21 de janeiro de 2015

Sobre meus estigmas

Ontem a noite voltando de Taubaté, meu rádio me sacaneou.
Mandou uma sequência matadora de músicas. Fui voltando no tempo a cada nova faixa.
Dirigir, ouvir música e pensar na vida, quem nunca?

Cheguei a conclusão de que eu levo tanto as pessoas ao limite (ui), que forço a evolução delas para o próximo relacionamento.
Me tornei um estágio. Estagiário só se fode. Aprende muita coisa na prática e tomando uns tapas da vida, mas estagiário em geral só se fode.
É essa a conclusão que eu cheguei sobre minha vida sentimental. É essa a marca que eu carrego no peito no lugar do coração.
Eu sou o estágio antes do emprego dos sonhos.
Sou a pessoa que só se fode e no final fica sozinha. Consigo ensinar muita coisa sobre a vida ou sobre relacionamentos. Depois de mim, ninguém nunca mais é o mesmo.
Todo mundo fica melhor. Eu? Eu fico sozinha.

Ouvi Rihanna - Love the way you lie, com seu refrão dolorido. Cada estrofe era uma lembrança. Mentiras. Choro.
Cada música um relacionamento.

Counting Stars do One Republic me faz lembrar do como me sinto viva, de cada coisa que sinto, da vontade de sair voando sem destino. De como perco o sono pensando no que poderia ser, mas não é. Possibilidades que não se encaixam com a realidade, que não se encaixam com a minha chatice.

Na sequência matadora, veio Cryin'. Aerosmith me arremessou pra 2009. Me lembrou Tiê. Me fez perceber que a vida segue. E que hoje não dói mais.

Acho que finalmente encerrei meus ciclos de passado. Aos (quase) 30 consegui chegar num ponto onde o agora de fato é o momento. Por mais que eu ainda tenha muitas dúvidas.
É o que acontece hoje que vai contar daqui pra frente.
O mais legal é escrever isso enquanto ouço Pethit. O mais legal ainda é que dá pra cantar junto "Quantas vezes eu já te contei nesse jogo não há ganhador. Quantas vezes eu perdi também quando a aposta era o meu amor".

Ok, são devaneios? São.
São fatos? Talvez.
Tô cheia dos mimimi? Estou.

Pelo menos agora eu sei onde eu errei. Acho que tudo isso foi pra eu aprender a ter paciência. E ser mais óbvia.
Agora é ver o que vem pela frente. É esperar uma resposta improvável do destino. Será, talvez, surpreender uma nação.

Depois de tanto amargor, talvez eu esteja entrando uma fase mais como o último álbum do Pethit...
Doce como açúcar, explode na sua boca. Vem chupar meu rock n roll.



Aliás, super recomendo: pegue o carro e aperte o play.

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