26 de dezembro de 2013

Sobre aquelas noites de verão

O toque daquelas mãos tão macias faziam com que o desejo só aumentasse.
De tudo, e todas as sensações, ela gostava mesmo era de fechar os olhos e sentir aquelas mãos percorrendo seu corpo.

A começar pelos braços, com as pontas dos dedos. Tudo ali era desejo e era carinho.
Uma vontade de descobrir-se. De fazer dos olhos um espelho.

O calor daquelas noites de verão fazia com que o suor escorresse... Janelas abertas para a brisa entrar, portas abertas para o amor ir e voltar... Livre como todo sentimento deve ser.

21 de outubro de 2013

Domingo

Domingo é sempre o pior dia. É quando me afundo num mar de tristeza tão grande que me lembro que eu não sei nadar direito.
Domingo a noite é sempre ruim.

O tempo livre não me tem feito feliz. Fica esse vazio passeando n'alma. São pensamentos que vem bater à porta e me tirar o sono.
São lembranças, são esperanças. São andanças.

Bate uma vontade de sair correndo, como se eu pudesse ter pernas mais velozes do que meus pensamentos.
Uma, duas, três taças de vinho.
O sono não chega.

Domingo é sempre o pior dia.

14 de outubro de 2013

...

Cada olhar, cada gesto, cada palavra.
Cada instante, cada lembrança.
Ausência. Saudade.
Sonho. Realidade.

Cada palavra, cada gesto, cada olhar.
Cada lembrança, um instante.
Pensamento constante.

Cada desejo, cada vontade.
Saudade

13 de setembro de 2013

apenas uma estação

10...
20...
30...
500...
1000...

Perdi a conta.
Nunca sei se é Outono ou Verão.

3 de setembro de 2013

Sobre como o Novo me atrai

Mais um dia normal, mais do mesmo.
O mesmo sol, o mesmo céu, as mesmas pessoas.
O mesmo andar, elevador, roupas, acessórios.

A mesma vida.

Essa minha necessidade de renovação, essa minha aversão momentânea à todas as pessoas da terra, esse desejo de clausura e solidão, por vezes tomam conta das coisas por aqui. Ainda que esse pensamentos não durem tanto tempo, menos de um minuto cada um, fica essa coisa vagando na cabeça, frases soltas...

Vontade de pegar a estrada e parar cada dia num lugar diferente. Até cansar, até não ter mais forças a não ser para voltar para o meu lar.
É como se eu não quisesse ter um passado, ou como se esse passado não me interessasse mais. Um desejo de ser nova, de tudo novo.
Outro nome, outro signo, outra profissão.

Mas já que não posso fazer nada disso, vou ali, me arrumar e trabalhar.

20 de agosto de 2013

Goiaba é bom pra ansiedade?

Se você quer saber sobre a fruta, acho interessante que entre aqui e descubra os Benefícios e Propriedades da Goiaba. Lá você vai descobrir que a Goiaba é boa contra diarreia, além de ter propriedade sedativas.


Agora se você quer saber sobre esse blog, sim, ele é bom pra ansiedade, sim. Essa Goiaba é boa pra ansiedade.
Através dos anos deposito aqui, não tudo mas, grande parte das minhas angústias.
Dos pensamentos aleatórios.
Das palavras que brotam sorrateiramente sem destino algum...

Coisas óbvias, ou nem tanto.
Trabalho, amor, vida. Música, livros e filmes.
Compartilho com a Goiaba Verde Frita a sensação estranha de ir percebendo a vida aos pouquinhos.
E sim, essa Goiaba é bom pra ansiedade. Tão boa, que acho que em muitos momentos, foi o blog que me ajudou a não surtar, não brigar, não ficar triste por tempo demais.

19 de agosto de 2013

White Frog

“Eles pegavam um coco, faziam um pequeno corte e inseriam um girino. Então, umas semanas depois, eles abriam o coco para encontrar um sapo cego com a pele branca. Após algumas semanas, abria-se o coco, e via-se um sapo cego com pele branca. E ele teria a pele mais lisa e mais suave, carne com aroma de coco.

Durante a maior parte da minha vida, eu fui como um desses girinos.

Crescer neste mundo estranho que nunca pareceu certo, mas dando meu melhor para me encaixar, para crescer e virar um sapo. Depois de passar um tempo no Quartel, eu entendi. Nossos pais queriam que fossemos perfeitos. Eles tinham uma imagem do quão perfeitos devíamos ser. Mas, no final, não mereço viver em um coco. Ninguém merece.

Chaz era gay, eu tenho síndrome de Asperger. Mas concordo com o Chaz.
Não sou um sapo branco e não serei um. Mesmo que eu seja esquisito, diferente ou estranho. Sabem por quê? Todos são diferentes.”

Trecho do filme White Frog

13 de agosto de 2013

"Mas esse meio tempo entre partir e chegar, sempre me mata de ansiedade..."

10 de agosto de 2013

Desinventando

Resta-me apenas escrever. Ir ocupando cada espaço em branco, cada vazio. Não que a escrita me traga respostas, ou que escrevendo eu encontre as perguntas certas a serem feitas. Não é nada disso.
É que a ânsia, a impaciência, tudo isso toma conta de cada pedaço, de cada minuto vago, e escrevendo, tento preencher essa lacuna que só aumenta.

Percebi que escrever me esvazia. Tiro de dentro de mim todos os sentimentos: os bons, os ruins, os que nunca me atreverei a confessar.
Esvazio-me de sentimentos, transformando cada lamúria em letra registrada para a eternidade.
Passo raro. Poesia feita. Pássaro. Passado.
Palavras que pipocam por aí. Não faz sentido. E quem foi que disse que eu queria fazer sentido?
Eu gosto mesmo é de “desinventar” as coisas. “Desinventar” pessoas. Em cada “desinvenção” monto algo novo com o que sobrou. E sobra tanta coisa.


Sobra falta. Sobra ausência. Sobram palavras nas minhas linhas tortas.

3 de agosto de 2013

nem tão ao céu, nem tão ao solo.

Muita coisa, pouca coisa.
Muita música, poucos sons.

Palavras que são ditas sem que, de fato, elas queiram ser ditas.
Não sou a pessoa mais linear do mundo.
Essa inconstância me pertence. Essa inconstância sou eu.

Nem mais, nem menos.
Nem sempre eu digo o que eu quero dizer.
Nem sempre eu calo o que eu quero esconder.

E aí vai, a vida vai, eu vou, as pessoas vão.

Não me leve tão à sério. Não gosto de levar responsabilidades.
Não sei fazer ninguém feliz. No máximo, tento me fazer feliz.

Gosto da leveza.
Gosto de caminhar. De aprender.

E a lição da vez, qual é?

Não é porque trago um sorriso no rosto que estou feliz.
Nem todo riso é felicidade.

15 de julho de 2013

Próximo passo

E aí numa segunda-feira a noite, num horário onde você já deveria estar dormindo você começa a pensar sobre carreira.
Dois anos depois de mudar completamente o rumo da vida profissional, um ano depois da última promoção recebida, eis que alguns pensamentos batem à porta.

O que eu me pergunto agora é: para onde eu vou? Qual é o próximo degrau? Estaria eu estabilizada e ganhando um valor parecido com o de hoje? Haveria chance de crescimento caso eu ainda estive na comunicação?

O sentimento que fica é de que eu poderia ter sido mais. Bem mais.
De alguma forma eu sinto que parei no tempo. Não evolui, não conquistei nada mais no último ano.

Ok, que hoje estou consolidada e acho que ano que vem volto a estudar, mas e esses seis meses que ainda faltam?

Sei que não dá pra ficar pensando no que deixei de viver, e não me arrependo, acho até que me dou bem onde estou hoje, mas qual é próximo desafio?

O Outback me proporciona um crescimento pessoal muito grande. Profissional também. Mas eu quero mais. Eu sempre quero mais.
E eu gosto do que eu faço, por isso procuro sempre fazer bem, fazer sempre melhor.

O problema é que, neste exato momento, eu não consigo enxergar para que lado devo dar meu próximo passo...

3 de abril de 2013

Sobre trabalho e expectativas

A vida é mesmo uma coisa engraçada.
Às vezes tenho vontade simplesmente ignorar algumas pessoas. Em determinados dias são colegas de trabalho que me parecem insuportavelmente tolos. Em outros, são os clientes que abusam do óbvio.

Tem dias em que minha vontade é de dizer: trabalho num restaurante e não numa casa de caridade, o que basicamente quer dizer que a rede precisa de lucro para sustentar-se e que cortesia não é obrigação.
Ganhou um brinde? Ótimo, utilize-o, se não está de acordo com aquilo que lhe foi dado, simples: não use! Você não pagou nada por aquilo, então não vai sair perdendo nada.

Um tapa na cara dessa sociedade que só quer saber de ganhar sem pagar por aquilo que consome. Das coisas que me deixam indignada, gente que não paga serviço só porque não vai ser reembolsado pela empresa, é uma das maiores. Poxa, você já não vai pagar pela comida, custa pagar a taxa de serviço do seu próprio bolso? Ainda mais quando o atendimento foi impecável. Este é o meu trabalho, recebo por isso: para trazer a sua comida até a sua mesa, para sorrir, por mais que alguns façam piadas chatas, por mais que muita gente seja extremamente grosseira...

E pra mim tudo isso é tão óbvio.

E óbvia também é a minha necessidade de férias. Pessoas que não estão interessadas em contribuir com o ambiente de trabalho me cansam.
Gente que se acha a cereja no topo do bolo e está bem longe de ser ao menos o básico.
Quer ganhar bem mas não quer trabalhar. Quer subir de cargo mas não quer se comprometer.
Quer mudanças mas não ajuda em nada.
Assim fica difícil.

É fácil falar. É fácil acusar.
Mas e se comprometer? Se dedicar?

Reclamações me cansam. Aí, tenho que vir pra cá, pra desabafar, pra conseguir respirar e continuar. É como se quase todo mundo estivesse ali só pra brincar.

Acho que estou ficando velha. Todas as brincadeiras dos meninos no restaurante me cansam, me fazem pensar: sério que vocês realmente pensam assim?

Não que eu me ache superior. Não, não sou. Mas cara, é tanta bobeira, tanta imaturidade.
Tanta gente que acha que trabalhar é fazer um favor.

Ouvir, ouvir, ouvir e calar. Ouvir e falar somente o necessário.
Se eu falasse lá, tudo o que penso não sei o que seria de mim.
Estou cansada das pessoas e não do lugar ou do trabalho.

Férias, pra que te quero.




21 de fevereiro de 2013

Pra você entender

Quando eu disser: "Eu te amo", acredite.
Quando eu disser: "Sinto sua falta", acredite.
Quando eu disser: "Estou pensando em você", acredite.

Mas quando eu disser apenas um "oi" num e-mail de fim de tarde, num sms qualquer, ou simples "bom dia", entenda e acredite que estou dizendo tudo isso ali de cima e muito mais.

Quando eu disser "Oi" entenda que a saudade por aqui bateu forte e apertou o peito.
Quando eu disser "Bom dia", entenda que as lembranças - por mais recentes ou passadas que sejam - estão presentes.
Entenda que quanto menos palavras, no meu caso, quer dizer que há mais sentimento. Ou que estou procurando uma maneira de dizer tudo o que penso. Ou sinto. Mas eu nunca digo. Nunca. Por mais que "sempre" e "nunca" sejam expressões que eu não costume/goste de usar.

Eu fico sem ação.
Sem reação.

Quando eu digo "oi" espero uma resposta. Espero um "Eu te amo, também".
Porque mesmo não dizendo, eu digo. No meu silêncio, no meu canto.
Nas atitudes.

30 de janeiro de 2013

tem dias...

que tudo está bem, que tudo vai bem, e tudo está perto.

E tem dias assim: onde até um sorriso amarelo faz falta.