25 de janeiro de 2015

Sobre agir feito criança e morrer de raiva depois

Eu faço e falo coisas por impulso. Muito de vez em quando eu saio do sério.
Na grande maioria das vezes, o que me faz sair da linha é ciúmes.

Eu cheguei numa fase onde busco mais que sentimentos pra achar que algo pode dar certo. Tenho a mania muito feia de ficar procurando defeito em tudo.
Posso ter a pessoa mais linda e carinhosa do mundo ao meu lado, mas se falta confiança, se por algum motivo acho que não vai dar certo, o que eu faço?

Eu me saboto. Auto-sabotagem das grandes.
Aí nessas, eu sinto mais ciúmes ainda, porque se eu estivesse junto, ok, é meu, tá comigo.
Mas eu não estou junto.

Aí o ciúmes me tira do sério.
Volto a ser criança. Volto a fazer birra.
Tenho defeitos. Sei que sou insuportável.

Uma hora acho alguém com paciência suficiente pra me aturar pro resto da vida.
Enquanto isso, tô aqui, morrendo de raiva.






Raiva de mim.

23 de janeiro de 2015

Tudo em um...

Descobri que o meu problema é querer um relacionamento tudo em um.
Tudo o que teve de melhor nos meus ex-relacionamentos em um só.

Doce ilusão.
Não é apego ao passado. É só vontade de manter o que era bom. Talvez por isso eu fale tanto de ex pra quem está comigo.
Simples e puramente porque eu tento aprender com o passado. E falar sobre ele me ajuda entender um pouco mais das coisas...

Só acho que até o presente momento da vida eu não havia percebido que isso por muitas vezes machuca quem ouve.

Pontos finais finalmente colocados, hora de seguir em frente.

De quinta

Dia de telefonema do trabalho, dia de convites aceitos. Dia de buscar mais trabalho.
Dia de pensar na vida.

Dia de quinta.
Dia de ver seriados, de ouvir música.
Quinta de dormir até mais tarde.

Dia de passar vontade. Dia de dar tchau.
Dia de esperar para ver e não ver.

Dia de querer.
Quinta.

Uma feira de sentimentos.
Quinta-feira.


21 de janeiro de 2015

Sobre meus estigmas

Ontem a noite voltando de Taubaté, meu rádio me sacaneou.
Mandou uma sequência matadora de músicas. Fui voltando no tempo a cada nova faixa.
Dirigir, ouvir música e pensar na vida, quem nunca?

Cheguei a conclusão de que eu levo tanto as pessoas ao limite (ui), que forço a evolução delas para o próximo relacionamento.
Me tornei um estágio. Estagiário só se fode. Aprende muita coisa na prática e tomando uns tapas da vida, mas estagiário em geral só se fode.
É essa a conclusão que eu cheguei sobre minha vida sentimental. É essa a marca que eu carrego no peito no lugar do coração.
Eu sou o estágio antes do emprego dos sonhos.
Sou a pessoa que só se fode e no final fica sozinha. Consigo ensinar muita coisa sobre a vida ou sobre relacionamentos. Depois de mim, ninguém nunca mais é o mesmo.
Todo mundo fica melhor. Eu? Eu fico sozinha.

Ouvi Rihanna - Love the way you lie, com seu refrão dolorido. Cada estrofe era uma lembrança. Mentiras. Choro.
Cada música um relacionamento.

Counting Stars do One Republic me faz lembrar do como me sinto viva, de cada coisa que sinto, da vontade de sair voando sem destino. De como perco o sono pensando no que poderia ser, mas não é. Possibilidades que não se encaixam com a realidade, que não se encaixam com a minha chatice.

Na sequência matadora, veio Cryin'. Aerosmith me arremessou pra 2009. Me lembrou Tiê. Me fez perceber que a vida segue. E que hoje não dói mais.

Acho que finalmente encerrei meus ciclos de passado. Aos (quase) 30 consegui chegar num ponto onde o agora de fato é o momento. Por mais que eu ainda tenha muitas dúvidas.
É o que acontece hoje que vai contar daqui pra frente.
O mais legal é escrever isso enquanto ouço Pethit. O mais legal ainda é que dá pra cantar junto "Quantas vezes eu já te contei nesse jogo não há ganhador. Quantas vezes eu perdi também quando a aposta era o meu amor".

Ok, são devaneios? São.
São fatos? Talvez.
Tô cheia dos mimimi? Estou.

Pelo menos agora eu sei onde eu errei. Acho que tudo isso foi pra eu aprender a ter paciência. E ser mais óbvia.
Agora é ver o que vem pela frente. É esperar uma resposta improvável do destino. Será, talvez, surpreender uma nação.

Depois de tanto amargor, talvez eu esteja entrando uma fase mais como o último álbum do Pethit...
Doce como açúcar, explode na sua boca. Vem chupar meu rock n roll.



Aliás, super recomendo: pegue o carro e aperte o play.

16 de janeiro de 2015

Sobre cartas não enviadas

Eu queria escrever tanta coisa.
Passar tantas outras a limpo.
Queria saber de uns pensamentos. Dar um pulo no futuro e voltar sem alterar o rumo das coisas.

Esse é o ano onde comemoro 30 anos.
E aí?
O que é que foi que eu fiz da vida?
O que é que eu tenho da vida?
QUEM eu tenho na vida?

Eu ando vazia. Vazia de mim. Vazia de desejos. Esperando que o tempo passe rápido e as coisas se resolvam por si só.
Tenho medo de arriscar. Medo do novo. Medo de ir atrás da solução de uma dúvida de uma vez por todas.
Faço perguntas e não sei se quero ouvir as respostas.

Queria dizer que ainda estou chateada. Que aquele último telefonema me machucou muito. Machucou tanto que acho que perdi a fé na humanidade, na capacidade das pessoas se respeitarem. Na capacidade de existir amor. Amor mesmo. Não necessariamente o amor entre casais, mas amor na forma pura de não esperar absolutamente nada em troca, amor de amigos, de irmãos.

Amor de verdade, talvez, só o de mãe.
Aquela ligação derrubou um castelo. Um castelo de confiança. De admiração.
Eu perdi muita coisa naquela ligação. Era domingo, era por volta de meio dia. Eu ainda lembro.

E olhando pra trás eu vejo quanta coisa eu já perdi. Quantas cascas, quantas camadas de mim eu fui perdendo... Ou acrescentando em torno de mim...

Penso nas coisas. Penso em pessoas que quis perto de mim. Penso na confiança.
E por não conseguir confiar, eu fico perseguindo o impossível, porque aí eu não me envolvo. E não me envolver foi a melhor maneira que eu encontrei de não sofrer, de não continuar perdendo.

Eu queria sim, sentar e conversar. Mas não dá. Conversar hoje não vai mudar o que houve.
Não vai apagar os meus ou os teus erros.

Tem tantas cartas que eu queria mandar.
Tem tanta coisa que eu queria dizer.
Saber se nessas entrelinhas da vida, esse outro você, pensou em mim como uma possibilidade.
Pra outros queria perguntar se quando você dizia que eu era incrível e que queria construir a nossa família, se isso tudo era verdade ou era só da boca pra fora.

Pra alguns a minha pretensão era entender o chá de sumiço. Entender o medo.
Há ainda aqueles que receberam de fato minhas palavras e somente responderam que não poderiam responder.


Tem muita coisa bagunçada aqui.
E eu não faço ideia por onde começar a arrumar.


15 de janeiro de 2015

Sobre voltar ou ficar

Eu havia esquecido o quanto gosto de Campinas.
Havia esquecido tantas coisas, tantas liberdades, tanto desejo de viver coisas novas.

Mas esqueci uma parte minha por aí. Ando incompleta e sem vontades. Ando fechando os olhos sem necessariamente pensar em alguém.
Me incomoda esse vazio, essa ausência de história.

Talvez por isso eu queira tanto voltar logo para São José. Lá, pelo menos o vazio consegue ser menos intenso.
Na pior das hipóteses, por mais intenso que seja, ele ainda dói menos.

Nessas horas que saio para caminhar e ouvir música. Tento preencher com outros pensamentos esse espaço repleto de questionamentos que insistem em ocupar minha mente.

Invento teorias pra escapar da insônia... Preencho com palavras esse longo caminho entre ficar ou voltar...

11 de janeiro de 2015

Vida generosa

Golpes de sorte.
Uma noite sozinha num bar.
Telefones trocados.

Ligações.
Memórias.
Paixões.
Mais memórias.

Campinas tem sido generosa.
Admiração. Gosto da minha maneira de resolver as coisas.
Mais memórias.

Lembro de Rio Preto. Das pessoas de Rio Preto. Lembro de Campinas há anos atrás. Lembro das quartas-feiras.
Das bebidas. Dos desejos. Lembro de mais pessoas.

No entanto, meu desejo de pessoas é mínimo.
Quero conversas e carinhos. Nada mais que isso. Estranho? Talvez.

Partindo de mim, um Don Juan de saias, sim, é muito estranho.
Muita coisa na cabeça.

Uma noite no carro. Uma noite em Rio Preto. Uma carona.
Um cachecol.

Ainda não esqueci.

Se bem que eu acho que é só porque eu não posso ter, só por isso ainda penso tanto no assunto.
Lembrei da minha lista de desejos sobre relacionamentos.

Campinas.
Futuro lar.
Como vou pensar no futuro se nem meu presente eu consigo resolver direito?

Quero casar.
Ainda assim, a vida tem sido generosa.

9 de janeiro de 2015

Descobertas felizes

Hoje por um instante eu sorri.
Na Yamaha semanal vi que algumas lições finalmente estão sendo aprendidas.

É bom saber que eu não passei em vão e que algo de bom ficou.
Ponto. Dot.

Eu preciso escrever outro capítulo na minha vida.
Tá faltando personagem. Ou simplesmente mudar a trama.

5 de janeiro de 2015

Mixed

Querer escrever sem ter começo, meio ou fim.
Querer muitas coisas. Passado, presente e futuro num mesmo instante.

Sinto falta de uma amizade. Sinto falta da confidência, da confiança. Coisas que hoje em dia são tão difíceis de encontrar.
Falta companheirismo. Falta aquela turminha. Falta um círculo. Falta café, chocolate e chantilly.
Falta alguém pra almoçar no Habibs no meio da semana corrida. Falta tirar a cebola da esfirra. Falta o vinte e dois depois do meu.

Faltam as promessas não cumpridas.
Faltam cartas respondidas.

Eu viajo. Eu me encanto.
Eu volto. Eu me decepciono.

Eu viajo de novo. Me decepciono de novo.
Eu espero o impossível. E quando algo está em vias de mudar eu desacredito.

Contraí a triste doença de só acreditar nas coisas/pessoas uma vez.
Eu não era assim.

Eu penso tanta coisa.
Penso que se você diz que uma pessoa é louca, que se você fala mal dela, não faz o menor sentido você ser "amiga".
Eu não consigo entender.
E olha que eu sei que eu não sou santa. Aliás, estou bem longe disso... Quem me conhece sabe bem o quanto prezo minha liberdade, o quanto eu vou dizer: não prometi nada para ninguém, o quanto tenho problemas quando as pessoas resolvem criar expectativas em relação a mim.

Um beijo não é um contrato, não é promessa de amor.
Uma palavra não é uma sentença, mas uma vez dita, é pra sempre.

Voltar atrás, às vezes, é bom senso. Mas só às vezes.

Minha cabeça é confusa demais. Acho que essa é a única resposta possível...
Será que realmente ninguém me entende? Tô tão errada assim?
Não que eu acompanhe as xoxomidias alheias (deletei meu facebook justamente por isso: pra parar de perder tempo com a vida dos outros) mas tem coisas que saltam aos olhos.

E amanhã eu pego a estrada novamente.
Mistura de tudo com nada.





4 de janeiro de 2015

Em busca de Harmonia

Dois mil e quinze começou com desafios.
No trabalho acho que me falta conseguir render mais. Eu sempre fui empenhada, mas me falta agilidade. O cansaço do final de ano resolveu bater e me faz ser extremamente lenta. O que não me deixa feliz, afinal não consigo compensar com simpatia em cem por cento das vezes. Resumindo? Hoje não foi um dia fácil.

Já ia dizer "no amor", mas não tem amor. Tenho as minhas dúvidas, os meu caminhos, tenho perguntas. Tenho inúmeras incertezas. Tenho um cheiro que fica na pele.
Tenho desejos. Tenho inseguranças.

Eu queria encontrar equilíbrio. Encontrar harmonia.

Dois mil e quinze. Estou no quarto dia e já tive que encarar uma jornada dupla, uma chuva que molhou toda a minha sala enquanto eu estava fora, dezessete andares de escada numa subida não opcional após um dia de trabalho. Já teve um encontro inesperado com alguém inesperado. 2000 e 15. 2015.

Muita água ainda vai rolar.
Espero conseguir sobreviver.

Tô fugindo de encontros.
Fabricando desencontros.

Ao que passou? A paz das memórias.
Ao que vai chegar: serenidade.

Ao meu joelho: descanso.

Tô com preguiça da vida. Preguiça de ter que socializar.
Entendi que em algumas das vezes que escolhi voltar foi por pura preguiça e comodidade. Eu sempre tive preguiça de gente.
Fiz questão de poucos. Com alguns me dei bem, com outros...

O sono bateu. E eu ainda tô pensando nas coisas da vida. Na harmonia.
Preguiça de começar do zero, de descobrir, de conhecer, de me abrir. Preguiça de tentar fazer dar certo com alguém.
Prefiro ficar só, mesmo sentindo muita falta de ter alguém. Mesmo sentindo falta de compartilhar.

Qual a receita pra encontrar a harmonia?