23 de fevereiro de 2011

Relicário

Procuro por cada palavra não dita. Procuro por entre as linhas, entrelinhas tortas, num caminho sinuoso que me leva por aí.

Caminho só pelo caminho. Caminho grande, caminhão que passa e joga fumaça na cara como um velho a fumar seu cachimbo.

Velho e antigo, prisco. Um primor de pessoa: ranzinza pela manhã e impaciente pela tarde, assim meu gênio é.

Com o sono, as palavras não saem, apenas sussurram, deixando as frases incompletas.

Solidão se fez presente e me tirou o teu sorriso e aquele colo. E outras coisas. E o entendimento da vida.

Falta foco pra foca que não é mais bixo, assim mesmo com X, como quem assinala a questão na dúvida da resposta certa.

Mudo o foco e como numa velha fotografia tudo fica embaçado.
Não vejo meu futuro, não participo do passado.

Um comentário:

  1. Oi, estava passeando pela net e vi seu blog. Bem, nao é assim que fazemos novos amigos? comentando no blog deles? hehe eu tabém escrevo. sempre que quiser passa la. posto todos os dias ^^

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