5 de janeiro de 2015

Mixed

Querer escrever sem ter começo, meio ou fim.
Querer muitas coisas. Passado, presente e futuro num mesmo instante.

Sinto falta de uma amizade. Sinto falta da confidência, da confiança. Coisas que hoje em dia são tão difíceis de encontrar.
Falta companheirismo. Falta aquela turminha. Falta um círculo. Falta café, chocolate e chantilly.
Falta alguém pra almoçar no Habibs no meio da semana corrida. Falta tirar a cebola da esfirra. Falta o vinte e dois depois do meu.

Faltam as promessas não cumpridas.
Faltam cartas respondidas.

Eu viajo. Eu me encanto.
Eu volto. Eu me decepciono.

Eu viajo de novo. Me decepciono de novo.
Eu espero o impossível. E quando algo está em vias de mudar eu desacredito.

Contraí a triste doença de só acreditar nas coisas/pessoas uma vez.
Eu não era assim.

Eu penso tanta coisa.
Penso que se você diz que uma pessoa é louca, que se você fala mal dela, não faz o menor sentido você ser "amiga".
Eu não consigo entender.
E olha que eu sei que eu não sou santa. Aliás, estou bem longe disso... Quem me conhece sabe bem o quanto prezo minha liberdade, o quanto eu vou dizer: não prometi nada para ninguém, o quanto tenho problemas quando as pessoas resolvem criar expectativas em relação a mim.

Um beijo não é um contrato, não é promessa de amor.
Uma palavra não é uma sentença, mas uma vez dita, é pra sempre.

Voltar atrás, às vezes, é bom senso. Mas só às vezes.

Minha cabeça é confusa demais. Acho que essa é a única resposta possível...
Será que realmente ninguém me entende? Tô tão errada assim?
Não que eu acompanhe as xoxomidias alheias (deletei meu facebook justamente por isso: pra parar de perder tempo com a vida dos outros) mas tem coisas que saltam aos olhos.

E amanhã eu pego a estrada novamente.
Mistura de tudo com nada.





Um comentário:

  1. "Eu não era assim."
    "Minha cabeça é confusa demais."

    Estava achando que era só eu que é assim...

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