20 de agosto de 2013

Goiaba é bom pra ansiedade?

Se você quer saber sobre a fruta, acho interessante que entre aqui e descubra os Benefícios e Propriedades da Goiaba. Lá você vai descobrir que a Goiaba é boa contra diarreia, além de ter propriedade sedativas.


Agora se você quer saber sobre esse blog, sim, ele é bom pra ansiedade, sim. Essa Goiaba é boa pra ansiedade.
Através dos anos deposito aqui, não tudo mas, grande parte das minhas angústias.
Dos pensamentos aleatórios.
Das palavras que brotam sorrateiramente sem destino algum...

Coisas óbvias, ou nem tanto.
Trabalho, amor, vida. Música, livros e filmes.
Compartilho com a Goiaba Verde Frita a sensação estranha de ir percebendo a vida aos pouquinhos.
E sim, essa Goiaba é bom pra ansiedade. Tão boa, que acho que em muitos momentos, foi o blog que me ajudou a não surtar, não brigar, não ficar triste por tempo demais.

19 de agosto de 2013

White Frog

“Eles pegavam um coco, faziam um pequeno corte e inseriam um girino. Então, umas semanas depois, eles abriam o coco para encontrar um sapo cego com a pele branca. Após algumas semanas, abria-se o coco, e via-se um sapo cego com pele branca. E ele teria a pele mais lisa e mais suave, carne com aroma de coco.

Durante a maior parte da minha vida, eu fui como um desses girinos.

Crescer neste mundo estranho que nunca pareceu certo, mas dando meu melhor para me encaixar, para crescer e virar um sapo. Depois de passar um tempo no Quartel, eu entendi. Nossos pais queriam que fossemos perfeitos. Eles tinham uma imagem do quão perfeitos devíamos ser. Mas, no final, não mereço viver em um coco. Ninguém merece.

Chaz era gay, eu tenho síndrome de Asperger. Mas concordo com o Chaz.
Não sou um sapo branco e não serei um. Mesmo que eu seja esquisito, diferente ou estranho. Sabem por quê? Todos são diferentes.”

Trecho do filme White Frog

13 de agosto de 2013

"Mas esse meio tempo entre partir e chegar, sempre me mata de ansiedade..."

10 de agosto de 2013

Desinventando

Resta-me apenas escrever. Ir ocupando cada espaço em branco, cada vazio. Não que a escrita me traga respostas, ou que escrevendo eu encontre as perguntas certas a serem feitas. Não é nada disso.
É que a ânsia, a impaciência, tudo isso toma conta de cada pedaço, de cada minuto vago, e escrevendo, tento preencher essa lacuna que só aumenta.

Percebi que escrever me esvazia. Tiro de dentro de mim todos os sentimentos: os bons, os ruins, os que nunca me atreverei a confessar.
Esvazio-me de sentimentos, transformando cada lamúria em letra registrada para a eternidade.
Passo raro. Poesia feita. Pássaro. Passado.
Palavras que pipocam por aí. Não faz sentido. E quem foi que disse que eu queria fazer sentido?
Eu gosto mesmo é de “desinventar” as coisas. “Desinventar” pessoas. Em cada “desinvenção” monto algo novo com o que sobrou. E sobra tanta coisa.


Sobra falta. Sobra ausência. Sobram palavras nas minhas linhas tortas.

3 de agosto de 2013

nem tão ao céu, nem tão ao solo.

Muita coisa, pouca coisa.
Muita música, poucos sons.

Palavras que são ditas sem que, de fato, elas queiram ser ditas.
Não sou a pessoa mais linear do mundo.
Essa inconstância me pertence. Essa inconstância sou eu.

Nem mais, nem menos.
Nem sempre eu digo o que eu quero dizer.
Nem sempre eu calo o que eu quero esconder.

E aí vai, a vida vai, eu vou, as pessoas vão.

Não me leve tão à sério. Não gosto de levar responsabilidades.
Não sei fazer ninguém feliz. No máximo, tento me fazer feliz.

Gosto da leveza.
Gosto de caminhar. De aprender.

E a lição da vez, qual é?

Não é porque trago um sorriso no rosto que estou feliz.
Nem todo riso é felicidade.