16 de dezembro de 2015

O vazio que dói mais que o despedaçado

O que dói mais do que um coração partido?
Um coração vazio, respondo eu, madrugada adentro.
Hoje sai do trabalho disposta a escrever essas palavras. Disposta a falar o quanto um coração vazio dói muito mais do que eu um coração em pedaços.

Uma história que chega ao fim, tem suas dores, seus desamores, mas tem também suas boas lembranças, teve seus risos, seus sorrisos. Teve algo que mereceu por algum instante entrar no famoso livro da vida.
Um coração vazio não tem nada disso. Têm no máximo expectativas. Coração vazio trabalha com hipóteses, com possibilidades, com coisas que podem vir a ser. Ou não.

E essa é a grande dor que carrego no peito: a dor de carregar um coração vazio. Um coração sem amor, sem paixão.
Disfarço a dor de todos os dias com minhas piadas sem graça. Disfarço o vazio com um sorriso maroto no rosto, e assim eu vou vivendo... Mas no fundo, bem lá no fundo, no ponto onde o que me resta da noite é aquele breve intervalo entre a cabeça toca o travesseiro e finalmente cair no sono, nesses instantes tudo dói.

Esse coração vazio vive esperando o momento em que vai pulsar um pouco mais forte. Vive esperando encontrar o amor da vida no próximo match do Tinder. Vive esperando que o Happn lhe traga boas notícias, vive esperando encontrar alguém que vá suprir essa necessidade de amar alguém. De dar-se. De doar-se.

No intervalo entre deitar, virar e dormir, o travesseiro fica úmido.
Meu coração vazio, parece uma travessia pelo deserto. Um monte de nada por milhas e milhas... Miragens. Coisas que poderiam ser, mas não são.
Mais do que ter histórias para esquecer, mais do que lágrimas por algo que não deu certo, mais do que isso. Eu carrego o vazio de olhar para o lado e me sentir só.

Nesses momentos agradeço a Deus por ter amigos tão incríveis, que não fazem ideia que me salvam da loucura diariamente.
Vocês não sabem, mas vocês me salvam de mim. Me salvam de descambar ladeira abaixo, rumo à escuridão.

Eu não sei por quanto tempo eu vou conseguir me manter bem. Eu só queria agradecer por ter vocês. Por vocês indiretamente me darem esperanças de que amanhã vai ser melhor do que ontem.


Meu coração dói.

7 de dezembro de 2015

Carta para um futuro próximo

Um dia a gente vai entrar num taxi e se dar conta que no rádio está tocando a nossa música.
E mais engraçado do que ouvir a "nossa" música, vamos achar graça do taxista ainda ouvir rádio. Poucas pessoas ainda ouvem rádio por esses dias.

Eu gosto da surpresa, do não saber o que vem depois.
Ainda que você me considere a louca dos horários. Horário que eu nunca respeito quando estou de folga, porque eu não tenho mais pressa pra viver. Eu não tenho pressa desde que encontrei você.


Eu tinha pressa antes de encontrar você. Queria correr com todos os dias, queria ter a certeza de mais um sol nascendo.
Hoje eu só quero ver o pôr-do-sol ao teu lado. Isso me basta.

Eu vejo poesia no encontro das ruas, nas paralelas, nas linhas tortas, por vezes vazias.
O violão preenche a noite. O tempo. O espaço.

Vivo num paradoxo sem fim. Passado, presente, futuro. Dias que passam, dias que vão chegar.


16 de novembro de 2015

Líquido

Então tá, a gente volta no mesmo ponto de onde a gente sempre parte. Ou pro ponto em que sempre volto: Relacionamentos.
Decisões. Carreira. Pessoas. Apostas.

Eu queria que alguém me desse um guia sobre como viver, como encontrar a pessoa "certa" ou um mapa. Nem precisa de GPS.
Eu sinto que estou vagando, andando em círculos.
Cansa ser só.
Cansa esperar.

Cansar apostar e ter seu coração partido.
E olha que eu nem me entreguei. Eu só dei parte das minhas expectativas. Só achei, por alguns instantes, que pudesse dar certo.

O último mês foi bem intenso. Mais até do que eu gostaria.
Não foi dessa vez, e pra ser bem sincera, acho que está bem longe de ser.

Não entendo mentiras.
Não compreendo gente que trai minha confiança. Não entra na minha cabeça...

Estou dolorida. Não pela ausência ou pelos planos, mas por saber que só estou assim porque eu baixei a guarda.

Aí a gente vai falar sobre amor. Eu odeio ouvir "Eu te amo", odeio porque eu prefiro me sentir amada de fato. Aí fico colocando na minha balança: quem em sã consciência deixa escapar um amor?
Quem não luta ao menos um pouquinho?

Amores líquidos.
Cansei de ser água escorrendo por entre os dedos...

29 de setembro de 2015

Conversa (mais ou menos) séria

Papai do céu? Ei, Pai. Tá me ouvindo?
Espero que sim. Acredito que sim.

Em primeiro lugar, obrigada. Obrigada por me conceder uma vida, saúde, alimento, abrigo, trabalho.
Obrigada pela minha família. Pelos meus amigos.

Mas vamos conversar?
Como é que fica meu coração? Até quando eu vou ficar nessa inércia. Nesse não amar ninguém.
Você tem alguém reservado para mim? Ou sou eu que não estou pronta? Ou ainda: você quer que eu devote minha vida somente a ti?

Sabe, Pai, essas perguntas me deixam inquietas, e sei que somente Você tem as respostas. Sei também que não me cabe conhecê-las.
Sei também que não sou a melhor filha do mundo. Que às vezes sinto raiva ou penso coisas ruins a respeito de meus irmãos, sei que em muitas ocasiões falho como cristã.
Perdão! Eu juro que não faço por querer.

Voltando ao assunto, Papai do Céu: e meu coração? E essas lembranças? E essas carências repentinas?
Eu sei que está tudo encaminhado. Eu sei que eu tenho que ter paciência.

Me ajuda, Papai do Céu? Me ajuda a me tornar a cada dia uma pessoa melhor. E me dá paciência para esperar corretamente pelos teus caminhos.
Eu sem você não sou nada. Me ajuda a confiar mais, me entregar mais.

Boa noite.

22 de setembro de 2015

Mais reflexões sobre a minha vida

Chega um momento na vida em que você começa a perceber exatamente aquilo que te atrai ou deixa de atrair em alguém.
Confesso que nos últimos anos esperei me encantar por alguém mais velho, carreira já mais ou menos definida, detalhes que me permitissem sonhar numa vida à dois. Esperava conhecer alguém assim e TCHARAN me apaixonar.

Esperei tanta coisa. E fui me tornando uma pessoa chata lúcida.
A cada dia que passa eu acho que minha busca (mesmo sem estar buscando) fica ainda mais difícil.
Não que todo mundo seja ruim e eu seja a boazona. Não é isso.

É uma questão de buscar pessoas parecidas comigo. E ainda vai demorar pra eu me apaixonar novamente.
Tive plena certeza disso essa semana.

Uma hora eu acho. Ou vão me encontrar.
Desisti de ter pressa.

Percebi que eu gosto de pessoas engraçadas, mas não gosto nem um pouco de gente que fala demais. Gosto de gente que me deixa curiosa.
Não gosto de joguinhos.
Se eu quero, eu quero. Se não, não.

E não é plantando dúvidas no coração que vão me deixar curiosa.
Tem tanta coisa acontecendo.

Sinto falta de um colo sem pretensões.

3 de setembro de 2015

Feijão

Às vezes bate essa vontade insana de sair escrevendo, escrevendo.
Eu sempre me repito quando digo que quanto mais as palavras saem, mais leve eu fico.
Não sei ser efêmera com algumas coisas.
Sou meio Cazuza. Ariano-foda-sem-papas-na-língua. Inconsequente e apaixonado pela vida.
Exagerado.

Eu não sei lidar com o vazio que me é imposto. Não sei lidar com o silêncio quando tudo o que quero é falar.
E mesmo não sabendo lidar eu vou seguindo. Vou engolindo de volta cada palavra não dita, desdita, implícita.
Rumino. Tento digerir.

No fim do dia fica essa sensação de algo parado na garganta. Algo sufocando.
Digito. Apago. Faço declarações de amor, para apagar logo em seguida.
Me apaixono e desapaixono. Uso a razão.
É tanta coisa ao mesmo tempo.

Faço declarações de guerra. Sinto a ira em cada poro da minha pele.
Saio para correr como se eu conseguisse deixar para trás cada pensamento que me abomina. Minha cabeça é minha maior inimiga.
Minha maior aliada.

Corro contra o tempo. E crio paciência. Ou tento.
Coloquei a paciência dentro de uma garrafa, em cima de um pedaço de algodão, tal qual a gente faz com broto de feijão.
Eu vou falando, falando. Preenchendo lacunas. Fazendo perguntas que eu sei que vão permanecer sem resposta.
Mas as lacunas que eu queria preencher palavra nenhuma vai completar.

Transbordo sentimentos. Meu mundo é bem mais extenso. Meu humor é bem mais requintado.
Só tenho esse problema com as palavras. Com as palavras que insisto em censurar.
Esse problema com o broto de feijão que insiste em não brotar.

29 de agosto de 2015

Sobre o chá de sábado a noite

Um sábado a noite serve para muitas coisas.
Serve para sair, beber, ver e rever amigos.
Serve para conhecer gente nova.

Serve também para pensar na vida, fazer um chá e ler um livro. Serve para ouvir um bom jazz em casa.
Serve para recusar convites e curtir sua própria companhia. Serve para não servir para nada e ainda assim ser exatamente o que você esperava de um sábado a noite.

Adoro ter a casa só para mim.
Adoro ser senhora do meu feudo, rainha do meu reino. Biquíni Cavadão define muito bem essa sensação com "Minha casa é meu reino".

Um sábado a noite serve para digerir a semana.

24 de agosto de 2015

Alice e Zé.

Você era Alice e eu só um Zé.
Hoje, eu sou um zero à esquerda, antes eu era um Zé qualquer. Talvez o amor da sua vida ou talvez um Zé Ninguém.

Você me levou para o país das maravilhas, Alice. Eu te ensinei as malandragens do Zé Carioca, ainda que carioca de verdade fosse Capitu.
Fui Zé, fui Bento: cego de ciúmes.

O tempo passou, as memórias não. Estão todas logo ali, se é que você me entende. Se é que você ainda lembra, se é que era amor, se é que era possível nossa relação de Romeu e Julieta...
Ali, se...

22 de agosto de 2015

instantâneo

Aí você para e começa a olhar a sua vida afetiva.
Olha para trás e percebe que teve pessoas ótimas na vida. Teve grandes oportunidades.

Até que ponto eu procuro por alguém ideal, até que ponto devo esperar que alguém se transforme no alguém ideal já estando ao meu lado?
No que eu posso mudar? No que eu devo mudar?

Essas são perguntas que volta e meia assombram a minha cabeça.

Por quanto tempo eu ainda devo esperar? Por quanto tempo essa espera vai durar?
Tem tanta coisa em jogo ao mesmo tempo.

Eu me dispo de preconceitos. Falta oportunidade.
Todo mundo anda muito instantâneo. Paixões duram só até o próximo match no Tinder. Muitas coisas efêmeras.
Eu sou profunda. Sou visceral. Gosto de paixões latentes que durem mais do que a vida de uma borboleta.

Essa coisa de achar que sempre se pode encontrar alguém melhor, alguém mais parecido, alguém com defeitos que eu sei que minha paciência vai aturar.
Uma busca sem fim. Onde a melhor resposta que consigo obter de mim e de todos os outros é "Continue a esperar" "Desencana, que aí aparece alguém".

Eu olho meu passado, sei que foi melhor assim, mas ainda assim ressuscito questionamentos. Será que foi só eu que estava errada esse tempo todo?

Tudo isso me tira o sono. Me incomodo.

9 de agosto de 2015

Quando nada dá certo mas está tudo certo

A gente sempre tem dias ruins. Não que estes sejam frequentes ou recorrentes, mas sempre vai ter um dia ou outro que não sai conforme o esperado.
Sempre vai ter aquele dia em que você pensa que seria melhor não ter sequer saído da cama. Tem dia que já nasce fadado ao fracasso, natimorto.
Não sei se é pior ter um dia inteiro ruim, daqueles em que ao sair da cama você já acha que vai dar tudo errado, e de fato dá tudo errado ou se o pior mesmo é aquele dia que parece que vai ser lindo, perfeito, que até o céu azul parece compor cenário de felicidade e acaba sendo uma bosta.

Hoje eu tive um desses dias.
Não reclamo. Dias "bostas" servem de aprendizado. Servem para nos mostrar que precisamos ter paciência e sabedoria para lidar com os problemas. Servem para lembrar que merdas acontecem, e que às vezes não há nada a ser feito.
É obvio que passei boa parte do dia com a cara fechada, amarrada, emburrada.
Só me dei conta de que dias ruins também são bons quando me lembrei de como comecei o dia... E aí você percebe que Deus não nos dá um fardo maior do que podemos aguentar.
É fácil ter fé quando está tudo uma maravilha. É fácil agradecer as coisas boas. Mas mais fácil ainda é querer desistir no primeiro tropeço, na hora que tá tudo fodido...

Esse texto vai ficar meio religioso, e nem ligo.
Muita gente entrega a vida nas mãos de Deus e espera maravilhas. Espera que Deus retire todos os obstáculos. Na real, não é bem assim que as coisas funcionam.
Deus funciona pra mim como um "apesar de tudo".

Pera aí, Pri não entendi...
Calma que te explico.
Deus está no comando por mais que as coisa que aconteçam na minha vida não saiam conforme o meu desejo. E acho que é isso que é importante lembrar quando se tem um dia "bosta". Algum motivo Papai do céu tinha para permitir que tudo o que deu de errado tenha acontecido. Não me venha falar de acidentes de carro, avião ou trem. Ou de doenças... Não é o foco.
Eu tô falando da minha experiência de hoje.
Tô falando em como eu quis falar palavras duras e em como calei. Em como quis explodir o mundo, mas guardei toda a raiva aqui dentro de mim. Ou pelo menos tentei.

No final, foi um dia bom.
Ou um dia da aprendizado.

3 de agosto de 2015

Trintinha

A dor passa.
A alegria passa.
O tempo passa.
A vida passa.

E aí numa segunda-feira você se percebe feliz pelo tempo ter passado. Você percebe que a grande maioria das coisas na vida tem o peso que você dá.
Então uma reunião no seu dia de folga pode ser uma desculpa para comer aquele prato que faz tempo que você está afim e que a mudança na escala pode ser a oportunidade de voltar a cuidar mais de si.
E uma conversa pode te dizer que você precisa ouvir mais as pessoas ao seu redor.

Escrever faz com que eu me sinta plena.
Pedir desculpas faz com que me sinta leve.

Ter 30 anos é incrível.

15 de julho de 2015

Sobre coisas boas

Hoje é um daqueles dias em que o amor da vida poderia chegar de mansinho.
Hoje é um dia em que eu vi minha família.

Hoje foi um dia bom.
Hoje eu me sinto incrível.
E hoje eu ainda me sinto só, mas me basto ainda assim.

É bom ir me reencontrando aos pouquinhos.
É bom cozinhar só pra mim, só por prazer.
É bom curtir a vida.

11 de julho de 2015

Cuidado com o Shrek

Sabe, eu não sei se é o tal do Sol no planeta do deus da guerra, Marte, ou se foi a vida que foi trabalhando para me deixar cada dia mais impaciente.
Não digo impaciente de não saber esperar a minha vez de me servir no buffet do "serve-serve", ou impaciente para esperar o bolo assar, a comida ficar pronta.
Não é desse tipo de impaciência que eu falo.

Quando eu digo que talvez o signo de Áries, venha reger a minha ansiedade, é porque eu não sei lidar com as pessoas. "Mas Priscila, as pessoas estão em todos os lugares"... É... Estão. E eu não sei lidar com a maioria delas.
Sei lá, sou o Shrek, sabe?
Construí durante os anos uns muros por aqui. Sou uma cebola cheia de camadas.
E cada dia que passa eu tenho mais preguiça de abrir os portais da "alma" e do "coração", preguiça de "descascar" as camadas e deixar mais gente entrar na minha vida...

No fundo, acabo achando que todo mundo não tá nem aí pra mim, salvo rarissímas exceções.
"Ai, Pri, pára (sim, eu vou continuar acentuando o verbo) com isso, não é assim". Eu sei que não é. Mas é assim que eu me sinto.

Nessas horas sinto falta da faculdade, do ensino médio. Porque eu tinha um motivo para ver todos os meus "então amigos" todos os dias.
Eu gostava dessa frequência. Gostava de ver os "então amigos", que eram amigos da ex, antes de serem meus "então amigos" todos os finais de semana. Por mais que eu saiba que hoje TODOS eles tenham falado mal de mim pelas costas. Por mais que hoje eu saiba que TODOS esses "então amigos" tenham dito que um outro relacionamento meu não iria dar certo.

Eu gostava de uma vez na semana ir na padaria Nove de Julho e beber com os "então amigos".
Eu sempre curti muito meus "então amigos".

O problemas sempre foi o "então". Foi a duração dessa proximidade.
Acho que dessa época, só um ou dois de vez em quando lembram que eu existo e comentam de ter a intenção - sempre fica só na intenção - de marcar um bate papo qualquer dia desses.

Nessas eu fui perdendo o tesão de manter as pessoas por perto.
Prefiro trabalhar. Ocupa muito mais a minha cabeça. E prefiro ocupar a cabeça com trabalho do que perder tempo com quem não faz a menor questão de me manter por perto também. Não vou entrar no quesito dinheiro, por dois motivos: 1- dinheiro não traz felicidade (é essencial pra vida, mas não traz felicidade); 2- Se eu for contabilizar quantas vezes a galera estava sem grana eu fiz a parte de alguém no rolê e resolver cobrar, eu acredito que eu consiga pagar uma viagem bem bacana pra alguma praia do Brasil por pelo menos um final de semana. Mas não, não tô afim de entrar nesse mérito...

É orgulho? É. É um pouco de orgulho. Um pouco de não querer correr atrás.
Mas hoje, acima de tudo, hoje é uma carência o que eu estou sentindo. É um buraco sem fundo. É falta de uma rotina de amizades. Rotina de ter quem pergunte como está "aquela paquera", alguém que saiba qual foi o último episódio do incrível seriado que é "A vida desiludida da Priscila" ou "Diário de uma workaholic". Alguém me acompanhe. Que não pergunte como estão as coisas só pra "fazer sala".

Por isso eu sinto tanta falta da Mari.
Porque a gente se acompanhava. Ela sabia, eu sabia. A gente se dividia.

Tá aí: tá faltando dividir.
Dividir as camadas.
Tá faltando ter com quem "descamar". Ter com quem desabafar sem ter que contar toda a história do coração partido ou outra coisa qualquer desde o começo.
E quanto mais sozinha eu fico, mais eu fico com preguiça de deixar alguém chegar perto. Porque no final todo mundo vai embora. E eu? Eu continuo aqui...

30 de junho de 2015

Sobre se tornar adulta, sobre vazio e sobre amor

Dizem que as rosas ressurgem mais fortes depois de uma boa poda.
O inverno, nos faz querer guardar energias, para ressurgirmos na primavera...
Floridos, imponentes. Coloridos.

Estou pensando na poda.
Pensando no que ainda tenho que cortar para poder ressurgir.
Há tempos sinto falta de me apaixonar.
Há tempos sinto falta de estar colorida com as cores de diversos sentimentos que há muito não dão as caras por aqui.

"Não tenha pressa, Pri"
"O amor acontece"
"Quando você menos esperar..."

Frases que ecoam por aqui.
Mas e se a gente tiver uma cota de pessoas "apaixonantes" na vida? E mais: e se eu já tiver conhecido toda a minha cota?

É uma ansiedade sem fim.
Me sinto bem por um lado, afinal consegui alcançar uma maturidade profissional e financeira que antes eu não tinha.
Prova disso eram minhas contas de telefone, na época pós pago, com interurbanos intermináveis, meu saldo sempre no vermelho. E total ausência de planos.
Só havia um porém: eu amava. Eu era apaixonada. Eu cuspia borboletas pelo ar. Eu ansiava mensagens de "bom dia", matava trabalho (mentira, só fiz isso uma vez na vida), pra encontrar com o então "amor da vida" num show.

Eu sinto falta de ser inconsequente. De não medir esforços e bancar a louca por amor. Pura e simplesmente por viver aquele sentimento que me consumia.
Não faço muito ideia do que aconteceu.

Talvez eu só tenha virado "adulta".
Mas eu ainda não sei direito. Papai costuma dizer que a certeza do hoje só vem com o amanhã.
E o meu hoje anda mais incerto.

Não sei o que carrego no peito.
Não sei se é só vazio. E quando falo em vazio, me pego revirando memórias, e sentindo falta das coisas que vivi, não porque eu sinta falta das coisas, ou pessoas, mas porque esse vazio é enlouquecedor. Porque esse silêncio é ensurdecedor.

Na falta de alguém enfio o trabalho na vida. Enfio metas. Procrastino um pouco, é verdade, mas eu não sei mais ser como eu era antes.

Hey, adultos! Então é isso que vocês chamam de amadurecer?
É deixar de me encantar? É deixar de me apaixonar?

E o amor? Onde eu encontro esse tal de amor?

15 de junho de 2015

Pra pensar na letra...

"Se eu demorar, me espera, se eu te enrolar, me empurra se eu te entregar, aceita, se eu recusar, me surra se eu sussurrar, escuta, se eu balançar, segura se eu gaguejar, me entende, se eu duvidar, me jura se eu for só teu, me tenha, se eu num for, me larga se eu te enganar, descobre, se eu te trair, me flagra se eu merecer, me bate, se eu me mostrar, me veja se eu te zoar, me odeia, mas se eu for bom, me beija

se tu tá bem, eu tô,
se tu num tá, também...
não tô legal, não tô,
pergunto o quê que tem
tu diz que tá tranquila, mas eu sei que tu num tá
tu tá bolada filha,
vamo desembolar

se eu te amar, me sente, se eu te tocar, se assanha se eu te olhar, sorria, se eu te perder, me ganha se eu te pedi, me da, se for brigar, pra que?
se eu chorar, me anima, mas se eu sorrir é por você... "



Trecho de Mulher do Projota

14 de junho de 2015

Mineirando



Aí você viaja.
Sozinha.
Resolve pegar a estrada e conhecer uma parte da história do Brasil.
Resolve escrever a própria história.
Resolve começar um capítulo novo, sem apagar os anteriores.
Resolve tentar se (re)encontrar.

Chego a algumas conclusões.
Me apaixono por Minas Gerais. Pela história de um Estado, pela sua influência na história de um país.
Me interesso. Vou pegando a estrada. Real.
"Mineirando".
Encontrando ouro em paisagens. Em ausências. Em descobertas.
Sentimentos de ouro. Coração de Ouro.
Passo por Ouro Preto.

A cidade mais bonita, leva o nome de mulher: Mariana.
Avanço mais um dia, pego mais um pouco da estrada. O coração está longe. Aliás, o coração anda distante faz tempo.
Faz tempo que deixei meu coração logo ali. Aquele ali de mineiro...
Rita Lee. Amy Lee. Lee.

Chego a Belo Horizonte. Entendo o porquê a capital recebe esse nome.
O dia amanhece. Lentamente o Sol vai tomando seu espaço, vai colorindo o céu.Do alto, vejo a cidade. Feliz cidade.
Belo Horizonte me encanta em cada esquina, em suas largas avenidas, em seu povo com o sotaque "cantadim", com cada cadeira de botequim.
Não quero voltar. Ainda não cheguei ao fim.

2 de junho de 2015

16 horas de son(h)o


Você passa 16 horas na cama. E não, não é fazendo sexo (infelizmente).
O sentimento é quase de renascimento. Se no dia anterior a sensação era de que um trator havia passado por cima de mim (e não, não foi sexo), depois dessas sagradas 16 horas acho que estou pronta pras 16 horas de sexo.

AHAHAHAHA

Brincadeiras à parte, estou no segundo dia das férias.
Dia de planejamento. Ou de rever o planejamento já feito.
Nas caixinhas de som, a nova do Beirut: "No no no", seguida de outras tantas músicas do Devandra Banhart.

O mood humor de hoje combina com o dia: cinza, nublado. E não, não acho isso ruim. Na real, eu gosto.
Acompanha a escrita destas, um chá, de hibisco. O chá aquece uma parte do dia frio.
É engraçado o como eu gosto de dias assim. Tenho a sensação de que a primavera está em mim, tá por dentro. Algo meio controverso, eu sei. Mas dias frios e nublados me fazem florescer por dentro.
Em flores, ser. Ser como as flores é uma boa meta de vida, não?

(Voltando ao dia, já que eu parei pra continuar o parágrafo acima) Ouvir Beirut me fez querer correr, ter um telefone pra ligar e dizer "Ei você ouviu a nova do Beirut?". Me deu vontade de ouvir uma certa voz já esquecida, tantos os dias que não nos falamos. Ou que até nos falamos, digitalmente, textualmente, escritamente, saudosamente.

A meta das férias é me (re?)encontrar. Renovar.
A interrogação saiu ali, meio no automático, meio de última hora.
Na real, estou me perguntando se alguma vez eu já me encontrei na vida.
Talvez. É ruim não ter certeza das escolhas feitas.

Tô me encontrando. Eu juro.
A parte profissional já está bem definida. Aliás, minhas férias são fruto do trabalho. Um descanso merecido.
Só me resta continuar crescendo, aprendendo, reciclando, me empenhando pra ser ainda melhor. Reconhecimento? Vem com o tempo. Problemas às vezes aparecem para superarmos.

O que sobra? "Sobra" a vida pessoal. Sobra o não-relacionamento. Sobra o medo de arriscar um namoro. Sobra a comodidade.
Sobra ausência também. Sobra a falta de ter alguém pra contar do filme bom/ruim que eu vi. Uma música ou uma propaganda. Sobra.

Mas sobre isso, já sabemos, é só deixar o tempo passar.
Agora chega, que preciso dar atenção a minha planilha de férias.





26 de maio de 2015

Pode ser?

Hoje é mais uma daquelas tardes de folga em que eu tiro um tempo para escutar música, fazer nada, organizar minhas coisas, dar uma limpa nos papéis que acumulam sobre a mesa.
Eu tenho a mania de tirar coisas da vida. Coisas. Pessoas.
Acho que coloquei tudo num mesmo saco e joguei fora.

Nada completa.
Faltam ambições. Na realidade, falta o desafio.
Tenho sentido falta de ter alguém interessante o suficiente para que seja um desafio.
Confesso que ando preguiçosa o suficiente para não querer um desafio tão grande.

Sei lá se são os anos, a vida, as experiências ou se é a minha chatice natural que anda reinando por aqui.
Tô sem paciência de ter as mesmas conversas, sabe?

Esse ciclo precisa ser quebrado.
A Lila disse, dia desses no snapchat, que precisa se reinventar. Tomei um pouco disso para mim.
Preciso me reencontrar.

"Qual é o rumo?" fico me perguntando e pensando.
Trabalho para não pensar. Porque pensar dói.
O grande mal do século é pensar. Sócrates está redondamente certo quando diz que tudo o que sabe é que nada sabe. Quanto mais sabemos, maior o nosso contato com o nada.
Ok, estou filosofando demais.

A questão é esse vazio indecente que brota nessas tardes... Um vazio de alma.
E eu simplesmente não consigo me planejar para preencher esse vazio.

Tem algo errado. E não é de hoje.
Eu estou engasgada;

Acho que é isso. Eu tô engasgada. Tô querendo vomitar todas as palavras, as angústias, a raiva que existe aqui.

Uma porrada de sentimentos que venho guardando.
Uma vontade sem fim de exigir respostas.

Aí eu paro, respiro. Percebo que não dá pra ser assim.
Não dá pra ser sempre do meu jeito, não dá pra ter todas as respostas, não dá pra prever o futuro.
Se bem que o que me incomoda é essa pseudo-inércia sentimentalística em que me encontro.

Aí eu erro. Aí os outros erram. Aí eu não sei o que fazer nem o com meu erro quanto mais com os dos outros.

Perdi o encanto. Eu quero nascer de novo. Pode ser?
Eu quero encontrar alguém com um perfil parecido com o meu, pode ser?
Eu quero voltar a estudar, pode ser?
Eu quero voltar a ter rotina, pode ser?
Eu quero minha promoção, pode ser?

Eu quero um futuro diferente do meu presente.

18 de maio de 2015

O Elefante.



Passei a tarde bebendo. O que não exatamente signifique eu esteja bêbada neste exato momento.
Neste exato momento estou ouvindo Elephant Gun pela quinta vez. Você não lembra, mas me pediu para ver o videoclipe da música num dia em que eu estava triste.
Meu estômago dá mais voltas que os bailarinos do vídeo. E não, não estou bêbada. É que lembrar você me dá borboletas no estômago.
Tenho tentado entender tudo o que se passou.
Tudo o que se passa.
Sou um bicho chato que não gosta da ignorância, que não gosta de não saber das coisas, que não gosta de não entender.
E eu não sei exatamente quando ou por que a minha vida tomou esse rumo. Não é um rumo ruim.
Eu caminho por estradas que me deixam em paz.

Beirut me deixa em paz, mesmo tocando em algo aqui dentro que, de certa forma, incomoda.
Não sei descrever essa sensação de paz e incômodo que sinto ao mesmo tempo. Consola a dor, mas não faz a dor desaparecer.
Beirut é quase como um colo quente que acolhe as lágrimas salgadas num dia frio.

Escuto Elephant Gun pela sexta vez.
Bato o olho no relógio: 22h38.
Por quantas vezes eu contei os minutos para estar contigo? Por quantas vezes eu achei 23h um horário mais perto da minha felicidade?
Por quantas vezes os poucos minutos me alegraram?
Por quanto tempo vou pensar nessa história toda?

Isso aqui não é real. Eu tô fantasiando um conto. Tô falando de uma vida que não aconteceu.
Falo das possibilidades que eu sonhei pra gente. Da viagem pra Cuba. Da foto de você só de camisa que eu não tirei.
Eu tô presa numa redoma de vidro com o meu passado. Presa com o passado que não existiu.

Sabe toda essa pose de pessoa bem resolvida? Então, isso tudo é mentira.
Mentira. Parte da pose é mentira. Eu tô bem, eu juro.

Só queria ser foda por uma noite. Só queria uma foda por uma noite. Não com você. Mas com qualquer outro corpo que se dispusesse a desprender energias.
O foda é que eu não tenho nem a foda, nem você.
O foda é que não tenho nem lembranças dessa história que nunca existiu.
Esse elefante branco que ocupa espaço na cabeça e no coração.


6 de maio de 2015

Sobre talvez eu não saber admitir algumas coisas

Eu acho engraçado como eu consigo solucionar todos os problemas da vida dos outros.
Acho foda como tudo é tão simples na minha cabeça, como é básico perceber que, sim, sua mãe vai pegar no seu pé se você tem apenas 20 anos e acabou de se mudar para São Paulo; notar que realmente você não vai dar certo com ninguém enquanto você não der certo consigo mesmo. Acho óbvio demais que suas contas não vão bater no final do mês se você gasta mais do que ganha e especialmente: se você sequer sabe quanto você gasta num mês.
Esses são os problemas dos outros. Resolvo todos eles numa tacada só. Resolvo esses num rabiscar um rascunho qualquer. Desenho soluções se for preciso.

Num geral tudo se resume em: Relacionamentos.
Eles estão por todas as partes.
E o nosso maior é problema é que a gente não sabe lidar com o outro. Especialmente porque nós não sabemos sequer lidar com nós mesmos.
De sexualidade a carreira: somos um poço sem fundo de questões que talvez a gente demore anos para responder, não porque a gente não sabe a resposta, mas às vezes, simplesmente porque admitir a resposta dói.

Verdades nem sempre são doces.
As minhas verdades quase nunca. Ainda mais quando tenho que falar sobre relacionamentos.
Ainda mais quando eu tenho que falar sobre os meus relacionamentos. Talvez por isso eu tenha optado em ficar solteira, em levar grandes oportunidades em "banho maria".


Talvez no fundo eu tenha medo de dar certo com alguém. Auto-sabotagem como diria o Titi (apelido carinhoso do Ítalo).

Ou a minha vida seja só desencontros. A garota perfeita é hétero. O cara perfeito é bom demais pra mim. Ou eu não sou hétero o suficiente. Ou eu tenha medo de que o sexo não seja tão bom quanto os papos, os "amassos". Ou eu não sou tão bi quanto eu acho que eu sou. Ou eu não queira admitir que posso ser feliz com quem gosta de verdade de mim. Ou tenho medo de arriscar um relacionamento à distância de novo.
Talvez seja tudo isso. Talvez.

Talvez eu goste de pessoas mais novas porque elas sempre vão me dar problemas. Ou talvez eu é que goste ser um quebra-cabeça pra essas pessoas.
Tá vendo, tô provando por A + B tudo o que eu disse ali em cima: a gente não sabe lidar direito nem com a gente mesmo, que dirá com os outros. E olha que ultimamente me disseram que sou bem resolvida.
Gatinhos e gatinhas, se eu fosse bem resolvida eu estaria namorando e feliz. No momento estou só feliz.

Não me acho bem resolvida. Muito pelo contrário.
Aliás, desde que voltei de Piracicaba eu estou uma zona por dentro.
Acho que é medo de admitir que me apaixonei. E eu não sei responder se eu ainda estou apaixonada, caso eu tenha realmente me apaixonado.
O ruim da paixão é pensar nas possibilidades. Então quando coloquei possibilidades versus realidade, percebi que estava sonhando alto demais. Cortei expectativas e fugi.

Sai correndo. Fui pro meu porto-seguro. Fui procurar a certeza que eu não admito que é certeza. Fui procurar o amor, que não é paixão. Fui parar em SP. Fui parar nos braços de quem me irrita mas eu não consigo me imaginar passando MUITO tempo longe.

O que pode ter acontecido também em Piracicaba é que eu estava longe de casa. E encontrei uma pessoa genial. É uma possibilidade. Um único alguém com quem eu conseguia falar de coisas extra-trabalho.
Música. Filmes. Política. Alguém foda. Alguém que é o meu avesso. E sendo o avesso de tudo o que eu, coxinha capitalista pseudo pop hipster, pseudo intelectual - sou, é incrível.

A gente sai de mãos limpas dessa história, não é mesmo, Alanis?

Tá, mas e agora?
Agora eu voltei para São José, agora eu vou voltar a trabalhar, agora sobra tempo, sobra tempo demais pra eu ficar pensando em todas as coisas que eu queria ter dito.
Sobra tempo para eu me chatear por ouvir um "a gente não daria certo".
Sobra tempo para eu ficar quieta, me achar incrível por não ter me tornado mais um problema na vida de alguém, só porque o meu ego às vezes precisa provar que eu sou interessante e, blah, irresistível.
Agora sobra tempo pra eu pensar se me apaixonei ou não.
Sobra tempo para sentir falta. Sobra tempo para querer mais conversas. Sobra tempo para adiar outras conversas.

Sobra tempo para escrever coisas e ficar me perguntando outras coisas mais.

E você? Como você está com você mesmo?



14 de março de 2015

Sobre tempo

Cair, levantar, aprender a seguir em frente.
Cair, machucar-se, aprender a se curar sozinho.

Processos que levam tempo, demandam maturidade, que trazem aprendizado sobre a vida e auto-conhecimento.
Estou aprendendo a me virar por aqui.
Aprendendo a ter tempo para cada coisa.

10 de março de 2015

Sobre desapegar e outras coisas mais

Então você tem que enfiar na cabeça o que é ou não pra você.
Quem é ou não, pra você.

E você tem que se amar. Mas como amar alguém de quem você conhece os mais profundos e obscuros defeitos?
Como lidar com alguém a quem você conhece 90% dos defeitos, mesmo que você não admita?
Como sair de si, achar qualidades que se equilibrem aos defeitos?

Me dizem que sou incrível. Ok, posso até ser, mas a quantidade de muros em torno do castelinho que a pessoa tem que desbravar pra descobrir isso é enorme.
Sabe, eu to com quase 30 e eu só queria ser incrível pra mais gente. Não como o AMOR DA VIDA, mas amizade mesmo.

Eu costumava ter tanta gente por perto, ter tantos convites pra sair, e sei lá como, eu fui me "fechando em copas", fui jogando as pedrinhas que eu fui encontrando , não no castelo, mas em torno dele.

A vida pra mim é muito lógica: querer, poder, necessitar. Às vezes você utiliza o três verbos, às vezes dois, mas o ideal é usar apenas um. Separar as coisas que você quer, pode ou necessita.
Faço isso com as pessoas o tempo todo. E talvez por isso eu me feche tanto. Não que eu não precise, mas preciso de poucos. Queria muitos? Sim. Não vou mentir que adoraria voltar a ser aquela pessoa que sempre estava com outros amigos. Mas essa solidão às vezes me faz bem. Outras vezes não.

Só é difícil desapegar daquilo que quero, não necessito e não posso. Sinto me um cachorro na frente do forno com frango assado. Televisão de cachorro, sabe?
Assisto de longe. Quando me encho da falta de atitude, saio andando, com os pacovás cheios.

É onde entra a questão: quem é que topa chegar perto? E por que tanta gente tem uma impressão errada?

Em algum lugar do meu inconsciente gravaram uma informação errada de que relacionamentos/pessoas são como um jogo de War: conquistar mais e mais. E isso tá errado, mesmo que inconsciente.
Não sei se é porque não encontrei a pessoa certa. Tô jogando o jogo errado. Não tô sabendo as regras dessa coisa de sociedade, de relacionamentos.

Aí toca Perfect da Pink.
Vou ao chão.
Nocaute.
Pego o violão. Não sai.
Sai o começo de Linger um pouco mais acelerado. Quase tão rápido quanto os pensamentos que vão surgindo na cabeça.
Eu não sei contar o tempo certo. Eu sei dizer quando o tempo não está certo, mas não sei contar o meu próprio tempo.

Desapegar. De hábitos, de pensamentos.
Será que alguém vai ter coragem de passar pelos muros e chegar no castelo?
Cansei de jogar War sozinha.

"Eu sei, jogos de amor são pra se jogar
Ah, por favor, não vem me explicar
O que eu já sei, e o que eu não sei
O nosso jogo não tem regras nem juiz
Você não sabe quantos planos eu já fiz
Tudo que eu tinha pra perder eu já perdi
O seu exército invadindo o meu país
Se você lembrar, se quiser jogar
Me liga, me liga"

28 de fevereiro de 2015

o Jogo do menos

Às vezes menos é mais.
Talvez tenha sido isso que motivou a sair do facebook, tempos atrás.
Voltei? Sim, mas sem o aplicativo no celular.

Não quero ser refém da vida alheia. Seja por me prender nas coisas que as outras pessoas fazem, seja por filtrar o que faço ou deixo de fazer.
Quem precisa saber o que, quando e onde faço, sabe.

É bíblico: O que mão direita faz, a esquerda não precisa ficar sabendo.

Paralelo a tudo isso: tenho procurado ocupar a cabeça do diversas coisas só não ser mais presente do que eu deveria.
Priscila e suas neuras. Priscila e sua linda mania de pensar demais.

Como sempre: muitas perguntas e poucas respostas.
Na realidade, muitas perguntas que não são sequer verbalizadas.

Será que mais alguém é assim?


Eu gosto de jogar, mas jogo com as regras estando bem claras.
Nesse caso não sei nem se tem jogo, quanto mais se tem regras...

"Better run faster than a bullet."

Coisas desconexas. Trechos de músicas.
Lembranças.

Por essas e outras gosto tanto de trabalhar: ocupa a cabeça com menos coisas.

25 de fevereiro de 2015

Sobre iniciativa.

Algo me diz que passarei por tempos difíceis no trabalho.
Não por falta de apoio, mas pelos desafios impostos e pela bomba-relógio que eu tenho em mãos.

Medo?
Tenho. Tenho muito. Nessas horas queria ter feito meu pé de meia com um pouco mais de antecedência.
Mas é a vida.


Novas pessoas para me ocupar a cabeça.
Gosto dessa coisa de ficar caçando sorrisos. Gosto de saber que alguém sorriu por minha causa.
É isso o que me faz dar bom dia para estranhos na rua. É isso que me faz segurar a porta, dar passagem...

Eu me preocupo com as pessoas ao meu redor. Se essa preocupação resulta em ações, são outros quinhentos...


Agora é hora de ir dormir. Dormir e tentar não esperar que a iniciativa de começar uma conversa tenha que ser sempre minha.
Depois volto pra falar mais sobre isso.






19 de fevereiro de 2015

Procurando por uma desculpa...

Pensar, pensar e pensar.
Ter que procurar foco para seguir com o trabalho enquanto a minha cabeça segue ocupada com a eterna questão do "mandar ou não mensagem".
Gostava mais do tempo quando eu fazia o que tinha vontade sem ter que ficar medindo.
Ser inconsequente às vezes tem suas vantagens.

Aí tudo traz algo pra lembrar aquilo que eu quero deixar no cantinho, aquilo que quero deixar para depois.
O meu problema é ser exagerada e ansiosa. É achar que o mundo vai acabar amanhã e que eu não vou ter uma chance. Que eu não vou ter a minha chance. Chance de viver tudo o que eu acho que eu devo viver.

Me tranquei no meu castelo. Poucas pessoas sabem o quão incrível eu posso ser.
Mas é um processo. E é muito mais gostoso quando o outro se interessa e não quando eu mostro tudo o que há guardado aqui.
Não é a busca de um relacionamento. É a busca de um significado. Essa busca tem amplitude...

Qual o pecado em gostar de alguém?
Não sou mais criança para ficar de mimimi e fazer pose, fazer carão.

Tudo isso pra quê? Só pra dizer que eu queria ver alguém de novo.

8 de fevereiro de 2015

Clichês e questões

Das coisas que eu sempre tive certeza: palavras têm força.
Atitudes sempre voltam. Aqui se faz, aqui se paga.
Desespero não é bom.
Ciúmes me faz mal. Ciúmes é insegurança.
Confiança é primordial.

O óbvio é a verdade mais difícil de se ver.
O que eu vejo por aí? Desespero.

Ou talvez eu só seja fria e desapegada demais.
Um dia vou tentar entender tudo isso.

Quem me conhece sabe o quanto eu sou previsível. E sabe muito bem o que esperar de mim.
Não perco meu tempo com a vida dos outros. Não perco meu tempo gastando energia com coisas e pessoas que não me acrescentam.
Ou soma ou some. My way or the highway.

Falo pouco sobre mim justamento pra não ter que ouvir sobre mim.
Não falo sobre os outros porque não quero que falem sobre mim.

A verdade sempre aparece uma hora ou outra e quem não deve não teme.
Clichês que fazem a vida ser interessante.

Acho que a minha grande questão hoje é: do que eu realmente preciso?

Não vou responder com palavras. Como eu disse ali em cima: as palavras têm uma força imensurável.
Não digo Eu te amo, não prometo coisas, não chamo ninguém de vida ou meu bem, muito menos digo algo é pra sempre.
Já vivi grandes histórias que não foram pra sempre e, ainda assim, sempre serão recordadas.

Poucas vezes estive tão bem.

25 de janeiro de 2015

Sobre agir feito criança e morrer de raiva depois

Eu faço e falo coisas por impulso. Muito de vez em quando eu saio do sério.
Na grande maioria das vezes, o que me faz sair da linha é ciúmes.

Eu cheguei numa fase onde busco mais que sentimentos pra achar que algo pode dar certo. Tenho a mania muito feia de ficar procurando defeito em tudo.
Posso ter a pessoa mais linda e carinhosa do mundo ao meu lado, mas se falta confiança, se por algum motivo acho que não vai dar certo, o que eu faço?

Eu me saboto. Auto-sabotagem das grandes.
Aí nessas, eu sinto mais ciúmes ainda, porque se eu estivesse junto, ok, é meu, tá comigo.
Mas eu não estou junto.

Aí o ciúmes me tira do sério.
Volto a ser criança. Volto a fazer birra.
Tenho defeitos. Sei que sou insuportável.

Uma hora acho alguém com paciência suficiente pra me aturar pro resto da vida.
Enquanto isso, tô aqui, morrendo de raiva.






Raiva de mim.

23 de janeiro de 2015

Tudo em um...

Descobri que o meu problema é querer um relacionamento tudo em um.
Tudo o que teve de melhor nos meus ex-relacionamentos em um só.

Doce ilusão.
Não é apego ao passado. É só vontade de manter o que era bom. Talvez por isso eu fale tanto de ex pra quem está comigo.
Simples e puramente porque eu tento aprender com o passado. E falar sobre ele me ajuda entender um pouco mais das coisas...

Só acho que até o presente momento da vida eu não havia percebido que isso por muitas vezes machuca quem ouve.

Pontos finais finalmente colocados, hora de seguir em frente.

De quinta

Dia de telefonema do trabalho, dia de convites aceitos. Dia de buscar mais trabalho.
Dia de pensar na vida.

Dia de quinta.
Dia de ver seriados, de ouvir música.
Quinta de dormir até mais tarde.

Dia de passar vontade. Dia de dar tchau.
Dia de esperar para ver e não ver.

Dia de querer.
Quinta.

Uma feira de sentimentos.
Quinta-feira.


21 de janeiro de 2015

Sobre meus estigmas

Ontem a noite voltando de Taubaté, meu rádio me sacaneou.
Mandou uma sequência matadora de músicas. Fui voltando no tempo a cada nova faixa.
Dirigir, ouvir música e pensar na vida, quem nunca?

Cheguei a conclusão de que eu levo tanto as pessoas ao limite (ui), que forço a evolução delas para o próximo relacionamento.
Me tornei um estágio. Estagiário só se fode. Aprende muita coisa na prática e tomando uns tapas da vida, mas estagiário em geral só se fode.
É essa a conclusão que eu cheguei sobre minha vida sentimental. É essa a marca que eu carrego no peito no lugar do coração.
Eu sou o estágio antes do emprego dos sonhos.
Sou a pessoa que só se fode e no final fica sozinha. Consigo ensinar muita coisa sobre a vida ou sobre relacionamentos. Depois de mim, ninguém nunca mais é o mesmo.
Todo mundo fica melhor. Eu? Eu fico sozinha.

Ouvi Rihanna - Love the way you lie, com seu refrão dolorido. Cada estrofe era uma lembrança. Mentiras. Choro.
Cada música um relacionamento.

Counting Stars do One Republic me faz lembrar do como me sinto viva, de cada coisa que sinto, da vontade de sair voando sem destino. De como perco o sono pensando no que poderia ser, mas não é. Possibilidades que não se encaixam com a realidade, que não se encaixam com a minha chatice.

Na sequência matadora, veio Cryin'. Aerosmith me arremessou pra 2009. Me lembrou Tiê. Me fez perceber que a vida segue. E que hoje não dói mais.

Acho que finalmente encerrei meus ciclos de passado. Aos (quase) 30 consegui chegar num ponto onde o agora de fato é o momento. Por mais que eu ainda tenha muitas dúvidas.
É o que acontece hoje que vai contar daqui pra frente.
O mais legal é escrever isso enquanto ouço Pethit. O mais legal ainda é que dá pra cantar junto "Quantas vezes eu já te contei nesse jogo não há ganhador. Quantas vezes eu perdi também quando a aposta era o meu amor".

Ok, são devaneios? São.
São fatos? Talvez.
Tô cheia dos mimimi? Estou.

Pelo menos agora eu sei onde eu errei. Acho que tudo isso foi pra eu aprender a ter paciência. E ser mais óbvia.
Agora é ver o que vem pela frente. É esperar uma resposta improvável do destino. Será, talvez, surpreender uma nação.

Depois de tanto amargor, talvez eu esteja entrando uma fase mais como o último álbum do Pethit...
Doce como açúcar, explode na sua boca. Vem chupar meu rock n roll.



Aliás, super recomendo: pegue o carro e aperte o play.

16 de janeiro de 2015

Sobre cartas não enviadas

Eu queria escrever tanta coisa.
Passar tantas outras a limpo.
Queria saber de uns pensamentos. Dar um pulo no futuro e voltar sem alterar o rumo das coisas.

Esse é o ano onde comemoro 30 anos.
E aí?
O que é que foi que eu fiz da vida?
O que é que eu tenho da vida?
QUEM eu tenho na vida?

Eu ando vazia. Vazia de mim. Vazia de desejos. Esperando que o tempo passe rápido e as coisas se resolvam por si só.
Tenho medo de arriscar. Medo do novo. Medo de ir atrás da solução de uma dúvida de uma vez por todas.
Faço perguntas e não sei se quero ouvir as respostas.

Queria dizer que ainda estou chateada. Que aquele último telefonema me machucou muito. Machucou tanto que acho que perdi a fé na humanidade, na capacidade das pessoas se respeitarem. Na capacidade de existir amor. Amor mesmo. Não necessariamente o amor entre casais, mas amor na forma pura de não esperar absolutamente nada em troca, amor de amigos, de irmãos.

Amor de verdade, talvez, só o de mãe.
Aquela ligação derrubou um castelo. Um castelo de confiança. De admiração.
Eu perdi muita coisa naquela ligação. Era domingo, era por volta de meio dia. Eu ainda lembro.

E olhando pra trás eu vejo quanta coisa eu já perdi. Quantas cascas, quantas camadas de mim eu fui perdendo... Ou acrescentando em torno de mim...

Penso nas coisas. Penso em pessoas que quis perto de mim. Penso na confiança.
E por não conseguir confiar, eu fico perseguindo o impossível, porque aí eu não me envolvo. E não me envolver foi a melhor maneira que eu encontrei de não sofrer, de não continuar perdendo.

Eu queria sim, sentar e conversar. Mas não dá. Conversar hoje não vai mudar o que houve.
Não vai apagar os meus ou os teus erros.

Tem tantas cartas que eu queria mandar.
Tem tanta coisa que eu queria dizer.
Saber se nessas entrelinhas da vida, esse outro você, pensou em mim como uma possibilidade.
Pra outros queria perguntar se quando você dizia que eu era incrível e que queria construir a nossa família, se isso tudo era verdade ou era só da boca pra fora.

Pra alguns a minha pretensão era entender o chá de sumiço. Entender o medo.
Há ainda aqueles que receberam de fato minhas palavras e somente responderam que não poderiam responder.


Tem muita coisa bagunçada aqui.
E eu não faço ideia por onde começar a arrumar.


15 de janeiro de 2015

Sobre voltar ou ficar

Eu havia esquecido o quanto gosto de Campinas.
Havia esquecido tantas coisas, tantas liberdades, tanto desejo de viver coisas novas.

Mas esqueci uma parte minha por aí. Ando incompleta e sem vontades. Ando fechando os olhos sem necessariamente pensar em alguém.
Me incomoda esse vazio, essa ausência de história.

Talvez por isso eu queira tanto voltar logo para São José. Lá, pelo menos o vazio consegue ser menos intenso.
Na pior das hipóteses, por mais intenso que seja, ele ainda dói menos.

Nessas horas que saio para caminhar e ouvir música. Tento preencher com outros pensamentos esse espaço repleto de questionamentos que insistem em ocupar minha mente.

Invento teorias pra escapar da insônia... Preencho com palavras esse longo caminho entre ficar ou voltar...

11 de janeiro de 2015

Vida generosa

Golpes de sorte.
Uma noite sozinha num bar.
Telefones trocados.

Ligações.
Memórias.
Paixões.
Mais memórias.

Campinas tem sido generosa.
Admiração. Gosto da minha maneira de resolver as coisas.
Mais memórias.

Lembro de Rio Preto. Das pessoas de Rio Preto. Lembro de Campinas há anos atrás. Lembro das quartas-feiras.
Das bebidas. Dos desejos. Lembro de mais pessoas.

No entanto, meu desejo de pessoas é mínimo.
Quero conversas e carinhos. Nada mais que isso. Estranho? Talvez.

Partindo de mim, um Don Juan de saias, sim, é muito estranho.
Muita coisa na cabeça.

Uma noite no carro. Uma noite em Rio Preto. Uma carona.
Um cachecol.

Ainda não esqueci.

Se bem que eu acho que é só porque eu não posso ter, só por isso ainda penso tanto no assunto.
Lembrei da minha lista de desejos sobre relacionamentos.

Campinas.
Futuro lar.
Como vou pensar no futuro se nem meu presente eu consigo resolver direito?

Quero casar.
Ainda assim, a vida tem sido generosa.

9 de janeiro de 2015

Descobertas felizes

Hoje por um instante eu sorri.
Na Yamaha semanal vi que algumas lições finalmente estão sendo aprendidas.

É bom saber que eu não passei em vão e que algo de bom ficou.
Ponto. Dot.

Eu preciso escrever outro capítulo na minha vida.
Tá faltando personagem. Ou simplesmente mudar a trama.

5 de janeiro de 2015

Mixed

Querer escrever sem ter começo, meio ou fim.
Querer muitas coisas. Passado, presente e futuro num mesmo instante.

Sinto falta de uma amizade. Sinto falta da confidência, da confiança. Coisas que hoje em dia são tão difíceis de encontrar.
Falta companheirismo. Falta aquela turminha. Falta um círculo. Falta café, chocolate e chantilly.
Falta alguém pra almoçar no Habibs no meio da semana corrida. Falta tirar a cebola da esfirra. Falta o vinte e dois depois do meu.

Faltam as promessas não cumpridas.
Faltam cartas respondidas.

Eu viajo. Eu me encanto.
Eu volto. Eu me decepciono.

Eu viajo de novo. Me decepciono de novo.
Eu espero o impossível. E quando algo está em vias de mudar eu desacredito.

Contraí a triste doença de só acreditar nas coisas/pessoas uma vez.
Eu não era assim.

Eu penso tanta coisa.
Penso que se você diz que uma pessoa é louca, que se você fala mal dela, não faz o menor sentido você ser "amiga".
Eu não consigo entender.
E olha que eu sei que eu não sou santa. Aliás, estou bem longe disso... Quem me conhece sabe bem o quanto prezo minha liberdade, o quanto eu vou dizer: não prometi nada para ninguém, o quanto tenho problemas quando as pessoas resolvem criar expectativas em relação a mim.

Um beijo não é um contrato, não é promessa de amor.
Uma palavra não é uma sentença, mas uma vez dita, é pra sempre.

Voltar atrás, às vezes, é bom senso. Mas só às vezes.

Minha cabeça é confusa demais. Acho que essa é a única resposta possível...
Será que realmente ninguém me entende? Tô tão errada assim?
Não que eu acompanhe as xoxomidias alheias (deletei meu facebook justamente por isso: pra parar de perder tempo com a vida dos outros) mas tem coisas que saltam aos olhos.

E amanhã eu pego a estrada novamente.
Mistura de tudo com nada.





4 de janeiro de 2015

Em busca de Harmonia

Dois mil e quinze começou com desafios.
No trabalho acho que me falta conseguir render mais. Eu sempre fui empenhada, mas me falta agilidade. O cansaço do final de ano resolveu bater e me faz ser extremamente lenta. O que não me deixa feliz, afinal não consigo compensar com simpatia em cem por cento das vezes. Resumindo? Hoje não foi um dia fácil.

Já ia dizer "no amor", mas não tem amor. Tenho as minhas dúvidas, os meu caminhos, tenho perguntas. Tenho inúmeras incertezas. Tenho um cheiro que fica na pele.
Tenho desejos. Tenho inseguranças.

Eu queria encontrar equilíbrio. Encontrar harmonia.

Dois mil e quinze. Estou no quarto dia e já tive que encarar uma jornada dupla, uma chuva que molhou toda a minha sala enquanto eu estava fora, dezessete andares de escada numa subida não opcional após um dia de trabalho. Já teve um encontro inesperado com alguém inesperado. 2000 e 15. 2015.

Muita água ainda vai rolar.
Espero conseguir sobreviver.

Tô fugindo de encontros.
Fabricando desencontros.

Ao que passou? A paz das memórias.
Ao que vai chegar: serenidade.

Ao meu joelho: descanso.

Tô com preguiça da vida. Preguiça de ter que socializar.
Entendi que em algumas das vezes que escolhi voltar foi por pura preguiça e comodidade. Eu sempre tive preguiça de gente.
Fiz questão de poucos. Com alguns me dei bem, com outros...

O sono bateu. E eu ainda tô pensando nas coisas da vida. Na harmonia.
Preguiça de começar do zero, de descobrir, de conhecer, de me abrir. Preguiça de tentar fazer dar certo com alguém.
Prefiro ficar só, mesmo sentindo muita falta de ter alguém. Mesmo sentindo falta de compartilhar.

Qual a receita pra encontrar a harmonia?