30 de maio de 2014

Carta para Mari

E aí, vou reler algumas coisas e me deparo com teus comentários em postagens antigas do blog.
Bateu saudade.
Fui reler coisas.
É estranha a falta que você me faz.
Sei lá, na minha cabeça você não morreu. A gente só parou de se falar. Penso que eu deveria ter ido para Floripa naquele mês de dezembro, só não sei se isso mudaria em algo o destino.

Faz tempo né?
E sinto sua falta. Sinto falta dos teus conselhos. Sinto falta do teu sotaque.
De encontrarmos coisas em comum nos nossos relacionamentos, no término dos relacionamentos. Sinto até mesmo saudade de sentir ciúmes de você. Porque sim, eu tinha ciúmes.

Fico me perguntando de quais musicas você gostaria hoje. Se teríamos ido assistir a algum jogo do nosso tricolor juntas.
Ou se teríamos feito outras viagens, como a para Salvador.

Por aqui as coisas continuam mais ou menos iguais. Eu continuo sem conseguir manter meus relacionamentos.
Continuo me arrependendo de algumas coisas e com saudades de tantas outras.

Saudade de algumas pessoas. De alguns momentos.
Saudade de histórias que eu não vivi.

Sabe, eu faço escolhas e fico torcendo para que sejam as escolhas certas. Às vezes as pessoas me chamam de egoísta sem saber tudo o que envolve uma decisão minha.
Enfim, acho que é isso.
Espero que você esteja bem onde está.

Abraços.

Pri

27 de maio de 2014

Sobre o pijama azul listrado

Repasso a lista de afazeres.
Reparo a listra. Prazeres.
Pijama quente e cafuné.
Flanela e café.

26 de maio de 2014

Carta para Londres

Hoje é um daqueles dias: cinza, repleto de água, de gotas escorrendo pela janela. Queria escrever que no rádio toca aquela música que tanto gostamos, mas seria mentira, os rádios foram substituídos em casa, na minha e na sua, por outras formas de se escutar música e não há mais o acaso, não há aquela surpresa, boa ou ruim, quando determinada música toca, inesperadamente na programação do dial.

Na verdade, ouço algo que descobri faz pouco tempo. E algo que combina com o tempo de hoje.
Há tempos venho querendo escrever. Nosso contato é quase nulo e sinto falta de nossas correspondências. Sempre foi bom receber notícias da tua fria Europa. Você sempre foi da Europa, mesmo quando ainda estava aqui no Brasil. Já eu sempre fui tropical, mesmo quando estava aí pelos teus lados.
É engraçado que se eu fosse te considerar um país, você seria a Inglaterra. Se fosse uma cidade, seria Londres. E não, eu não conheço Londres. Só sei que Londres é distante, é cinza e chove quase sempre. Ainda assim é linda. É, eu acompanho suas fotos. Fotos de Londres. Do colorido das cabines telefônicas.

Por essas terras tropicais tudo certo. Outro inverno vem chegando. Serão mais dias cinzas e mais dias chorosos. Mais dias, uns seguindo-se aos outros. Dias secos. Às vezes azuis, mas frios. Frios como toda essa melancolia que insiste em escorrer junto com a chuva que escorre em gotas pela janela.
Faço planos que nunca vão sair do papel. Queria conhecer Londres. Queria levar a minha primavera tropical, espalhar minhas cores na tua pele. Mas eu não vou. Eu queria ligar, mas tem outra pessoa usando a cabine telefônica. E eu acho que eu já não sei esperar mais.

25 de maio de 2014

Sementes

São tantas coisas que passam pela cabeça por esses dias, que até o corpo fica cansado.
Acho que a garganta fechada, essa indisposição é reflexo de coisas que por tempos venho acumulando.
Coisas de anos que eu não consigo lidar, não consigo expor.

Há um vazio e ele não é preenchido nem por nada nem por ninguém.
Nessas horas prefiro me jogar no trabalho. Fico mais feliz assim.

Uma relação não deve requerer esforço pra se ver. Quando passa a ser obrigação e não prazer é porque há algo errado. E isso vale pra tudo na vida.

Eu sou uma palhaça, faço todos darem risadas, conto minhas piadas bobas e sem sentido, mas no fundo, bem no fundo, sou uma pessoa séria que sabe dos próprios compromissos e que adora mostrar trabalho.
Escondo de alguma forma minha inteligência. Me faço de boba, prefiro escutar.
E assim vou vivendo.

Se tem algo que aprendi é que gente grande não tem tempo pra chorar um coração partido.
Eu tenho tantas dúvidas. Tantas. E tanta saudade de quando eu era apenas uma criança e que meus pais tomavam decisões por mim.
Jamais vou esquecer do episódio do meu quase primeiro beijo. É... Quase. Quase porque a criança aqui foi pedir permissão pra mãe pra "ficar" com o fulano.

Fui apaixonada pelo Rafael durante muito tempo. E quando um dia quase rolou, pedi pra minha mãe e ela não deixou, eu obediente que sou não fiz nada. Por conta dessa meu primeiro beijo só foi rolar três anos depois.

Não busco permissões.
Só não quero mais ter que correr atrás das coisas.
Serenar. Esperar. Amadurecer.

Até quando? Acho que está na hora da minha vida florir e eu não faço ideia do que plantei.
Será que você pode me ajudar?

18 de maio de 2014

Eu nunca soube direito o que eu quero da vida. Sempre fui melhor em dizer aquilo que eu não quero.
Mentira, eu aprendi a dizer "não".

Não saber algo me traz o benefício da dúvida, aquela coisa do ir tentando pra ver onde é que vai dar. Traço meu caminho de acordo com a estrada.
Hoje eu me permito trocar o destino. Se a estrada está ruim, não me importo em mudar o caminho.

Eu danço conforme a música. Só não dá pra esperar que ao final da noite eu ainda tenha a mesma empolgação do começo da festa.