16 de março de 2014

se

Se eu tiver que escolher, eu escolho esperar.
Esperar a tempestade acalmar, a maré baixar, o barco atracar.

Se eu tiver que escolher, eu escolho esperar.
Esperar a planta nascer, o fruto amadurecer.

Não ligo. Não me importo.
Prefiro cuidar, prefiro plantar meu "pé de amor", regá-lo todos os dias.
Podar se necessário.
Lutar, se necessário.

A escolha é minha e, no fundo no fundo, já está feita.

De raízes fortes e profundas que demoram a brotar e aparecer sobre a terra, assim são meus desejos mais profundos, minhas paixões mais intensas.

Eu calo.
Eu sumo.
Só não deixo de continuar a regar.
Só não deixo de continuar.

Nenhum comentário:

Postar um comentário