19 de agosto de 2013

White Frog

“Eles pegavam um coco, faziam um pequeno corte e inseriam um girino. Então, umas semanas depois, eles abriam o coco para encontrar um sapo cego com a pele branca. Após algumas semanas, abria-se o coco, e via-se um sapo cego com pele branca. E ele teria a pele mais lisa e mais suave, carne com aroma de coco.

Durante a maior parte da minha vida, eu fui como um desses girinos.

Crescer neste mundo estranho que nunca pareceu certo, mas dando meu melhor para me encaixar, para crescer e virar um sapo. Depois de passar um tempo no Quartel, eu entendi. Nossos pais queriam que fossemos perfeitos. Eles tinham uma imagem do quão perfeitos devíamos ser. Mas, no final, não mereço viver em um coco. Ninguém merece.

Chaz era gay, eu tenho síndrome de Asperger. Mas concordo com o Chaz.
Não sou um sapo branco e não serei um. Mesmo que eu seja esquisito, diferente ou estranho. Sabem por quê? Todos são diferentes.”

Trecho do filme White Frog

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