30 de junho de 2011

Como as pessoas me enxergam no twitter?

Recentemente o YOUPIX publicou um post perguntando "como as pessoas te enxergam no twitter".

Curiosa que sou, resolvi copiar todas as minhas 71 listas pra ver o resultado:
E não é que condiz com aquilo que eu sou e com o que desejo ser na rede!?
Isso consolida alguns pensamentos meus, e que em breve, volto para falar sobre eles (ou não)

28 de junho de 2011

Infográfico: Qual a quantidade de dados que vamos produzir este ano?

Esse post bacanudo no Mashable mostra o infográfico abaixo. Baseado no tempo em que passamos postando coisas no Twitter e no Facebook, você já parou pra pensar quantos dados vamos produzir e armazenar?

É, dá pra tentar calcular um número: aproximadamente 1.8 zettabytes. Pra simplificar: seriam necessários 57.5 bilhões de iPads de 32gb pra armazenar tudo isso.


Imagem by Sasha McCune

21 de junho de 2011

Porém

Há dois dias tento porque tento escrever algo que preste. Falta algo. Falta raiva correndo pelas veias, faltam lágrimas escorrendo pelos olhos. Falta aquela palavra na ponta da língua. Falta até mesmo aquela ofensa que brota quando dá na telha.

Não falta alegria.
Não falta vontade de recomeçar do zero.

Às vezes falta revisão. Em outros casos, o que falta mesmo é visão.
E nessas ausências, nessas transparências, nessas entrelinhas, nesses risos contidos, nessas coisas pequenas, bem, sobra muita coisa. Sobra orgulho-ferido, sobra soberba, inveja e recalque.

Procurei por palavras por dois dias. Palavras que pudessem preencher um espaço ou que pudessem dar nome a esse sentimento no peito.

Carrego em mim certo desprezo, certo nojo. Um asco sem fim. Carrego um “porém” que não sei onde por. Um “enfim” que não se junta ao só.

BUARQUE, Chico

"Estava à toa na vida, o meu amigo me chamou, pra tomar uns chopps na vida e reclamar do amor!"

Strokes pra fechar a noite



"Twenty ways to start a fight"


Pra fechar a noite de segunda e começar a terça bem...
Semana curta, semana boa. E lembre-se: Você só vive uma vez!

12 de junho de 2011

Sobre escolhas

Sabe, às vezes a vida insiste em doer mais do que o julgo necessário. É foda, e me desculpa o palavrão, mas é foda viver. Aliás, é foda crescer.

Quando eu era criança minha vida se resumia em coisas simples e quem administrava grande parte do meu tempo não era eu, era meu pai, era minha mãe. À bem da verdade, não havia essa coisa de ter que decidir a toda hora, não era eu quem escolhia a grande maioria das coisas... No máximo decidia a cor da próxima camiseta ou o estilo do próximo tênis, mas ainda assim, não tinha muito para ser escolhido.

Não havia o que administrar: era escola, casa, lazer e igreja.
Acredito que crescer é justamente isso: decidir por conta própria. É escolher ser feliz numa determinada carreira, é decidir entre ficar triste ou MUITO triste com o desemprego que às vezes bate à porta.
E crescer dói um pouco mais quando o assunto é coração. Porque em meio a tantas escolhas, como acordar e ir trabalhar fazendo cara de paisagem quando a dor daquela relação que não deu certo ainda está latente, essas escolhas relacionadas aos sentimentos acabam ficando pra depois, acabam não tendo tanta “importância”, afinal o mundo não para e você não tem direito a folga por ter o coração quebrado em pedacinhos.

Durante a adolescência, vá lá, ainda é mais fácil... Você no máximo mata uma aula para chorar no colo da melhor amiga na escola. Até porque ter amigos nessa fase é mais fácil. Você encontra com muita gente todo dia, e geralmente não rola pressão, como no trabalho.
É mais fácil sofrer quando não se é adulto. Porque você se permite sofrer, até porque não há mais nada pra se preocupar, dá pra ter mais tempo pra deixar as coisas cicatrizarem, e não simplesmente ficar fingindo que tá tudo bem para todo mundo. Porque né, venhamos e convenhamos: chorar por um coração partido aos 15 é bem diferente de chorar pelo mesmo motivo quando se está quase beirando os 30.

Não sei como ou porque, mas parece que a parte que justamente é aquela que nos dá a maior parte da nossa felicidade é meio que condenada a ter menos espaço/importância na vida.
Trabalhar é necessário sim. Exercer uma atividade da qual você goste é fundamental para considerar-se uma pessoa feliz, mas isso não é tudo. É parte, é complemento. Há quem se realize apenas trabalhando. Não sou dessas. Acho amor tão fundamental quanto ter um emprego bacana na área que você gosta por uma remuneração que te deixe feliz também.

E porque estou escrevendo tudo isso? Simples, porque às vezes eu só queria voltar a ser criança e não ter que fazer escolhas. Só por alguns minutos. Só até essa angústia chata passar.

10 de junho de 2011

Personal Hell



Não sou de traços.
O que desenho são letras.
Hoje, excepcionalmente, resolvi mudar.
Não tem técnica alguma, nunca fui boa com desenhos/ilustrações e coisa que o valha...
Quando o assunto é imagem, prefiro a boa câmera fotográfica.

9 de junho de 2011

Deriva

Cada minuto do dia acrescenta uma angústia. Acordo cinza, tal qual o céu lá fora que derrama a água que não brota dos olhos. Inchados, percorrem o quarto analisando cada detalhe, procurando algo novo que não existe, nem dentro nem fora do que sou.
O mesmo sempre me perturbou. “O de sempre” só me serve em poucas ocasiões.
Tenho asas e só quero voar ainda mais alto, mas esse céu, esse tempo, o pinga-pinga na janela do meu quarto, o tic-tac inexistente do relógio, tudo isso só prolonga a melancolia, o tédio e a angústia.
Se hoje mar eu fosse, me afastaria da costa, se barco eu fosse, ficaria à deriva por horas e horas, porque embora a chuva seja calma e praticamente silenciosa, sei que a tempestade acontece dentro de mim.

6 de junho de 2011

Twitter: Carapuça tamanho único

Aula básica de comunicação (e Língua Portuguesa também):
Emissor → mensagem → receptor, correto?

Como fica esse papo quando chegamos às tão faladas “Redes sociais”?
Bom, eu não tenho a intenção de escrever um artigo técnico e tão pouco fiz pesquisas sobre o assunto, logo, o que você encontra aqui são apenas reflexões de uma comunicóloga que há um tempinho vem pensando no assunto e que agora resolveu escrever.
Vamos lá! Quando você publica algo em sua página, obviamente você pensa que os receptores dessa mensagem serão apenas aqueles que te adicionaram ou te seguem, como é o caso do Twitter, estou certa?

Partindo desse pressuposto, a mensagem só poderá ser, de certa forma, plenamente captada por aqueles que fazem parte do contexto e/ou que possuem o repertório necessário para apropriar-se do conteúdo e compreende-lo. No caso do Twitter é difícil construir um contexto em apenas 140 caracteres, principalmente porque dentro da timeline são poucos os que se atentam para pesquisar e tentar entender se aquela atualização tem, ou não, relação com as anteriores.
Penso que cada atualização é uma pílula. Às vezes a pílula saiu da mesma caixinha e tem o mesmo conteúdo, mas às vezes, um tweet não possui a menor relação com o anterior, exceto pelo fato de ser emitido pela mesma pessoa.

Quando tuitamos algo, o óbvio a se pensar é que aquela mensagem chegará tão somente aos nossos seguidores, o que não é verdade, afinal quem mantém o perfil livre do “cadeado” expõe a quem quiser visitar a página o conteúdo de suas pílulas.
Utilizando esse exemplo das pílulas, cada emissor transmite um conteúdo conforme as pessoas que o seguem, como se somente quem segue aquele perfil tivesse a “receita médica” para fazer uso daquela “medicação”.

Quando alguém que não possui a “receita”, isto é, não segue um determinado perfil e não tem relação direta com aquilo que foi publicado, as chances de termos uma “intoxicação informacional” são grandes. Essa “intoxicação” pode ser compreendida como o famoso ruído na comunicação, que a gente estuda nas aulas das quais falei no início desse post.
Talvez por conta desse ausência de contexto/repertório o Twitter é o palco para diversos mal-entendidos, onde comumente pessoas são julgadas (ou pré julgadas, se assim fica melhor) por conta da falta de preparo de quem tenta absorver o conteúdo.

Hoje por exemplo o Tiago Leifert passou por uma situação parecida: Durante o Globo Esporte, Tiago fez uma brincadeira com o jogo de tênis entre Nadal e Federer, que rolou durante o final de semana, pelo fato do jogo ter sido disputado no saibro.
Após algumas horas, a brincadeira repercutiu no Twitter e Fernando Meligeni sentiu-se ofendido ao entender que Tiago havia falado mal da modalidade esportiva, o que não ocorreu.

Outra vítima constante dessas “pílulas consumidas sem receita” é a, também comunicóloga e astrofísica, Rosana Hermann, que sempre tem que justificar uma outra ironia postada pois o repertório de quem lê não é suficiente para a compreensão daquilo que é apresentado.
Isso sem falarmos das pessoas que se apropriam das “pílulas” como se determinadas publicações fossem direcionadas a essas.
Uma das formas de referenciar ou direcionar uma publicação é citar a @ de quem você deseja relacionar no tweet.

Todavia, o Twitter muitas vezes se transforma numa máquina de indiretas. Só que aí tenho uma opinião bem consolidada a respeito: se não tem sua a @ e você não faz parte dos seguidores daquele perfil, provavelmente aquela mensagem não foi para você. Se ainda assim você se sente como “portador da receita daquela pílula”, bem, só posso dizer que (in)felizmente a “carapuça” serviu.

5 de junho de 2011

Música do dia: A quarter past wonderful

Conhecido por seu clipe utilizando stopmotion, Her Morning Elegance, o israelense Oren Lavie, foi a escolha pra passar a tarde me acompanhando.

O cd, "The Opposite side of the sea" foi lançado já tem um tempinho, mas é sempre bom escutar a melodia suave da voz de Oren.

O destaque de hoje fica por conta de "A quarter past wonderful", com um violão que me deixa saudosa de colo e cafuné.