurando pelo filme "A walk to remember" sinto ter que te desapontar, mas este post não é sobre isso.

Uma das minhas "resoluções de Ano Novo" é ter uma vida mais saudável em 2011. Ok, mas o que isso quer dizer? No fim das contas, depois de todo um blá blá blá de querer viver melhor e evitar doenças, coloquei na minha cabeça dura que 2011 (ok, fiz isso em 2010 também) é um ano onde pretendo cuidar mais de mim.

Como resultado dessa linha de pensamento resolvi tomar algumas atitudes, algumas atitudes são tomadas literalmente, como é caso dos 2 litros de água que me comprometi a beber todos os dias. Qualquer pesquisa no Google afirma que beber água é fundamental pra chegar na tão cobiçada vida saudável, até porque 70% do corpo humano é composto de água e quem mantém o corpo hidratado fica na cara o resultado. Não só na cara: pele, unhas e cabelos ficam muito mais bonitos quando se bebe água.

3 de janeiro de 2011

Extrato bancário: Posso jogar fora?




Quem me acompanhou no twitter durante a tarde de ontem, viu que além de encontrar muita coisa no meu "baú" como disse a @fatimagamallo, também fiquei na dúvida de como proceder com extratos bancários.

No site do cartão Diners encontrei essas dicas para faturas de cartão e que achei também servissem para extratos bancários.

Mantenha as faturas recebidas, mesmo as pagas, durante pelo menos 90 dias e destrua-as antes de jogá-las fora. Saiba quando suas faturas devem chegar e fale com o Serviço de Atendimento a Clientes, se isso não acontecer a até dois dias antes do vencimento.

Continuei pesquisando e cheguei ao site Azevedo Sette Advogados, que preparou um material bem extenso, que vale ser consultado. Foi lá que matei minha dúvida:

Documentação Bancária:

2 de janeiro de 2011

Som novo: Lucy Schwartz



Mesmo antes de trabalhar na rádio eu sempre curti achar coisas novas por aí, quando o assunto é música.
Com a internet, o leque se abre e variedade de bandas, cantores e cantoras que encontramos cresce exponencialmente. E através da internet que descobri essa americana que dá nome ao post: Lucy Schwartz.

Ao final do quarto episódio da série No ordinary Family somos presenteados com a voz doce da compositora em "Life in Letters".

Daí para jogar no Google e procurar mais sobre a cantora foi um clique.
No blog Alex Music é possível encontrar link para baixar o primeiro álbum o Winter in June lançado há uns 4 anos. Atenção para a senha na hora de descompactar o arquivo.

Quer algo mais atual? Pois bem, em 2010 Lucy lançou o EP "Help me! Help me" e um tempinho depois o álbum "Life in Letters" que você encontra para download no Mikki Says

O vídeo ali em cima é da música que também toca no episódio tocada durante o lançamento do álbum.

1 de janeiro de 2011

2011 - O ano Firework



Katy Perry (que deve fazer show aqui no Brasil) define com Firework o sentimento que vai reinar em 2011.
Gosto muito mais dessa versão do Victoria's Secrets Fashion Show

letra abaixo e tradução aqui:

Do you ever feel
Like a plastic bag
Drifting through the wind
Wanting to start again

Do you ever feel
Feel so paper-thin
Like a house of cards
One blow from caving in

Do you ever feel
Already buried deep
Six feet under
Screams but no one seems to hear a thing

Do you know that there's
Still a chance for you
‘Cause there's a spark in you
You just gotta

Ignite the light
And let it shine
Just own the night
Like the Fourth of July
‘Cause baby, you're a firework
Come on show 'em what you're worth
Make ‘em go, "Aah, aah, aah"
As you shoot across the sky
Baby, you're a firework
Come on let your colors burst
Make ‘em go, "Aah, aah, aah"
You're gonna leave them all in awe, awe, awe

You don't have to feel
Like a wasted space
You're original
Cannot be replaced

If you only knew
What the future holds
After a hurricane
Comes a rainbow

Maybe a reason why
All the doors were closed
So you could open one
That leads you to the perfect road

Like a lightning bolt
Your heart will glow
And when it's time you'll know
You just gotta

Ignite the light
And let it shine
Just own the night
Like the Fourth of July
‘Cause baby, you're a firework
Come on show 'em what you're worth
Make ‘em go, "Aah, aah, aah"
As you shoot across the sky
Baby, you're a firework
Come on let your colors burst
Make ‘em go, "Aah, aah, aah"
You're gonna leave them all in awe, awe, awe

Boom, boom, boom
Even brighter than the moon, moon, moon
It's always been inside of you, you, you
And now it's time to let it through
‘Cause baby, you're a firework
Come on show 'em what you're worth
Make ‘em go, "Aah, aah, aah"
As you shoot across the sky
Baby, you're a firework
Come on let your colors burst
Make ‘em go, "Aah, aah, aah"
You're gonna leave them all in awe, awe, awe

Boom, boom, boom
Even brighter than the moon, moon, moon
Boom, boom, boom
Even brighter than the moon, moon, moon